Paris Museum Pass: vale a pena? Testamos e contamos tudo
O Paris Museum Pass é uma das melhores formas de economizar tempo e dinheiro numa viagem cheia de museus pela capital francesa. A cidade é repleta de cultura, e o que não falta são museus para visitar em Paris.
Mas o passe não vale a pena para todos: precisamos entender se esse passe realmente compensa para o seu roteiro.
Testamos o Paris Museum Pass de 6 dias (sendo 5 dias em Paris + 1 dia no Château de Versailles). Aqui, contamos nossa experiência em detalhes pra você decidir se vale a pena fazer esse investimento na sua viagem.
Vamos nessa?
Neste post você vai encontrar:
- Como funciona o Paris Museum Pass
- Principais vantagens do passe
- Quanto custa o Paris Museum Pass
- Qual é a validade do cartão
- Como reservar as entradas nas atrações
- O que NÃO está incluído
- Fazendo as contas: quando o passe vale a pena?
- Dicas essenciais pra usar o passe
- Nossa experiência usando o Paris Museum Pass
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Como funciona o Paris Museum Pass
Ao programar uma viagem pra Europa, é bem provável que você já tenha ouvido falar dos passes de desconto/entrada livre em atrações.
Esse tipo de cartão é muito popular nas cidades europeias, e pode ser vendido por empresas particulares ou pela própria secretaria de turismo da cidade.
Em Paris, existe uma variedade enorme de cartões disponíveis (Paris Pass, Explorer Pass, Go City), e pesquisamos bastante as diferenças entre eles antes de escolher o Paris Museum Pass.
Durante nossas viagens, já testamos alguns desses cartões, mas de todas as experiências que tivemos, o melhor custo-benefício foi mesmo com o Paris Museum Pass. Eu esperava que fosse bom, mas superou as expectativas!
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Principais vantagens do Paris Museum Pass
Formato digital ou físico, você escolhe
Hoje em dia, o Paris Museum Pass existe em dois formatos.
Se você comprar online (como no link que recomendamos), o passe chega em formato digital: você recebe por e-mail e mostra o QR code direto no celular na entrada das atrações, sem precisar retirar nada em Paris.
Se preferir comprar presencialmente, em postos de turismo, aeroportos ou nos próprios museus, você recebe o passe físico, acompanhado de um folder com mapa e a lista completa de atrações.

Nós compramos o passe físico e adoramos o folder: vem com um mapa bem completo, com todas as atrações incluídas, seus horários e a estação de metrô mais próxima de cada uma.
Foi folheando esse mapa que descobrimos atrações que nem estavam no nosso roteiro original, como Les Invalides (o museu militar mais impressionante que já visitamos) e o Panthéon, que acabou virando uma das melhores surpresas da viagem.

Dá acesso às principais atrações de Paris
O passe cobre mais de 50 monumentos em Paris e arredores, incluindo praticamente tudo que um turista de primeira viagem quer visitar: Museu do Louvre, Arco do Triunfo, Torres de Notre-Dame, Les Invalides, Sainte-Chapelle, Château de Versailles, Museu d’Orsay e Museu de l’Orangerie, entre outros.
Com o passe, você acessa todas essas atrações sem pagar nada além do preço já pago pelo cartão. Se você planejar bem o roteiro, dá pra economizar bastante.
Fila prioritária: com uma ressalva
Aqui, depende da atração. Pontos turísticos como o Museu do Louvre, o Palácio de Versalhes e a Sainte-Chapelle exigem reserva de horário antecipada, tanto pra quem tem o passe quanto pra quem compra ingresso avulso.
Nesses casos, você entra na mesma fila de quem já reservou, sem furar fila de verdade.
Já nas atrações sem sistema de horário marcado, o processo é simples: basta apresentar o passe (físico ou no celular) na entrada, eles escaneiam o código, e pronto.
Em lugares como o Panthéon, você ainda passa por uma revisão de segurança, mas o portador do passe costuma seguir por uma fila mais rápida.
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Quanto custa o Paris Museum Pass?
Você compra o passe de acordo com o tempo que vai passar em Paris. Hoje, o Paris Museum Pass tem 3 versões, vendidas em horas (não mais “dias consecutivos” simplesmente):
| Duração | Preço | Preço por dia |
|---|---|---|
| 48h (2 dias) | €55 | €27,50 |
| 96h (4 dias) | €70 | €17,50 |
| 144h (6 dias) | €85 | €14,16 |
Independente da duração, as vantagens são as mesmas: acesso gratuito e facilitado às principais atrações de Paris.
Ainda assim, esse valor costuma sair mais em conta que a maioria dos outros passes turísticos da cidade, por dois motivos: é o cartão oficial do órgão de turismo de Paris, e ele não inclui passeio de barco no Sena nem ônibus hop-on hop-off, atrações que encarecem os cartões concorrentes.
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Como comprar e onde retirar (se for o passe físico)
Você pode comprar online e escolher entre imprimir em casa ou usar direto no celular; nesse caso, não precisa retirar nada em Paris.
Se preferir a versão física, dá pra retirar em centros de informação turística espalhados pela cidade (nós retiramos no centro de informações da Gare du Nord, sem complicação nenhuma) ou comprar direto em alguns dos museus participantes.
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Qual é a validade do cartão?
A validade do passe conta a partir do momento em que você usa ele pela primeira vez, seja mostrando o QR code no celular (versão digital) ou passando o cartão físico no leitor da primeira atração.
Ou seja: a ativação acontece automaticamente.
Cada “dia” equivale a um período de 24 horas corridas a partir desse primeiro uso. Ou seja, os passes de 2, 4 e 6 dias correspondem, na prática, a 48h, 96h e 144h consecutivas: se você ativar o passe às 13h de uma segunda-feira, o de 48h vale até às 13h de quarta-feira.
Essa mudança pro sistema de horas corridas foi uma boa notícia: no esquema antigo (por “dias de calendário”), quem ativasse o passe à tarde perdia a manhã daquele primeiro dia. Hoje isso não acontece mais.
Mesmo assim, vale a dica: comece a usar o passe de manhã cedo, pra aproveitar o período máximo possível.
💡 Dica da Lila: não ative o passe num dia em que os principais museus do seu roteiro estão fechados!
Como a validade do passe conta em horas corridas a partir do primeiro uso (e não “reseta” nos dias fechados), se você ativar o passe numa segunda-feira, por exemplo, e boa parte dos museus que você quer visitar fecha justamente às segundas, você já perde uma fatia do seu tempo de validade sem conseguir usar o passe.
O ideal é sempre checar com antecedência o dia de fechamento de cada atração do seu roteiro (lembre: em Paris, isso varia bastante (alguns museus fecham às segundas, outros às terças) e só ativar o passe no primeiro dia em que você realmente vai conseguir visitar alguma atração incluída.
Assim, você aproveita cada hora do período pago, sem desperdiçar tempo de validade parado num dia sem nada aberto.
O que está incluído no Paris Museum Pass
O passe dá acesso a mais de 50 museus e monumentos em Paris e arredores. Aqui está uma lista com os principais atrativos incluídos, organizados por categoria:
Monumentos principais
- Museu do Louvre
- Palácio de Versalhes (Château + Trianon)
- Arco do Triunfo
- Torres da Catedral de Notre-Dame
- Sainte-Chapelle
- Panthéon
- Conciergerie
Museus de arte
- Museu d’Orsay
- Museu de l’Orangerie
- Centre Pompidou (arte moderna)
- Musée Rodin
- Musée National Picasso-Paris
- Musée National Eugène Delacroix
- Musée du Quai Branly (arte tribal e etnográfica)
História militar e monumentos
- Musée de l’Armée (Les Invalides, incluindo a Tumba de Napoleão)
- Hôtel de la Marine
Nos arredores de Paris
- Château de Fontainebleau
- Château de Chantilly
- Château de Vincennes
- Catedral de Saint-Denis
Vale lembrar: o passe dá acesso à coleção permanente de cada museu; exposições temporárias costumam ser cobradas à parte.
E, como já vimos, algumas dessas atrações (Louvre, Versalhes, Sainte-Chapelle, Conciergerie, Museu de l’Orangerie) exigem reserva de horário obrigatória, mesmo pra quem tem o passe.
A lista completa e sempre atualizada fica disponível no site oficial do Paris Museum Pass, já que ela muda de vez em quando.
Como reservar as entradas nas atrações
Algumas atrações incluídas no Paris Museum Pass exigem reserva de horário obrigatória, mesmo pra quem já tem o passe — isso vale tanto pra portadores do passe quanto pra quem compra ingresso avulso, já que é uma forma de controlar o fluxo de visitantes.
A boa notícia: a reserva é sempre gratuita pra quem já tem o passe, já que você já pagou pelo ingresso na hora da compra do cartão.
Atualmente, exigem agendamento prévio, entre outras:
- Museu do Louvre
- Palácio de Versalhes
- Sainte-Chapelle
- Conciergerie
- Museu de l’Orangerie
Veja como proceder em cada uma:
- Museu do Louvre: acesse a bilheteria oficial do museu e selecione a categoria “Paris Museum Pass holders”, escolhendo data e horário disponíveis.
- Palácio de Versalhes: acesse o site oficial de ingressos, escolha data e horário, e selecione a opção “Free Admission Palace”.
- Sainte-Chapelle e Conciergerie: acesse a bilheteria de cada uma, selecione a opção “I already have a ticket” (já tenho um ingresso), e escolha data e horário.
Diferente de anos atrás, hoje não é mais preciso ter o número físico do passe em mãos pra fazer essas reservas: basta seu nome e e-mail.
Você recebe a confirmação por e-mail, e é só apresentar o passe (físico ou digital) junto com essa confirmação na entrada.
E fique atento: a lista de atrações que exigem reserva muda com frequência. Antes da viagem, monte sua lista de prioridades e confira no site oficial de cada atração se o agendamento é necessário. Melhor prevenir do que chegar lá e não conseguir entrar.
💡 Dica da Lila: o Louvre é, disparado, o mais concorrido de todos. Só reservando um horário você garante acesso; sem reserva, o acesso pode ficar impossível em dias de pico.
Faça essa reserva assim que possível, mesmo que ainda faltem semanas pra viagem, é comum as vagas esgotarem com bastante antecedência na alta temporada.
O que NÃO está incluído no Paris Museum Pass
Como nem tudo é perfeito, tem uma atração super desejada em Paris que não está incluída: a Torre Eiffel.
O ingresso pra subir a torre mais famosa do mundo não faz parte da lista de atrações do passe (nenhum dos outros cartões de desconto da cidade inclui a Torre Eiffel também, então isso não chega a ser um problema exclusivo do Museum Pass).
Também não estão incluídos:
- O passeio de barco pelo Rio Sena
- A Ópera Garnier
- As Catacumbas de Paris
- O ônibus hop-on hop-off
- Exposições temporárias (o passe cobre só a coleção permanente de cada museu)
- Os Jardins Musicais e o show das Fontanas Musicais em Versalhes (nos dias em que esses eventos especiais acontecem, o acesso aos jardins não está incluso no passe)
Na nossa experiência, mesmo com a Torre Eiffel de fora, ainda saiu mais em conta comprar o Paris Museum Pass e o ingresso da Torre Eiffel avulso, separadamente.
Paris Museum Pass vale a pena em 2026? Fazendo as contas
O Paris Museum Pass vale a pena se o seu perfil de viagem incluir a visita a pelo menos duas atrações por dia, durante o período de validade do passe. Ele é uma ferramenta de economia e logística, não apenas um item de conveniência.
Os valores de referência pra 2026 são:
| Duração | Preço |
|---|---|
| 2 dias (48h) | €85 |
| 4 dias (96h) | €105 |
| 6 dias (144h) | €125 |
Os preços mudam com certa frequência, então vale confirmar o valor atual no momento da compra.
A melhor forma de decidir se o Paris Museum Pass vale a pena é comparar o preço do passe com a soma dos ingressos avulsos das atrações que você pretende visitar.
Aqui estão os preços de referência de algumas das atrações mais procuradas (valores aproximados, sempre sujeitos a reajuste):
| Atração | Ingresso avulso |
|---|---|
| Museu do Louvre | ~€22 |
| Palácio de Versalhes + Trianon | ~€25 |
| Museu d’Orsay | ~€16 |
| Arco do Triunfo | ~€17 |
| Sainte-Chapelle | ~€22 |
| Panthéon | ~€16 |
| Musée Rodin | ~€14 |
| Musée National Picasso-Paris | ~€16 |
| Torres de Notre-Dame | ~€16 |
Exemplo com o passe de 2 dias (€85)
Digamos que, nos seus 2 dias, você visite Louvre (€22) + Museu d’Orsay (€16) + Arco do Triunfo (€17) + Sainte-Chapelle (€22) + Panthéon (€16). Somando os ingressos avulsos, você gastaria €93, cerca de €8 a mais do que o passe de 2 dias.
Nesse caso, a economia é pequena, mas ainda existe, e você ganha de brinde a fila mais rápida nas atrações sem horário marcado.
Exemplo com o passe de 4 dias (€105)
Considerando duas atrações por dia ao longo de 4 dias (Louvre, Museu d’Orsay, Arco do Triunfo, Sainte-Chapelle, Musée Rodin, Panthéon, Museu Picasso e Palácio de Versalhes + Trianon), a soma dos ingressos avulsos chegaria a mais de €148.
Nesse ritmo, a economia com o passe já passa de €40.
Quando NÃO vale a pena
Se o seu roteiro incluir só 2 atrações no total (por exemplo, só Louvre e Versalhes), os ingressos avulsos somam pouco mais de €47, bem abaixo do valor de qualquer versão do passe. Nesse caso, compre os ingressos separados e economize.
Regra prática: o passe costuma começar a compensar a partir da 3ª ou 4ª atração visitada dentro do período de validade. Quanto mais museus você encaixar no roteiro, maior a economia.
💡 Dica da Lila: na nossa experiência, o passe se pagou já nos primeiros 3 ou 4 museus visitados. Se você tem esse perfil “mais intenso”, como a gente, compensa muito.
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Dicas essenciais pra usar o Paris Museum Pass
- Monte sua lista de atrações e o itinerário antes de comprar. Assim você já sabe se o passe compensa financeiramente pro seu roteiro específico.
- Dias consecutivos: o passe conta horas corridas a partir do primeiro uso, então planeje suas visitas em dias seguidos, pra não perder tempo de validade.
- Fique de olho nos dias de fechamento: muitos museus de Paris fecham às segundas ou terças-feiras (varia por atração). Monte o roteiro conferindo sempre o horário de funcionamento de cada lugar.
- Menores de 18 anos (e cidadãos da União Europeia com menos de 26) entram de graça na maioria dos museus e monumentos de Paris. Se esse for o seu caso, o passe nem é necessário. Mas atenção: mesmo com entrada gratuita, ainda é preciso reservar o horário nas atrações com agendamento obrigatório.
- Comece a usar o passe de manhã, sempre que possível, pra aproveitar melhor o período de validade.
- Reserve o Louvre com bastante antecedência. É a atração mais concorrida do passe, e as vagas esgotam rápido, principalmente na alta temporada.

Nossa experiência usando o Paris Museum Pass
Pelo lado financeiro, valeu muito a pena: economizamos bons euros com o passe de 6 dias. Mas foi na logística que ele realmente se pagou.
Não pegamos fila em praticamente nenhum lugar. Até no Arco do Triunfo, onde a fila pra quem comprava na hora era quilométrica, foi só chegar e apresentar o passe.
Também pudemos conhecer atrações que não estavam no roteiro original, como o Panthéon, e valeu muito a pena sair da caixinha do óbvio, só porque a atração já estava incluída no passe.
Comprar pela internet foi simples, e não tivemos problema nenhum na retirada, quando chegamos em Paris.
Resumindo: testado e aprovado! Vale muito a pena, e não só na primeira visita à cidade. Já estou de olho pra comprar de novo numa próxima viagem, porque ainda tenho muita atração bacana pra conhecer por lá.
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Continue planejando sua viagem à França
Se você está montando o roteiro pela França, esses posts vão te ajudar a aproveitar ainda mais:
- Roteiro pela França: 8, 15 ou 20 dias
- Como ir do aeroporto Charles de Gaulle para o centro de Paris
- Rota do Champagne: Reims e Épernay em um dia saindo de Paris
- Mont Saint-Michel: como chegar, o que fazer e dicas práticas
- O que fazer em Carcassonne: o guia completo da cidade medieval
Perguntas frequentes sobre o Paris Museum Pass
O Paris Museum Pass inclui a Torre Eiffel?
Não. A Torre Eiffel não está incluída em nenhum dos cartões turísticos de Paris, incluindo o Paris Museum Pass. É preciso comprar o ingresso à parte.
Preciso reservar horário mesmo tendo o passe?
Sim, em algumas atrações concorridas (Louvre, Palácio de Versalhes, Sainte-Chapelle, Conciergerie e Museu de l’Orangerie), a reserva de horário é obrigatória pra todo mundo, com ou sem passe. A reserva é gratuita pra quem já tem o Paris Museum Pass.
O passe é físico ou digital?
Os dois formatos existem. Comprando online, você recebe o passe em formato digital (e-ticket), pra imprimir ou mostrar no celular. Comprando presencialmente em Paris, você recebe o cartão físico com o folder e mapa.
Vale a pena comprar o Paris Museum Pass?
Depende do seu ritmo de viagem. Se você pretende visitar duas ou mais atrações por dia durante o período de validade, o passe costuma compensar bastante. Se o seu roteiro for mais tranquilo, com só uma atração por dia, os ingressos avulsos podem sair mais em conta.
Crianças precisam do Paris Museum Pass?
Geralmente não. Menores de 18 anos entram de graça na maioria dos museus e monumentos públicos de Paris. Mesmo assim, é preciso reservar o ingresso gratuito nas atrações com horário marcado.
Posso visitar a mesma atração mais de uma vez com o passe?
Não. Hoje, o passe permite apenas uma entrada por atração.
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