O que fazer na Antuérpia: roteiro completo e dicas de quem visitou

Procurando dicas sobre o que fazer na Antuérpia? Essa foi uma das cidades que mais me surpreendeu no meu roteiro pela Bélgica.

Encontrei muita riqueza histórica e uma arquitetura que impressiona desde a chegada, já que a Estação Central da Antuérpia mais parece um palácio!

O que fazer na Antuérpia
Estação Central da Antuérpia. Foto: Fui ser viajante

No total, fiquei 2 dias na Antuérpia. Foquei o primeiro dia em explorar os pontos turísticos clássicos e conhecer a fundo a história local.

No segundo dia, optei por fazer um bate-volta para Mechelen, cidade vizinha que já chegou a ser capital da região no passado.

E claro que também me aventurei em descobrir a Antuérpia feita para quem gosta de comer e beber bem, visitando bares tradicionais e provando cervejas locais.

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Resumo para quem tem pressa: TOP lugares para ver na Antuérpia

  • Estação Central da Antuérpia
  • Grote Markt
  • Museu MAS
  • Rubenshuis
  • Bar Oud Arsenaal
  • Wolf Sharing Food Market

2 ingressos para comprar antecipado:

  • Excursão a pé histórica: Passeio com guia para conhecer os principais pontos turísticos do centro histórico e as lendas da cidade. Garanta seu lugar aqui.
  • Tour interativo De Koninck: Experiência imersiva na fábrica da principal cerveja local com degustação. Reserve seu ingresso aqui.

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Resumo do roteiro: 2 dias em Antuérpia e Mechelen

DiaProgramação
Dia 1: Centro histórico da AntuérpiaEstação Central, Grote Markt, Catedral de Nossa Senhora, Vlaeykensgang, igrejas medievais, região portuária. Opção de fazer um tour gratuito
Jantar: Região da Groenplaats (Bares tradicionais)
Dia 2: Mechelen + região do antigo PortoBate-volta em Mechelen (Torre de São Romualdo e Cervejaria Het Anker).
Volta para Antuérpia. Pôr do sol no Museu MAS.
Jantar: Wolf Sharing Food Market (Antuérpia)

Dia 1: O que fazer na Antuérpia – roteiro pelo Centro Histórico

O primeiro dia de roteiro foca nos principais pontos turísticos da Antuérpia, na riqueza da arquitetura medieval e nos melhores locais para provar a cervejas locais. Toda a caminhada pelo centro é plana e fácil de ser feita a pé.

Estação Central da Antuérpia e roda-gigante

Se você está viajando de trem pela Bélgica, você vai chegar na cidade desembarcando na Estação Central da Antuérpia, considerada uma das estações de trem mais bonitas do mundo.

O que fazer na Antuérpia
Teto da Estação Central da Antuérpia. Foto: Fui ser viajante

É impossível não se impressionar com o saguão de mármore e a cúpula de ferro. Ali mesmo você já vai garantir as primeiras fotos da viagem.

Logo na saída da estação, na praça Astridplein, você vai dar de cara com uma enorme roda-gigante (The View). Se quiser ter uma primeira visão panorâmica da cidade (até 2 anos, gratuito, até 10 anos custa 6 euros e acima dessa idade o passeio custa 10 euros).

O que fazer na Antuérpia
Estação Central da Antuérpia. Foto: Fui ser viajante

Avenida Meir: Palácio Real e The Chocolate Line

Saindo da região da estação, seguimos em direção ao centro histórico caminhando pela Meir, a avenida de pedestres mais famosa da cidade.

Por lá, há diversas lojas de marcas famosas na Bélgica e no mundo, como Primark, Zara e muito mais.

Meir, Antuérpia
Meir, rua de pedestres na Antuérpia. Foto: Fui ser viajante
Boeretoren, Antuérpia
Boerentoren, Antuérpia. Foto: Fui ser viajante

No caminho, vale prestar atenção no histórico edifício Boerentoren, o primeiro arranha-céu da Europa.

Outro destaque desse trajeto é o Palace on the Meir (o antigo Palácio Real). A fachada barroca é monumental, e é possível entrar para dar uma espiada por dentro.

Lá há um pátio com um belo restaurante. No interior do prédio, por sua vez, funciona a loja de chocolates mais impressionante que já vi na vida: a The Chocolate Line, que funciona dentro dos salões suntuosos do palácio, uma coisa linda!

Interior do antigo Palácio Real
Interior do antigo Palácio Real. Foto: Fui ser viajante
The Chocolate Line Antuérpia
The Chocolate Line Antuérpia. Foto: Fui ser viajante

Essa é uma das chocolatarias mais famosas da Bélgica, e lá você pode comprar bombons artesanais com combinações ousadas (como chocolate com bacon ou curry), e ver os chefs trabalhando na cozinha envidraçada.

Grote Markt, a Fonte de Brabo e a Catedral de Nossa Senhora

A Grote Markt é a praça principal e o coração da cidade velha. O prédio que mais se destaca é o edifício renascentista da Câmara Municipal de Antuérpia (Stadhuis).

O que fazer na Antuérpia
Grote Markt Antuérpia. Foto: Fui ser viajante

Além dela, há diversos prédios medievais com ornamentos dourados. São as casas de guilda do século XVI, com seus telhados em formato de escada coroados por estátuas douradas que reluzem quando o sol bate.

No centro da praça, há uma fonte bem diferentona, com as águas escorrendo por pedras direto para o chão, sem aquela bacia comum que vemos nas fontes por aí.

Essa é a Fonte do Brabo. A estátua retrata o herói mítico Silvius Brabo jogando a mão decepada do gigante Antigoon no rio Rio Escalda, livrando a cidade desse gigante que cobrava pedágios altíssimos dos comerciantes que tentavam passar pelo rio.

Grote Markt Antuérpia
Grote Markt Antuérpia. Foto: Fui ser viajante

Na fonte, o jovem está arremessando a mão do gigante – e é daí, inclusive, que vem o nome da cidade: Hand werpen (em holandês, “arremesso de mão”), que com o tempo virou Antuérpia.

A poucos passos da praça fica a Catedral de Nossa Senhora, o maior templo gótico da Bélgica. A igreja é imensa, quase não consegui tirar uma foto onde ela aparecesse inteira.

Catedral de Nossa Senhora
Catedral de Nossa Senhora da Antuérpia. Foto: Fui ser viajante

A igreja é considerada “um museu de Rubens”, pois abriga quatro telas originais do célebre pintor barroco Peter Paul Rubens (mas é preciso pagar ingresso para visitar).

Bem em frente à Catedral de Nossa Senhora, há uma escultura muito lindinha de Nello e Patrasche, os personagens principais de um romance clássico do século XIX, O Cão de Flandres, cuja história de amizade se passa na Antuérpia.

Nello e Patrasche Antuérpia
Nello e Patrasche Antuérpia. Foto: Fui ser viajante

Os dois personagens aparecem cobertos por um cobertor feito de pedras da própria calçada.

Como a história é muito popular no Japão (tendo virado um anime famosíssimo por lá), o monumento foi um presente financiado por patrocinadores japoneses.

Groenplaats

A poucos passos da Grote Markt, conectada por ruelas charmosas, fica a Groenplaats (Praça Verde).

Groenplaats Antuérpia
Groenplaats Antuérpia. Foto: Fui ser viajante

Dominada por uma estátua do pintor Peter Paul Rubens bem ao centro, essa praça é mais aberta, arborizada e cercada por hotéis, cafés e restaurantes com mesinhas ao ar livre.

É o lugar perfeito para uma parada estratégica para relaxar no fim de tarde saboreando uma tradicional batata frita belga, com vista para a torre da catedral da Antuérpia.

Groenplaats Antuérpia
Groenplaats Antuérpia. Foto: Fui ser viajante

Oude Koornmarkt e Vlaaikensgang

Em seguida, fomos bater perna na Oude Koornmarkt, uma rua repleta de restaurantes e bares históricos que fica bem ali ao lado. Essa região é perfeita para o almoço.

Oude Koornmarkt Antuérpia
Oude Koornmarkt Antuérpia. Foto: Fui ser viajante

É ali que fica o pitoresco Elfde Gebod, um restaurante colado na catedral e famoso mundialmente por sua decoração impressionante, repleta de centenas de estátuas sacras de santos e anjos.

Comer um prato típico belga ali é uma experiência que vale a pena viver. Além disso, a carta de cervejas deles é impressionante.

Elfde Gebod Antuérpia
Elfde Gebod Antuérpia. Foto: Fui ser viajante

Ao caminhar pela rua, preste atenção para a entrada do Vlaaikensgang, um beco de 1591 que resiste no coração da cidade.

Entrar por sua portinha discreta é como se transportar direto para a Idade Média. O cenário rende lindas fotos, e há diversos restaurantes por ali também.

Vlaaikensgang Antuérpia
Vlaaikensgang Antuérpia. Foto: Fui ser viajante

Igrejas antigas da Antuérpia

Para quem gosta de história, arte e arquitetura sacra, a Antuérpia guarda verdadeiros tesouros medievais e barrocos. Três igrejas merecem uma parada estratégica no seu caminho fotográfico pelo centro histórico:

Sint-Carolus Borromeuskerk

Localizada na praça Hendrik Conscienceplein, a Sint-Carolus Borromeuskerk é um dos maiores destaques da cidade.

Sint-Carolus Borromeuskerk
Sint-Carolus Borromeuskerk. Foto: Fui ser viajante

Construída pelos jesuítas no início do século XVII, essa igreja teve a fachada e o teto decorados pelo próprio pintor Peter Paul Rubens (embora um incêndio posterior tenha destruído grande parte das pinturas do teto).

Não conseguimos ver por dentro, porque chegamos lá bem no intervalo do almoço, quando eles fecham. Tente ir de manhã mais cedo, ou depois das 14h.

Sint-Annakapel

Pertinho dali fica a Sint-Annakapel (Capela de Santa Ana), bem menor. Datada do século XIV, ela sobreviveu às intensas transformações urbanas da Antuérpia e hoje, muitas vezes, funciona como um espaço cultural e artístico.

Mas tanto a fachada de tijolos quanto seu portal histórico valem o registro de mais uma testemunha dessa Antuérpia medieval que resiste ao tempo.

Igreja de São Paulo (Sint-Pauluskerk)

Dedicada a São Paulo, esta igreja fica no antigo bairro dos marinheiros. Só conseguimos ver seu exterior gótico parcialmente, pois estava em reformas.

Igreja de São Paulo (Sint-Pauluskerk)
Igreja de São Paulo (Sint-Pauluskerk). Foto: Fui ser viajante

Seu interior guarda mais de cinquenta pinturas de mestres flamengos, incluindo obras de Rubens, Anthony van Dyck e Jacob Jordaens.

Ao lado dela, há mais um ponto de interesse: o “Calvário” é um jardim externo com mais de sessenta estátuas de tamanho real que recriam cenas bíblicas.

Museum Vleeshuis e a casa mais antiga da Antuérpia

Caminhando mais um pouco, chegamos na rua Veehandel, onde fica a casa mais antiga da Antuérpia, que preserva sua fachada de madeira, assim como eram as casas na Antuérpia em meados do século XV.

A Casa mais antiga da Antuérpia
A Casa mais antiga da Antuérpia. Foto: Fui ser viajante

Sabe-se lá por qual milagre, essa casa sobreviveu aos incêndios e bombardeios que destruíram grande parte da cidade medieval ao longo dos séculos. Há uma plaquinha em frente que faz menção a sua história.

Perto dali fica o Museum Vleeshuis, o prédio do antigo mercado de carnes da cidade, construído no início do século XVI.

O que fazer na Antuérpia
Museum Vleeshuis. Foto: Fui ser viajante

A construção chama a atenção de longe, tanto pelo tamanho quanto pela sua arquitetura gótica.

Uma curiosidade é que o prédio foi feito com linhas alternadas de tijolos vermelhos e pedras brancas, lembrando fatias de bacon (o que tem tudo a ver com a função original do lugar).

Museum Vleeshuis
Museum Vleeshuis Antuérpia. Foto: Fui ser viajante

Hoje em seu interior funciona um museu de instrumentos musicais, mas não chegamos a entrar.

Castelo Het Steen e Sint-Annatunnel

Finalmente, chegamos na orla do rio Escalda, onde teve origem toda a lenda da fundação da cidade.

A principal atração é o Castelo Het Steen, a fortaleza de pedra mais antiga da Antuérpia, datada do século XI. O prédio foi totalmente revitalizado e hoje funciona como Centro de Informações Turísticas da cidade.

Castelo Het Steen
Castelo Het Steen. Foto: Fui ser viajante

Além de uma lojinha de souvenir, é possível subir até o terraço panorâmico, que tem acesso gratuito e oferece vista para o Rio Escalda e para o movimento das embarcações.

Em frente ao castelo, está a estátua do gigante Antigoon, que aterrorizava os comerciantes locais, de acordo com a lenda que deu origem ao nome da cidade.

Logo ao lado do castelo, acessamos uma passarela suspensa que se estende sobre o cais. Caminhamos por ela, aproveitando a vista do Rio Escalda.

Entrada da Passarela
Entrada da Passarela. Foto: Fui ser viajante

Essa passarela vai costeando a água até chegar ao edifício do terminal de cruzeiros, onde fica o prédio Zuiderterras (um edifício envidraçado bem bonito, onde funciona o restaurante RAS).

Restaurante RAS Antuérpia
Restaurante RAS Antuérpia. Foto: Fui ser viajante

É ali que descemos da estrutura, atravessamos a rua e chegamos na entrada de uma das atrações mais inusitadas da cidade: o Túnel de Santa Ana.

O Sint-Annatunnel é um túnel impressionante que atravessa de um lado para o outro do rio totalmente por baixo d’água.

Sint-Annatunnel Antuérpia
Sint-Annatunnel Antuérpia. Foto: Fui ser viajante

Inaugurado em 1933 para ligar o centro histórico à margem esquerda (Linkeroever), ele possui mais de 500 metros de extensão e é exclusivo para pedestres e ciclistas.

A experiência já começa na descida, que pode ser feita por um elevador enorme ou pelas escadas rolantes originais de madeira da década de 1930. Elas continuam funcionando perfeitamente e dão um clima nostálgico ao passeio.

Sint-Annatunnel Antuérpia
Sint-Annatunnel Antuérpia. Foto: Fui ser viajante
Sint-Annatunnel Antuérpia
Sint-Annatunnel Antuérpia. Foto: Fui ser viajante

Não chegamos a caminhar por todo o trajeto do túnel (cerca de 500m), mas fizemos questão de descer pra conhecer, porque não é todo dia que se atravessa um túnel azulejado por baixo de um rio.

Museu Plantin-Moretus

O mais legal desse roteiro na Antuérpia é que é realmente tudo pertinho. Mais um pouco de caminhada e chegamos no Museu Plantin-Moretus, que funciona na antiga residência e oficina dos impressores Christophe Plantin e Jan Moretus.

Museu Plantin-Moretus
Museu Plantin-Moretus. Foto: Fui ser viajante

A entrada é paga, mas vale a pena. O local é tão extraordinário que foi o primeiro museu do mundo a ser listado como Patrimônio Mundial da UNESCO.

Ao cruzar o portão, você é transportado direto para os séculos XVI e XVII.

O pátio interno cercado por trepadeiras é lindo e super fotogênico, mas a grande relíquia está nas salas internas: ali ficam as duas prensas tipográficas mais antigas do mundo, que continuam perfeitamente preservadas.

Além delas, as salas guardam bibliotecas com tapeçarias, livros raros e uma coleção de fontes e moldes de chumbo que revolucionaram a comunicação e a difusão do conhecimento na Europa.

Rubenshuis (A casa de Rubens)

A Rubenshuis é um dos pontos turísticos mais importantes da Antuérpia, e com certeza um dos que eu mais queria visitar.

Rubenshuis
Rubenshuis Antuérpia. Foto: Fui ser viajante

Atrás dessa fachada moderna, você encontra um palácio urbano em estilo italiano, que foi comprado, ampliado e projetado pelo próprio pintor Peter Paul Rubens, que viveu e manteve seu ateliê aqui durante décadas.

Infelizmente na data da nossa visita a casa em si estava em reforma e não pudemos ver por dentro.

Pagando ingresso, só era possível espiar os jardins – e ainda assim, já era possível ter uma dimensão da opulência da construção, que reflete o prestígio que o artista tinha na Europa do século XVII.

Theaterplein e a feira de rua no Stadsschouwburg Antwerpen

Ao chegar na praça Theaterplein, você vai se deparar com a arquitetura monumental do Stadsschouwburg Antwerpen (o Teatro Municipal).

Theaterplein
Theaterplein Antuérpia. Foto: Fui ser viajante

O edifício é bem moderno, fiquei impressionada com os seus pilotis de concreto super altos e a cobertura que protege a praça.

Demos sorte porque, no dia que visitamos, embaixo dessa grande cobertura, estava acontecendo uma edição do Goegekregen, uma feira de rua itinerante de produtos vintage e segunda-mão.

Ela acontece em lugares diferentes da cidade, mas embaixo da marquise há opções de feiras fixas: aos sábados acontece o Vreemdenmarkt (feira de alimentos frescos) e aos domingos o Vogelenmarkt (um bazar com mais de 100 barracas que vendem produtos frescos, flores, roupas e comidas típicas).

, onde moradores locais e turistas se misturam para garimpar roupas vintage, livros, antiguidades e comidinhas de rua.

Jardim Botânico da Antuérpia (Plantentuin)

Para dar uma pausa nas atrações culturais e respirar ar puro, separamos uma meia hora para caminhar pelo Plantentuin, o Jardim Botânico da Antuérpia, que tem mais de 200 anos de existência. A entrada é gratuita.

Plantentuin
Plantentuin. Foto: Fui ser viajante

Ele nasceu originalmente como um bosque de ervas medicinais para abastecer o hospital vizinho de Saint Elisabeth. Hoje, abriga espécies de plantas exóticas, árvores raras e uma bela estufa de vidro.

Oud Arsenaal: Onde beber cerveja belga na Antuérpia

Depois de um longo dia caminhando e fotografando pela cidade, nada melhor do que vivenciar a cultura local em um legítimo Bruine Kroeg (os famosos “cafés marrons” ou pubs históricos belgas).

O Oud Arsenaal é uma verdadeira instituição da Antuérpia, servindo locais e viajantes desde a década de 1920.

Oud Arsenaal
Oud Arsenaal Antuérpia. Foto: Fui ser viajante

O interior do bar parece uma cápsula do tempo: as paredes são decoradas com cartazes antigos e o balcão de madeira é a história em si mesmo.

Quando chegamos, as mesas estavam lotadas então ficamos ali mesmo pelo balcão. A carta de cervejas impecável, com opções na torneira e em garrafas, com grande destaque para cervejas belgas e Trappistas.

Dia 2: O que fazer em Mechelen (bate-volta saindo da Antuérpia) e drinks na região portuária

O segundo dia do roteiro começa com um bate-volta até Mechelen (Machelen), uma das cidades medievais mais charmosas e subestimadas da Bélgica.

Localizada a apenas 20 minutos de trem da Estação Central da Antuérpia, Mechelen é compacta e plana, sendo perfeita para explorar em uma manhã ou tarde.

Como ir da Antuérpia para Mechelen de trem

Fazer esse trajeto é extremamente simples e rápido. Os trens da operadora nacional NMBS/SNCB partem da Estação central da Antuérpia rumo a Mechelen a cada poucos minutos.

A viagem dura cerca de 15 a 20 minutos e a passagem pode ser comprada diretamente nas máquinas da estação ou pelo aplicativo oficial.

Ao desembarcar na estação de Mechelen, uma caminhada de apenas 10 minutos em linha reta te leva direto para o centro histórico.

Grote Markt de Mechelen e a arquitetura renascentista

A Grote Markt é a praça central de Mechelen e vai te impressionar pelo espaço amplo e pela preservação histórica. De um lado, está o Stadhuis (a Câmara Municipal), um palácio gótico do século XIV com detalhes que lembram um castelo.

Do outro lado da praça, fileiras de casas de guilda com telhados em formato de escada e fachadas renascentistas coloridas criam o cenário perfeito para quem adora clicar fotos.

A praça é repleta de restaurantes com mesinhas ao ar livre, ótimas para tomar um café observando o movimento.

Catedral de São Romualdo (Sint-Romboutskathedral)

Em seguida, visitamos a Catedral de São Romualdo. Construída no século XIII, este templo gótico brabantino tem um interior imponente com obras de arte sacra e um altar de mármore.

O interior da igreja é gratuito, mas se quiser você pode comprar no local um bilhete que dá direito à subida da torre, que é Patrimônio Mundial da UNESCO.

Prepare-se, porque são mais de 500 degraus! No caminho até o topo, você passa por salas que mostram o funcionamento do carrilhão de sinos histórico (um dos mais famosos da Europa).

Lá no alto, a recompensa é um mirante que oferece uma vista de 360° de toda a região.

De Duiveltjes

Saindo da catedral, caminhe em direção ao rio Dijle. Chegou a hora de conhecer “De Duiveltjes” – nome que significa, literalmente, “Os Diabinhos” em holandês (idioma oficial falado na região de Flandres, na Bélgica).

Mas calma: juro que não tem nada de assustador nessa parada.

Ali, na beira do Rio, você vai encontrar três casinhas de madeira do século XVI coladas umas nas outras, conhecidas por suas fachadas esculpidas com temas bíblicos (as famosas casas de São José, O Diabo e O Paraíso).

Caminhada panorâmica pelo Dijlepad

Dali, acessamos o Dijlepad, um caminho flutuante construído sobre a água do próprio rio. Caminhar por esse píer te permite ver Mechelen de um ângulo totalmente diferente, passando por casas históricas e pontes medievais.

Tour e almoço na Cervejaria Het Anker

Para fechar o bate-volta com chave de ouro, caminhamos até a histórica Brouwerij Het Anker.

É aqui que é produzida a mundialmente premiada cerveja Gouden Carolus, a bebida favorita do Imperador Carlos V.

Operando desde 1471 dentro do antigo Beguinage (Beguinário) da cidade, esta é uma das cervejarias em atividade mais antigas de toda a Bélgica.

Reservamos um tour pela cervejaria, e aproveitamos para almoçar no bar da cervejaria enquanto esperávamos o horário agendado.

Provamos alguns petiscos junto com cervejas da casa, como as cervejas com whisky.

Logo em seguida, fizemos o tour guiado – que foi maravilhoso!

Vale muito a pena agendar para conhecer a história da marca, e ver de perto as enormes tinas de cobre, o processo de fabricação tradicional e a produção de destilados que eles também tem na casa.

Fim de tarde e noite na Antuérpia

Após o desembarque na Estação Central vindo de Mechelen, a segunda metade do dia é dedicada a explorar o lado mais moderno, inovador e gastronômico da Antuérpia.

Bairro Zurenborg e cervejaria De Koninck

Se você tiver um tempinho extra logo no desembarque, pegue um tram até o bairro de Zurenborg. É o lado mais aristocrático e cenográfico da cidade.

Esse distrito residencial é um segredo guardado a sete chaves pelos fotógrafos, famoso pela rua Cogels-Osylei, que ostenta mansões nos estilos Art Nouveau, gótico e neoclássico.

Dali, você pode fazer uma parada na histórica City Brewery De Koninck (Cervejaria De Koninck), que produz a famosa cerveja Bolleke, o verdadeiro xodó dos moradores da Antuérpia.

O espaço foi transformado em um complexo moderno com tour interativo, que te leva para uma imersão na história e tradição da marca de cervejas mais famosa da cidade.

Museu Aan de Stroom (MAS): vista panorâmica

Em seguida, seguimos em direção ao norte da cidade, na região portuária de Eilandje, que foi revitalizada e hoje abriga o moderno Museum Aan de Stroom, carinhosamente conhecido como MAS.

Museum Aan de Stroom
Museum Aan de Stroom. Foto: Fui ser viajante

O edifício por si só já é uma obra de arte: uma torre de 60 metros de altura construída com blocos de arenito vermelho e painéis de vidro ondulados.

A grande dica é que a visita ao interior do museu é pago, mas o acesso às escadas rolantes e ao terraço panorâmico do 10º andar é totalmente gratuito.

A subida em espiral vai revelando a cidade em 360° através dos vidros gigantes e, lá no topo, você terá a vista mais espetacular do porto, do Rio Escalda e do centro histórico iluminado.

O museu fecha às 17h (com última entrada às 16h). Mas o boulevard e panorama (como é chamado o terraço ficam abertos de terça a domingo, das 9h30 às 22h (fechando ocasionalmente se o clima estiver desfavorável).

Programar a subida para o horário do pôr do sol é garantia de fotos inesquecíveis.

Wolf Sharing Food Market

Para encerrar a visita a Antuérpia com chave de ouro, nossa última parada do dia foi nessa mesma região: o badalado Wolf Sharing Food Market.

Este mercado gastronômico moderno funciona em um espaço industrial lindamente decorado.

Wolf Sharing Food Market
Wolf Sharing Food Market. Foto: Fui ser viajante

O Wolf reúne dezenas de quiosques de chefs locais e internacionais sob o mesmo teto: você encontra desde hambúrgueres artesanais, massas frescas e sushis, até especialidades da culinária síria e asiática.

No centro do mercado fica um bar servindo cervejas belgas artesanais e coquetéis. É um ambiente descolado, jovem e perfeito para brindar ao fim dessa jornada incrível de 2 dias pela Antuérpia, Bélgica.

O que fazer na Antuérpia: Outros pontos turísticos para incluir no roteiro

Se você tiver mais tempo na cidade ou preferir estender a sua viagem para um roteiro de 3 dias na Antuérpia, existem outras joias escondidas e bairros vibrantes que merecem a sua visita. Confira estas atrações imperdíveis:

Beguinário de Antuérpia (Begijnhof)

Escondido bem próximo à zona universitária, o Beguinário de Antuérpia, mais um pedaço preservado do passado medieval da cidade.

Beguinário de Antuérpia
Beguinário de Antuérpia. Foto: Fui ser viajante

Este complexo residencial do século XVI era o lar das beguinas, mulheres devotas e solteiras que viviam em comunidade sem fazer os votos monásticos tradicionais das freiras.

O local é um verdadeiro oásis de silêncio e paz, escondido atrás de paredes de tijolos.

No centro, um jardim em estilo inglês com algumas esculturas, e no entorno pequenas ruelas de paralelepípedo, cercadas por casinhas históricas charmosas e uma capela central.

Bairro de Zuid: O distrito das artes e museus

Se o centro histórico respira o passado medieval, o bairro de Zuid (Sul) é o lugar para ir e encontrar com a Antuérpia mais moderna e descolada.

O bairro tem avenidas largas, com casas construídas século XIX, e hoje se tornou o distrito mais cultural da cidade.

Ali você encontrará os principais museus de arte, como o KMSKA (Museu Real de Belas Artes) e o FOMU (Museu da Fotografia).

Além da dose de cultura, Zuid é o lugar ideal para um passeio no fim de tarde, repleto de galerias de arte contemporânea, lojas de design independente, restaurantes sofisticados e cafés conceituais.

Stadspark: O principal parque urbano

Stadspark é o principal parque público da cidade e o destino favorito dos moradores para praticar esportes ou relaxar nos dias de sol.

O parque ocupa o terreno de uma antiga fortaleza do século XVI e foi transformado em um belíssimo jardim paisagístico de estilo inglês.

O grande destaque do parque é a sua ponte suspensa de pedestres que cruza o grande lago central, onde vivem patos e cisnes.

Torre Den Bell: antiga sede da telefonia

Para os amantes de arquitetura urbana e história, vale a pena visitar o complexo Den Bell.

Localizado no bairro de Sint-Andries, este imponente conjunto de edifícios com uma torre de tijolos escuros foi, por quase um século, a sede da Bell Telephone Manufacturing Company, revolucionando as telecomunicações na Europa.

Hoje, o espaço foi completamente revitalizado e abriga escritórios administrativos da prefeitura (funciona como um prédio administrativo de serviços públicos), servindo como um belo exemplo de reuso arquitetônico na cidade.

E como o complexo Den Bell hoje pertence à prefeitura da Antuérpia, o acesso ao saguão principal e à área central é público e gratuito durante o horário de expediente comercial (de segunda a sexta, exceto feriados locais).

Ao entrar, você dá de cara com uma das escadarias helicoidais mais espetaculares da Europa.

Uma espiral geométrica perfeita de concreto e pastilhas azuis/cinzas que, quando fotografada de baixo para cima (ou do topo olhando para o chão), cria um efeito óptico de redemoinho. É sensacional!

Distrito dos Diamantes (Diamond Quarter)

Você sabia que cerca de 80% de todos os diamantes brutos do mundo passam pela Antuérpia? Logo ao lado da Estação Central fica o Diamond Quarter (Diamantkwartier), uma rede de poucas ruas que concentra bilhões de dólares em transações anuais.

Embora a maior parte dos negócios de lapidação e leilões aconteça a portas fechadas em bolsas fortificadas, caminhar pela região é uma experiência e tanto.

Você verá vitrines repletas de joias e o vaivém do mercado tradicional. Para entender a fundo essa história, inclua uma visita ao DIVA, o museu interativo da cidade dedicado inteiramente aos diamantes, joalheria e prataria.

Mapa da Antuérpia: pontos turísticos

[Alerta ao viajante] O lendário bar Kulminator fechou as portas permanentemente

Se você está pesquisando sobre a Antuérpia em blogs antigos ou guias de viagem impressos, com certeza vai se deparar com recomendações sobre o Kulminator.

Eleito várias vezes como o melhor bar de cerveja do mundo no site RateBeer, o local era um verdadeiro templo sagrado para os amantes da bebida, famoso por servir safras raríssimas e cervejas belgas envelhecidas por décadas.

No entanto, fica aqui o aviso importante para o seu planejamento: o Kulminator fechou as portas definitivamente em abril de 2026. Após mais de 40 anos de história, os lendários proprietários decidiram encerrar as atividades do bar.

Portanto, risque o local do seu itinerário atual para não dar de cara com a porta e concentre a sua sede de cervejas artesanais belgas no igualmente histórico e maravilhoso Oud Arsenaal, que felizmente continua firme, forte e de portas abertas esperando por você!

Nota: As informações de preços e horários de museus podem sofrer alterações sazonais. Sempre reserve seus ingressos online para evitar filas nos finais de semana.

Dicas práticas: planeje sua viagem para Antuérpia

Para que a sua Euroviagem corra de forma perfeita, reunimos aqui as principais informações logísticas que você precisa saber antes de embarcar para a Antuérpia.

Como chegar na Antuérpia

A Antuérpia é incrivelmente conectada por ferrovias de alta velocidade, o que a torna um destino fácil de incluir em qualquer roteiro pela Europa Ocidental.

Dica de ouro: Para pesquisar horários, comparar preços entre diferentes companhias ferroviárias e garantir os seus bilhetes com antecedência, a melhor ferramenta é o site ou aplicativo da Omio.

Ele centraliza todas as rotas e facilita muito o planejamento logístico.

  • Vindo de Bruxelas: Os trens partem das principais estações da capital belga a cada poucos minutos. A viagem dura apenas cerca de 40 minutos.
  • Vindo de Amsterdã ou Paris: Os trens de alta velocidade (como o Eurostar) ligam Amsterdã à Antuérpia em pouco mais de 1 hora, e Paris em cerca de 2 horas.

Ao chegar na cidade, você pode usar o sistema de trams elétricos para se locomover. O pagamento é feito por “contactless”, encostando seu cartão direto na máquina dentro do veículo.

A tarifa é única. Só precisa validar o pagamento na entrada, não é necessário bater o cartão novamente na saída.

Máquina de pagamento dentro de um tram na Antuérpia.
Máquina de pagamento dentro de um tram na Antuérpia. Foto: Fui ser viajante

Quando ir para a Antuérpia

A cidade pode ser visitada o ano inteiro, mas cada estação tem o seu charme:

  • Primavera (abril a junho) e Outono (setembro a outubro): São as melhores épocas. As temperaturas são amenas e agradáveis para caminhar, a cidade não está superlotada de turistas e os parques (como o Jardim Botânico) ficam belíssimos.
  • Verão (julho e agosto): Dias mais longos e ensolarados, ideais para curtir as feiras de rua e os restaurantes com mesas ao ar livre na Groenplaats. Os preços, no entanto ficam mais salgados (alta temporada europeia).
  • Inverno (novembro a março): O clima fica bem frio e os dias são mais curtos, mas a cidade ganha uma atmosfera mágica em dezembro com os famosos Mercados de Natal e a iluminação especial de fim de ano.

Onde se hospedar na Antuérpia

Escolher a localização certa depende do seu estilo de viagem. Aqui estão as três melhores recomendações da cidade:

Onde eu me hospedei (ótima localização): Luxury Suites Cathedral by Rikas Hotels.

Sim, alugamos um apartamento e foi uma baita escolha! Nosso quarto ficava literalmente colado na Catedral de Nossa Senhora, no centro histórico. Uma localização perfeita para fazer tudo a pé.

Suites Kathedral Antuérpia
Suites Kathedral Antuérpia. Foto: Fui ser viajante

O quarto era amplo e a janela tinha vista lateral para a catedral. Apenas um aviso: o prédio é histórico e a escada de acesso é estreita e em curva.

Outras opções para ficar na Antuérpia:

  • Para conveniência e logística: NH Collection Antwerp Centre. Localizado bem próximo à Estação Central e ao Distrito dos Diamantes. É a escolha ideal se você planeja fazer muitos bate-voltas de trem (como o de Mechelen) e quer facilidade para não precisar ir longe arrastando as malas no dia da chegada e da partida.
  • Para imergir na história: Hotel Rubens – Grote Markt. Situado a poucos passos da praça principal, este hotel combina uma localização central fantástica com o charme da arquitetura histórica da Antuérpia.

Seguro Viagem para a Antuérpia: Obrigatório e essencial

A Bélgica faz parte do Tratado de Schengen, o que significa que a contratação de um seguro viagem é uma exigência obrigatória para a entrada de turistas brasileiros no país.

Ao passar pelo controle de passaportes na Europa, a sua apólice impressa ou digital pode ser solicitada pelas autoridades alfandegárias.

Para cumprir as regras do tratado, o seguro deve ter uma cobertura médico-hospitalar mínima equivalente a € 30.000 (trinta mil euros).

Esse valor garante que você terá assistência financeira e médica adequada em casos de urgências, acidentes ou problemas de saúde inesperados enquanto estiver caminhando pela Antuérpia.

O seguro também te protege contra prejuízos decorrentes de extravio de bagagem e cancelamento de voos.

Dica de economia: Para te ajudar a viajar protegido sem pesar no bolso, use o cupom FUISERVIAJANTE15 no site comparador de seguro que é parceiro do blog e garanta 15% de desconto imediato em qualquer plano escolhido!

Antuérpia na Bélgica
Antuérpia na Bélgica. Foto: Fui ser viajante

Conectividade na Bélgica: como funciona o eSIM (Chip Virtual)

Manter-se conectado durante todo o roteiro na Antuérpia e no bate-volta a Mechelen é fundamental. Você precisará de internet móvel estável para consultar mapas de transporte público, checar horários de trens e traduzir cardápios.

A melhor forma de garantir internet hoje em dia é através do eSIM (chip virtual). Diferente dos antigos chips físicos, você compra o plano de dados online ainda no Brasil e recebe um QR Code por e-mail.

Basta escanear o código para ativar a linha e, assim que o avião pousar na Europa, você já estará conectado. Há várias empresas que foerecem o seri√o, mas nós geralmente temos usado a Airalo, e ficado satisfeitos.

A maior vantagem é que você não precisa abrir o celular para trocar o chip, mantém o seu número de WhatsApp brasileiro ativo e a maioria dos planos oferece cobertura integrada para outros países europeus caso você estenda o roteiro para a França ou Holanda.

(Apenas certifique-se antes se o modelo do seu smartphone é compatível com a tecnologia eSIM!).

O que você achou deste roteiro na Antuérpia?

A Antuérpia combina com quem gosta de caminhar e descobrir segredos entre uma cerveja e outra. Se tiver alguma dúvida sobre logística, deixe seu comentário abaixo!

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Lila Cassemiro
Lila, fundadora do Fui Ser Viajante, é uma viajante incansável com 20 países e 22 estados brasileiros na bagagem. Pernambucana de Gravatá, cresceu entre histórias e sabores que despertaram seu olhar atento para a cultura e diferentes realidades do mundo. Com base atual no Rio de Janeiro, Lila se dedica a viagens culturais e gastronômicas, sempre em busca de experiências autênticas. Sua formação como Sommelier de Cervejas pelo Science of Beer Institute ampliou seu olhar sobre a íntima relação entre território, tradição e sabor, que é a essência de seus roteiros. No Fui Ser Viajante, Lila produz conteúdo com curadoria própria e baseado em vivência real. O blog compartilha roteiros detalhados, dicas práticas e análises culturais que ajudam o leitor a planejar uma viagem com confiança, indo sempre além dos cartões-postais.
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