Certificado Internacional de Vacinação (CIVP) 2026: como emitir

Se você está planejando uma viagem internacional, o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) é um item tão indispensável quanto o seu passaporte.

Sem ele, destinos populares como Tailândia, África do Sul e nossos vizinhos da Colômbia podem barrar sua entrada antes mesmo de você sair do aeroporto.

A boa notícia é que, em 2026, o processo está totalmente modernizado. Você não precisa mais ir a um posto da ANVISA; tudo é feito online, e você pode emitir o certificado aí mesmo da sua casa.

Na teoria parece fácil, mas na hora surgem as dúvidas: ‘por que minha vacina não está aparecendo no app?’ ou ‘qual o prazo para emitir o CIVP?’.

Para você não passar aperto, preparei este guia direto ao ponto com o passo a passo que eu mesma segui para emitir o meu CIVP online.

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Quais países exigem o certificado de febre amarela em 2026?

Como o Brasil faz parte da lista da Organização Mundial da Saúde (OMS) como um país com risco de transmissão de febre amarela, a forma como outros governos nos enxergam varia conforme a política sanitária de cada um.

Você vai perceber que os países se dividem em dois grupos: aqueles que determinam vacinação obrigatória e aqueles que indicam vacinação recomendada.

  • Obrigatória (exigência sanitária): É uma regra de entrada. Sem o CIVP, a companhia aérea pode impedir seu embarque e a imigração pode deportá-lo imediatamente.
  • Recomendada (prevenção pessoal): O certificado não será exigido na imigração, mas o órgão de saúde local sugere a vacina para sua segurança.

Países que exigem o CIVP em 2026

Atualmente, mais de 100 países exigem o certificado de brasileiros. Você pode ver a lista completa no site da Anvisa.

Mas, de forma simplificada, vou deixar aqui para você os destinos que, em 2026, apresentam maior rigor na conferência do documento:

  • Américas: Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá, Paraguai e Suriname.
  • Caribe: Aruba, Bahamas, Barbados, Curaçao, Jamaica, Santa Lúcia e Trinidad e Tobago.
  • Ásia e Oceania: Austrália, Tailândia, Indonésia (incluindo Bali), Cingapura, Filipinas, Índia, China, Vietnã e Malásia.
  • África e Oriente Médio: África do Sul, Egito, Angola, Cabo Verde, Quênia, Tanzânia e Seychelles.

Fique atento com as conexões

Este é o erro mais comum: mesmo que o seu destino final não exija a vacina de forma obrigatória, se o seu voo tiver uma escala de algumas horas em um país que exija a vacina de febre amarela, o certificado pode ser solicitado no embarque ainda no Brasil.

Por exemplo: Você está viajando para os EUA ou México, mas tem uma conexão no Panamá ou na Colômbia, dois grandes hubs das companhias aéreas nas Américas, e que exigem a vacina.

Já vi gente sendo barrado no portão de embarque por conta desse detalhe.

Verifique sempre o itinerário completo do seu voo para não ser barrado na conexão, e leve seu cartão se for passar por um país que exija a vacina de forma obrigatória (mesmo que seja somente uma conexão).

Quanto tempo antes da viagem preciso tomar a vacina de febre amarela?

Não adianta tomar a vacina hoje e viajar amanhã. Para que o certificado tenha validade internacional, a vacina deve ter sido aplicada há, pelo menos, 10 dias antes do desembarque.

Esse é o prazo estabelecido pelo Regulamento Sanitário Internacional para garantir que o viajante esteja efetivamente protegido.

Um ponto positivo: desde a resolução da OMS em 2016, a vacina contra febre amarela passou a ter validade vitalícia.

Se você tomou a dose padrão (não fracionada) em qualquer momento da vida, seu certificado nunca irá expirar.

Se você ainda tem aquele cartão amarelado com data de validade, não se preocupe; ele continua valendo por tempo indeterminado, mas o ideal é digitalizá-lo para o modelo atual.

Certificado Internacional de Vacinação
Foto: Fui Ser Viajante

Onde emitir o CIVP online: passo a passo (2026)

Atualmente, não existe mais a necessidade de agendar atendimento presencial na ANVISA. O processo é 100% digital e gratuito.

No entanto, o caminho para chegar ao certificado depende de como a sua vacina foi registrada no sistema nacional.

Eu dividi em duas opções para você identificar rapidamente qual é o seu caso:

Opção 1: Emissão instantânea pelo app Meu SUS Digital (para quem se vacinou depois de 2022)

Este é o caminho mais rápido, recomendado para quem tomou a vacina recentemente (geralmente a partir de 2022) ou para quem já teve o registro digitalizado pela unidade de saúde.

  1. Baixe o app: Procure por Meu SUS Digital (o antigo ConecteSUS) na sua loja de aplicativos e faça login com sua conta Gov.br.
  2. Acesse o menu de Vacinas: Logo na tela inicial, clique no ícone “Vacinas”. Lá aparecerá o histórico de todas as doses que você tomou (incluindo Covid-19 e Febre Amarela).
  3. Gere o certificado: Clique sobre o registro da vacina de Febre Amarela. Se os dados estiverem completos (lote, data e fabricante), aparecerá o botão “Emitir Certificado Internacional”.
  4. Salve o PDF: O certificado será gerado na hora. Salve o arquivo no seu celular e, se possível, imprima uma cópia. Muitos países ainda pedem para carimbar ou assinar a versão física na imigração.

Opção 2: Solicitação via Portal Gov.br (vacinas antigas ou não encontradas)

Se você abriu o app e a vacina de febre amarela não aparece lá, ou se você só tem aquela carteirinha de papel guardada há anos, não entre em pânico. basta você fazer uma solicitação manual de emissão.

Neste caso, o processo passa por uma análise humana de um agente da ANVISA.

  1. Acesse o serviço oficial: Entre no site Gov.br e pesquise por “Obter o Certificado Internacional de Vacinação”.
  2. Preencha o formulário: Você precisará anexar uma foto legível da sua Carteira Nacional de Vacinação (aquela do postinho).
  3. Adicione a foto do comprovante de vacinação: Para que o seu pedido não seja negado, a foto precisa mostrar claramente:
    • A data da aplicação;
    • O lote da vacina;
    • O carimbo da unidade de saúde;
    • A assinatura do profissional que aplicou.
  4. Aguarde a análise: Diferente da Opção 1, esta não é instantânea. A ANVISA leva, em média, de 3 a 10 dias úteis para analisar seu pedido. Você receberá um e-mail informando se foi aprovado ou se há alguma pendência.
  5. Impressão: Uma vez aprovado, o certificado ficará disponível no portal para impressão.
⭐ Dica da Lila:

Se a sua vacina é muito antiga e a letra no cartão está ilegível, o fiscal da ANVISA pode negar o pedido do seu CIVP online.

Se isso acontecer e você tiver tempo antes da viagem, o que indico é que você retorne ao local onde você recebeu a vacina. Eles mantêm registros e podem reemitir uma via legível ou transcrever os dados para uma nova carteira.

Se o local original não puder ajudar, entre em contato com a Secretaria Municipal ou Estadual de Saúde responsável pela emissão. Eles supervisionam os registros de vacinação na região.

Documentos necessários para emitir o CIVP online

Para a emissão online (Opção 2 que vimos acima), você não precisa de cópias autenticadas, mas precisa de arquivos digitais nítidos. O sistema aceita fotos nos formatos JPG, PNG ou PDF.

1. Documento de Identidade oficial

Você precisará anexar uma foto do seu documento de identificação. Pode ser:

  • RG (Cédula de Identidade);
  • Passaporte válido;
  • CNH (Carteira de Habilitação);
  • Certidão de Nascimento (apenas para menores de 18 anos).

2. Comprovante de Vacinação Nacional

Este é o documento mais importante. É o seu cartão de vacina do “postinho” ou da clínica privada. Para ser aceito pela ANVISA, o registro da vacina de febre amarela precisa conter:

  • Data exata da aplicação;
  • Nome do fabricante da vacina;
  • Número do lote (fundamental para rastreabilidade);
  • Assinatura do profissional e carimbo da unidade de saúde.

O segredo da “foto perfeita” para aprovação

Não adianta apenas tirar uma foto qualquer. O agente da ANVISA precisa ler os dados como se estivesse com o papel na mão. Aqui vão as dicas para você não errar:

  • Foque no lote: Antes de clicar, veja se o número do lote da vacina está legível. Se estiver apagado, o fiscal vai negar o pedido.
  • Iluminação natural é tudo: Evite usar o flash, que costuma criar um reflexo branco bem em cima das informações importantes. Prefira tirar a foto perto de uma janela durante o dia.
  • Enquadramento total: Não corte as bordas do papel. O fiscal precisa ver o cartão inteiro para garantir que o documento é autêntico.
  • Cuidado com a sombra: Ao segurar o celular sobre o papel, você pode fazer sombra. Tente inclinar levemente o documento ou usar um suporte.
  • Frente e Verso do RG: Se usar o RG, certifique-se de enviar a foto da frente e do verso. Se o seu documento estiver muito antigo (com a foto quase apagada), prefira usar o Passaporte ou a CNH.
⭐ Dica da Lila:

Se você tiver um aplicativo de “scanner” no celular (como o CamScanner ou o Adobe Scan), use-o. Eles corrigem a perspectiva e aumentam o contraste do texto, tornando a qualidade da foto melhor, e isso ajuda na aprovação.

Certificado de Isenção: O que fazer se você não pode tomar a vacina?

Existem situações em que a vacina da febre amarela é geralmente contraindicada: alergia grave a ovo, imunossupressão, gravidez, tratamentos específicos ou idade (bebês menores de 9 meses e, em alguns casos, idosos acima de 60 anos).

Se esse é o seu caso, não se preocupe: você não precisa cancelar a sua viagem.

O Regulamento Sanitário Internacional prevê que viajantes com contraindicação médica podem entrar nos países apresentando um Atestado de Isenção de Vacinação.

Como obter o Atestado de Isenção em 2026

Diferente do CIVP, que você emite sozinho pelo sistema, para emitir o documento de isenção você precisa comparecer a um consultório médico.

  1. Consulta médica: Você deve ir ao seu médico de confiança (pode ser da rede pública ou privada).
  2. Preenchimento do atestado pelo médico: A ANVISA disponibiliza este modelo oficial em seu site, mas o médico pode usar o próprio receituário, desde que contenha as informações obrigatórias em português, inglês ou francês.
  3. Informações obrigatórias: Para o documento ser aceito na imigração, ele precisa ter:
    • Seu nome completo (conforme o passaporte);
    • A justificativa médica detalhada para a contraindicação;
    • Carimbo legível, assinatura do médico e CRM;
    • Endereço completo e telefone do consultório/unidade de saúde.

Preciso validar o atestado na ANVISA?

A ANVISA recomenda que o viajante utilize o modelo de atestado do próprio médico. Não é mais obrigatório comparecer a um posto da ANVISA para “chancelar” esse papel, desde que ele esteja preenchido corretamente com as normas internacionais.

⭐ Dica da Lila:

Embora o atestado em português seja suficiente para alguns países da América Latina, eu recomendo fortemente que você peça para seu médico emitir uma versão em inglês ou anexe uma tradução, pois isso pode ser bem útil em países da Ásia e África, principalmente.

E o certificado de vacinação contra a COVID-19?

Vale o lembrete: o CIVP (Febre Amarela) não é o mesmo documento do certificado de vacinação de COVID-19.

Em 2026, a grande maioria dos países já não exige comprovante de vacinação contra a COVID-19 para fins de imigração.

No entanto, alguns destinos específicos ou companhias aéreas ainda podem solicitar o registro, especialmente em momentos de novas variantes.

Ao contrário da Febre Amarela, o certificado de COVID é emitido em formato de QR Code multilíngue (português, inglês e espanhol) e não precisa de análise da ANVISA. Ele é gerado instantaneamente.

  • Onde emitir: Também é feito pelo app Meu SUS Digital.

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Ter o certificado em mãos é apenas o primeiro passo para uma viagem tranquila.

Para evitar imprevistos e garantir que sua única preocupação seja aproveitar o destino, aqui estão os serviços essenciais que eu uso e recomendo:

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(FAQ) Perguntas frequentes sobre o Certificado de Vacinação

A vacina de febre amarela tem validade?

Não mais. Antigamente, o certificado valia por 10 anos, mas desde 2016 a OMS determinou que a proteção da dose padrão é vitalícia. Se você já tem um CIVP emitido com “data de validade”, não precisa trocar; ele é aceito eternamente em todo o mundo.

A dose fracionada de vacina de febre amarela vale para viagem internacional?

Não. Durante um surto de febre amarela em xxx, aconteceu de alguns postos no Brasil aplicarem doses fracionadas. Para viagens internacionais, o Regulamento Sanitário exige a dose padrão (inteira). Se a sua carteira indica “dose fracionada”, você precisará tomar a dose completa antes de solicitar o seu certificado.

O que fazer se eu perder minha carteira de vacinação?

Se você não tiver o registro no app Meu SUS Digital, terá que voltar à unidade de saúde onde tomou a vacina e pedir uma segunda via do registro manual. Sem os dados do lote e a data da aplicação, a ANVISA não consegue emitir o seu certificado internacional.

Posso apresentar o certificado de vacinação no celular ou preciso imprimir?

Embora o certificado digital com QR Code seja amplamente aceito, a recomendação é: imprima e assine. Muitos fiscais de imigração em países da África e Ásia exigem o documento físico para carimbar ou anexar ao formulário de entrada. Não dependa apenas da bateria do seu celular.

Bebês e crianças precisam do CIVP?

A exigência geralmente começa a partir dos 9 meses de idade, que é quando a vacina é aplicada no calendário brasileiro. Para crianças menores, você pode levar o Atestado de Isenção preenchido pelo pediatra.

Quanto tempo demora para o certificado ficar pronto?

Se o seu registro já estiver no sistema (Opção 1), ele sai na hora. Se você precisar anexar fotos para análise manual (Opção 2), o prazo médio em 2026 é de 3 a 10 dias úteis. Por isso, nunca deixe para a semana da viagem!

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Lila Cassemiro
Lila, fundadora do Fui Ser Viajante, é uma viajante incansável com 20 países e 22 estados brasileiros na bagagem. Pernambucana de Gravatá, cresceu entre histórias e sabores que despertaram seu olhar atento para a cultura e diferentes realidades do mundo. Com base atual no Rio de Janeiro, Lila se dedica a viagens culturais e gastronômicas, sempre em busca de experiências autênticas. Sua formação como Sommelier de Cervejas pelo Science of Beer Institute ampliou seu olhar sobre a íntima relação entre território, tradição e sabor, que é a essência de seus roteiros. No Fui Ser Viajante, Lila produz conteúdo com curadoria própria e baseado em vivência real. O blog compartilha roteiros detalhados, dicas práticas e análises culturais que ajudam o leitor a planejar uma viagem com confiança, indo sempre além dos cartões-postais.
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Comentários:
Andre Martini disse:

boa tarde. meu civp (febre amarela) venceu em 2016. Nesse caso, ainda é válido ou devo providenciar um novo?

Rafael Cassemiro disse:

Oi André, basta entrar no site da anvisa e reemitir o certificado sem data de validade.
Se você tiver os dados do seu CIVP vencido, basta inserir no sistema para revalidar e emitir o novo certificado.
Fiz assim com o meu e deu tudo certinho!
Grande Abraço.

Iago disse:

Pessoal,

Atualizando vocês: o CIVP pode ser emitido online sem a necessidade de comparecer aos postos. Basta realizar a impressão e assinar após validação pelo site da ANVISA.

Segue noticia:

http://portalms.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/45147-ministro-da-saude-participa-das-comemoracoes-dos-20-anos-da-anvisa

Rafael Cassemiro disse:

Oi Iago,

Obrigado pelo comentário, vamos atualizar o texto do post!

Aldrei disse:

Olá como vão? Gostaria de saber se além da CIV , em inglês e português, precisa estar em francês também?
Obrigada

Klécia disse:

Oi Aldrei. O certificado é bilingue (inglês / português), segundo as normas da OMS. Ele é aceito dessa forma em todos os países de acordo com as normas desse órgão internacional. Abraço e boas viagens!

Dica sempre útil! Já tomei a vacina 2 vezes, mas agora com essa novidade dela ser válida pra sempre, ficou mais fácil né?

Klécia disse:

Com certeza Adriana! 😀