O que fazer em Giverny, na França: dicas para explorar além da casa de Monet
Se você está se perguntando o que fazer em Giverny além da casa de Monet, essas dicas de Giverny vão te ajudar a aproveitar muito mais essa charmosa vila francesa.
Todo mundo conhece Giverny por causa da casa de Claude Monet e seus maravilhosos jardins, e não é para menos: o lugar que inspirou as melhores obras do maior pintor impressionista é mesmo uma atração imperdível na França.
Mas a boa notícia é que a charmosa vila tem muito mais a oferecer.
Ao invés de um bate e volta corrido, que tal complementar a visita com mais algumas atrações super bacanas na região? Aqui estão 5 coisas que você precisa saber sobre o que fazer em Giverny, na França.
⭐️ Sem tempo de ler tudo? Aqui tem um resumo: o que fazer em Giverny
| Atração | Tempo sugerido e dicas |
|---|---|
| Casa e jardins de Monet | 2 horas. Compre ingresso antecipado para não pegar fila |
| Vilarejo de Giverny (ruas, ateliês, cafés) | 1 hora. A vila é pequena. Duas ruas principais, dá pra andar tudo a pé. Vá andando devagar, é pequeno mas cheio de detalhes. |
| Museu dos Impressionismos | 1h30. Fica a poucos metros da casa de Monet |
| Vernon | 2 a 3 horas. Base de quem chega de trem saindo de Paris |
| Outras cidades próximas: Les Andelys e Vale dos Impressionistas | Só para quem está de carro |
| Melhor época para ir | abril a outubro. Jardins abertos; outono tem menos turistas |
| Tem hotéis em Giverny? | Há uma pequena oferta de pousadas charmosas. Reserve com antecedência. |
Giverny além da Casa de Monet: o que fazer por lá
Já escrevemos um outro post contando todos os detalhes da visita à casa e aos jardins de Monet. Vale muito a pena conferir, pois a Fundação Monet é com certeza a maior atração da cidade.
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Neste post aqui, vamos focar no que mais dá pra fazer em Giverny, além da casa de Monet e seus jardins.
Giverny pode surpreender quem viaja sem pressa. A Nouvelle Normandie, região da França onde fica a cidade de Monet, é um território cheio de belezas naturais e muita história.
Tem tempo e curiosidade para explorar a região? Então confira essas 5 dicas para aproveitar o melhor de Giverny.
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1 – Faça uma caminhada pelo vilarejo de Giverny
A casa de Monet e os seus jardins são pura beleza, já contamos todos os detalhes da visita aqui no blog. Mas quem chega, visita só a fundação e vai embora sem dar uma voltinha pelos arredores do vilarejo, comete um pecado enorme.
Giverny, a pequena vila que encantou Monet, é uma joia da França.
Não dá nem pra cansar na caminhada: são apenas duas ruas principais e algumas vielas que aparecem aqui e ali. Mas eu prometo que as surpresas e o encantamento vão te acompanhar ao longo do caminho.

A pequena Giverny é charmosa em todas as estações do ano. Se perder pelas ruas é um convite ao deleite.
Entre nos ateliês (há muitos artistas que hoje vivem e trabalham em Giverny, inspirados em Monet), sente para um café ao ar livre, faça uma caminhada pelos campos que circulam a vila para respirar a natureza.
Aproveite a caminhada para visitar o túmulo de Monet, que fica no cemitério ao lado da igrejinha da vila, dedicada a Sainte-Radegonde, no fim da mesma rua da casa de Monet. Também há um busto do artista no vilarejo: que tal sair caminhando até encontrar?
2 – Visite o Museu dos Impressionismos em Giverny
Giverny tem outro tesouro que poucos turistas visitam, o que é uma pena, já que ele complementa perfeitamente a visita à casa de Claude Monet.
O Museu dos Impressionismos fica bem ao lado da casa do artista e conta a história desse movimento que tem em Monet o seu maior ícone.

Obras de artistas que se inspiraram no trabalho de Monet fazem você viajar pelos anos de história desse movimento artístico.
O museu é pequeno, mas aconchegante, e tem um espaço kids super interativo, para transformar as crianças em pequenos artistas.
O Museu dos Impressionismos tem também um restaurante, o Oscar, comandado pelo renomado chef David Gallienne, que comanda ainda outro restaurante na vila, o estrelado Le Jardin des Plumes.
3 – Prove a gastronomia de Giverny
Depois de tanta caminhada entre jardins, ateliês e museus, dá fome. E a boa notícia é que a pequena Giverny está cheia de opções convidativas para um café ou um almoço com calma, quase sempre num cenário tão fotogênico quanto os jardins de Monet.
Bem ao lado da casa de Monet fica o Les Nymphéas, ótima opção para quem quer comer sem se afastar da fundação.
Um pouco mais adiante está o Ancien Hôtel Baudy, tradicional e super fotogênico, que já foi ponto de encontro de pintores no início do século XX.
Também vale muito indicar o Le Jardin des Plumes, restaurante que ganhou a sua primeira estrela em 2015 (na época com o chef Éric Guérin) e que vem mantendo sua estrela hoje em dia, sob o comando de David Gallienne.
Inclusive, o chef David Gallienne assina outra cozinha em Giverny: o Oscar, bistrô dentro do museu dos Impressionismos.
💡 Dica da Lila: O chef David Gallienne também comanda em Giverny uma casa de hóspedes charmosa com um conceito de “casa de família”, chamada Ô Plum’ART.
A vila ainda guarda opções mais informais como a La Capucine Giverny, restaurante, salão de chá e bar, e a La Parenthèse, que funciona sem interrupção entre o almoço e o jantar e conta com opções veganas.
Nos fins de semana e feriados, os restaurantes lotam rápido; se puder, deixe para almoçar depois da visita à casa de Monet, assim dá pra calcular melhor o tempo até o seu trem ou ônibus de volta.
4 – Faça um tour guiado em Giverny e / ou na Casa de Monet
Eu amo viajar por conta própria. Gosto de ir descobrindo os lugares no meu ritmo, sem correria, por isso não sou muito fã desses grupos com guia que fazem tudo com hora marcada.
No entanto, informações extras sobre um lugar tão especial quanto Giverny são sempre bem-vindas.
Você pode aproveitar a visita para contratar um guia que te acompanhe no local, dando mais detalhes sobre a vida e a obra do artista, além de contar segredos surpreendentes sobre Giverny.

Na casa de Claude Monet em Giverny há monitores prontos para responder perguntas e dar mais detalhes.
Mas se você quer mesmo um guia para te acompanhar por toda a visita, uma opção é contratar um guia particular que acompanhe você nas ruas de Giverny e/ou na casa de Monet em Giverny.
Para quem quer mais comodidade, é possível entrar num grupo pequeno saindo de Paris para uma visita guiada, que já inclui toda a logística de transporte e ingressos, para você não se preocupar com nada além de curtir.
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- tour a pé por Giverny com entrada sem fila no jardim de Monet
- excursão a Giverny saindo de Paris com ônibus e guia
5 – Conheça Vernon, a cidade vizinha
Quem viaja de trem de Paris a Giverny desembarca em Vernon, para então pegar o ônibus até a vila de Monet. Aproveite essa oportunidade para explorar essa cidade atraente, que também foi muito visitada, e até pintada, por Monet.
Dá pra ir e voltar de Giverny a Vernon de bicicleta. Os mais aventureiros podem seguir pela velha linha de trem que conecta as duas cidades, numa caminhada inspiradora de aproximadamente 5 km.
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A região mais bonita de Vernon é o velho moinho, banhado pelo rio Sena e ao lado das ruínas do castelo de Tourelles.
As fotos de lá me fazem suspirar até hoje, e é claro que Monet não perdeu a oportunidade de transformar essa linda vista em obra de arte. Sente, tire fotos, faça um piquenique: o lugar vai ganhar seu coração.

Aproveite que está ali e visite também o Museu de Vernon, com uma coleção que vai de história e paisagens a quadros impressionistas e pós-impressionistas (especialmente os pintores da escola Nabi). O museu ainda oferece exposições temporárias.
Lá dá pra ver ao vivo dois quadros originais de Monet. Um deles, Nymphéas (1908), fez parte dos estudos do pintor para o conjunto mural Les Nymphéas, exposto no Musée de l’Orangerie, em Paris.
O segundo, The Cliffs of Pourville at Sunset (1896), faz parte de uma série de seis quadros pintados por Monet de uma cabana na praia de Pourville, de onde ele tinha uma vista privilegiada dos penhascos de Varengeville.
Visitar o Museu de Vernon é uma ótima oportunidade para ver quadros reais de Claude Monet: os quadros expostos na casa de Giverny são apenas réplicas das obras do artista.
6 – Se estiver de carro, explore outras cidades da região
Essa é para quem está de carro e tem disposição para uma viagem no tempo. Pertinho de Giverny e Vernon, você ainda pode explorar várias outras pequenas cidades, que entregam charme e história.
Esses passeios valem a pena se você está de carro, pois o deslocamento até elas não compensa se você tiver que usar transporte público.
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Les Andelys e Château Gaillard
Antes de planejar a viagem pela Normandia, eu nunca tinha ouvido falar no Château Gaillard, e a pequena cidade de Les Andelys, às margens do Sena, também era novidade para mim.
Foi o próprio escritório de turismo da Nouvelle Normandie quem deu a dica desse tesouro pouco explorado pelos turistas, e como estávamos de carro, acabamos combinando a visita no mesmo dia em que conhecemos os jardins de Monet: o combo perfeito.
O castelo fica a cerca de 90 km de Paris e a apenas 25 km de Giverny, o que torna fácil combinar as duas visitas no mesmo dia para quem está de carro. Les Andelys está encravada num vale cercado de colinas, às margens de uma das principais curvas do rio Sena.
Em cima da maior colina, dominando a paisagem, estão as ruínas do Château Gaillard, erguido em 1196 por Ricardo Coração de Leão, rei da Inglaterra, que na época também acumulava o título de Duque da Normandia.
A fortaleza foi construída para proteger o acesso ao mar e à cidade de Rouen, então capital da Normandia, das ambições do rei da França, Philippe Auguste.
Segundo a lenda local, o castelo era tão bem protegido que os franceses só conseguiram invadi-lo anos depois, entrando pelas latrinas.
Duas vilas cresceram ao redor do castelo, Petit-Andely e Grand-Andely, e se uniram ao longo dos séculos para formar a cidade no plural que existe hoje: Les Andelys.
Tombado como Monumento Histórico desde 1862, o castelo hoje está em ruínas, mas o mirante do estacionamento, lá em cima, oferece uma das vistas mais bonitas que já vi do vale do Sena: dá para ver o castelo, o rio serpenteando lá embaixo e a cidade inteira de uma vez.

A visitação costuma fechar às terças-feiras; nos demais dias, funciona em dois turnos, manhã e tarde. Nos meses mais frios, parte das ruínas tem acesso limitado. Confira os horários atualizados antes de ir, já que podem mudar de temporada a temporada.
Vale reservar um tempo para caminhar também pelo centro de Les Andelys. É uma cidade pacata de cerca de 8 mil habitantes, com muito mais moradores do que turistas.
Não deixe de ver a Église Saint Sauveur, do século XVI, em estilo gótico e renascentista, e, se sobrar tempo, o pequeno museu Nicolas Poussin, dedicado ao pintor francês nascido na cidade.
Vale dos Impressionistas
Se você quiser ir ainda mais fundo na região, vale saber que Giverny fica no coração do chamado Vale dos Impressionistas, cheio de vilarejos pequenos que também renderam telas famosas.
A poucos minutos dali fica La Roche-Guyon, eleita um dos “vilarejos mais bonitos da França”, com um castelo curioso encravado na falésia à beira do Sena, com origem medieval e jardins remontados no século XVIII.
Também perto fica o Moulin de Fourges, um antigo moinho às margens do rio Epte, com arquitetura que lembra o Hameau da Rainha Maria Antonieta em Versalhes: um cenário e tanto para fotos e um café com calma.
Quem gosta de história pode ainda esticar até o Château de Gaillon, de origem medieval e depois transformado em palácio renascentista, ou pegar o trem histórico que percorre o Vale do Eure a partir de Pacy-sur-Eure, com vagões que remontam ao século XIX.
Vale confirmar dias e horários de funcionamento antes de ir, já que os horários podem mudar ao longo do ano.
Onde ficar para aproveitar Giverny com calma
Se você está de passagem por Paris, não precisa trocar de hospedagem só por causa de Giverny: o bate e volta funciona bem em um dia. Prefira ficar perto da Gare St. Lazare, de onde partem os trens para Vernon.
Mas se você quer mesmo aproveitar a região sem pressa, com tempo de sobra para caminhar pelo vilarejo, ver o pôr do sol sem correr para o último trem e ainda esticar até Vernon ou Les Andelys, vale a pena dormir por ali.
Vernon tem mais opções de hotéis e restaurantes, e o próprio Giverny tem pousadas charmosas de poucos quartos.
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Dica bônus: Se puder, visite Giverny na baixa temporada
Todo mundo fala que Giverny deve ser visitada na primavera, para aproveitar o jardim no auge da estação das flores.
No entanto, Monet não era apenas um gênio da pintura, era também um excelente jardineiro, e fez dos seus jardins uma das mais belas obras de arte.

Monet cultivava diferentes flores e plantas pensando exatamente em ter a beleza da natureza, sua maior inspiração, sempre florescendo.
Graças à engenhosidade do artista, o jardim foi pensado para ter flores diferentes que desabrocham a cada estação. É possível visitar e se encantar com os jardins de Giverny na primavera, no verão e no outono.
Só no inverno o jardim fica silencioso, e a casa fecha para visitas.
Com essa flexibilidade na agenda, a dica é aproveitar para visitar Giverny nas estações menos concorridas.
No verão e especialmente no outono, você vai encontrar menos turistas em Giverny, o que permite apreciar a beleza do trabalho de Monet em seus jardins com mais calma.
Eu ousaria dizer que o jardim de Monet é uma nova atração a cada estação, um lugar que merece ser visitado em cada uma delas, para aproveitar ao máximo a genialidade do pintor-jardineiro.
Fomos no outono, e vale a pena: conto os detalhes da nossa visita a Giverny nessa época no post sobre a casa de Monet.
Chip virtual para usar em Paris
Antes de descer para o subterrâneo (onde, claro, você não terá sinal nenhum), garanta que seu chip virtual já esteja ativo para usar o resto do dia em Paris: mapas, tradutor e para postar aquelas fotos do ossuário nos stories.
Uso o Airalo há anos em minhas viagens: é rápido de configurar, e dá pra comprar planos só para a França ou para toda a Europa, se seu roteiro incluir mais países.
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Aluguel de carro para passeios saindo de Paris
Dentro de Paris, o transporte público e o metrô dão conta do recado, e você não precisa alugar um carro para circular somente na capital. Mas se for fazer passeios nos arredores de Paris, como a ida a Giverny, o carro pode facilitar muito, especialmente se você viaja em família.
A gente sempre pesquisa preços na RentCars, que compara várias locadoras de uma vez. Com o cupom FUISERVIAJANTE você garante desconto na reserva.
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Perguntas frequentes sobre o que fazer em Giverny
O que fazer em Giverny além da casa de Monet?
Vale caminhar pelo vilarejo, visitar o Museu dos Impressionismos, conhecer o túmulo de Monet na igreja de Sainte-Radegonde e, se der tempo, seguir até Vernon ou Les Andelys.
Giverny é uma cidade ou uma vila?
É uma vila bem pequena, com poucas centenas de habitantes, formada basicamente por duas ruas principais e algumas vielas. Dá para caminhar por toda a vila a pé, sem pressa.
Quanto tempo é preciso para conhecer Giverny?
Para visitar a casa e os jardins de Monet com calma, além de caminhar pelo vilarejo, reserve de meia manhã a um dia inteiro. Quem quiser incluir o Museu dos Impressionismos ou Vernon deve reservar o dia todo.
Dá para visitar Giverny no inverno?
A casa e os jardins de Monet fecham para visitas de novembro a março, para preservação. No inverno, ainda dá para caminhar pelo vilarejo e visitar o Museu dos Impressionismos, mas o grande atrativo, os jardins floridos, fica fora do roteiro. Se o seu foco é a casa de Monet, vale guardar Giverny para a primavera, o verão ou o outono.
Qual é a melhor época para visitar Giverny?
A primavera é a época mais florida, mas também a mais concorrida. O verão traz as famosas ninfeias em flor, e o outono chega com cores diferentes e bem menos turistas, foi quando visitamos e recomendamos.
O que fazer em Vernon, perto de Giverny?
Vernon tem o charmoso moinho às margens do Sena, o Museu de Vernon (com quadros originais de Monet) e, aos sábados, uma feira de rua com produtos locais. É a cidade onde a maioria dos visitantes desembarca de trem antes de seguir para Giverny.
Precisa de guia para visitar a casa de Monet em Giverny?
Não é obrigatório: há monitores no local prontos para tirar dúvidas. Mas contratar um guia particular ou um tour saindo de Paris ajuda a entender detalhes da vida e da obra de Monet que passam despercebidos numa visita sozinho.
Como chegar a Giverny saindo de Paris?
O jeito mais comum é pegar o trem de Paris (Gare St. Lazare) até Vernon e, de lá, um ônibus local até Giverny. Também dá para ir de carro ou em excursões organizadas saindo de Paris. Os detalhes completos estão no post sobre a casa de Monet.
➤ Veja valores e horários do trem saindo de Paris
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