Casa do Sardo: uma aconchegante cantina italiana em São Cristóvão | Rio de Janeiro

Mamma mia! Já imaginou combinar num só lugar os mágicos sabores das ilhas italianas da Sicília e da Sardenha, em pleno Rio de Janeiro? É com muita alegria que a gente vem te falar que esse paraíso da gastronomia mediterrânea existe sim, e se chama Casa do Sardo.

Já tinha ouvido falar bastante do restaurante, mas vida vai-vida vem a gente ainda não tinha parado por lá.

A culinária italiana no Rio é bastante fácil de encontrar, mas o que pouca gente sabe é que praticamente todos estes restaurantes servem comida do norte da Itália.

O Casa do Sardo é conhecido por ter uma pegada diferente: o foco está na culinária da Sicília e da Sardenha, duas ilhas italianas ao sul e a oeste do país, respectivamente, e que trazem como marca registrada uma comida mais rústica e tradicional, com sabores fortes e ingredientes locais. 

Na nossa primeira saidinha de 2017, Rafa me perguntou pra onde e eu disparei: vamos pra um italiano que quero conhecer? Marido topa, a gente ama.

O restaurante Casa do Sardo

O restaurante funciona numa casa das mais antigas em São Cristóvão, um bairro da Zona Norte carioca, fora do circuito turístico mais tradicional, que transita muito pouco fora da Zona Sul do Rio (o que é uma pena!!!).

Mas nem por isso os cerca de 50 lugares do salão deixam de ser super concorridos. Chegamos cedo para jantar (por volta das 19h) e sentamos facilmente. Em cerca de 30 min, o restaurante estava completamente lotado.

No almoço, a disputa por uma mesa é tão acirrada quanto. Muitas das pessoas por ali pareciam já conhecer bem a casa, ser aquele tipo de visita fiel que já conhece o garçom e já tem as preferências do cardápio.

Tem lista de reserva e eu recomendo fortemente!!!

E dá pra se sentir em casa mesmo. O restaurante lembra as tradicionais cantinas italianas.

O salão é pequeno e aconchegante, o atendimento é amigo. A moça que nos atendeu foi o tempo todo super atenciosa e solícita, na verdade até simpática com a gente (quando isso acontece no Rio, a gente tem que parar um pouco e agradecer aos céus). 

O ambiente é climatizado, o que é essencial nesse verão nosso de cada janeiro. 

A decoração é bem típica, com bandeiras e mapas das ilhas italianas da Sicília e da Sardenha, fotos em preto e branco emolduradas nas paredes e charmosas cadeiras multi-coloridas nas mesas de madeira. Um clássico. 

O cardápio da Casa do Sardo

A cozinha é comandada por dois chefs veramente italianos: Silvio Podda e Paolo Di Bella. Silvio é proveniente da Sicília e Paulo, da Sardenha. Com essa forte influência de suas raízes, o Casa do Sardo se especializou em comida mediterrânea. 

O cardápio se preocupa em trazer inspirações das duas cozinhas: a cozinha siciliana está presente em diversas opções de pratos com frutos do mar, e a cozinha sarda traz o sabor inigualável dos queijos, como o pecorino.

A grande maioria das massas são frescas e preparadas na casa, juntamente com os molhos. O preço é justo e os pratos são bem servidos.

A cozinha não é refinada, é na verdade bem rústica. Parece aquele prato farto que comeríamos no almoço de domingo na casa da mamma. E isso é maravilhoso!

Fomos informados que a carta de vinhos também se preocupa em trazer principalmente os rótulos dessas duas regiões italianas. Fiquei super tentada, mas como estava com uma restrição médica, tive que deixar pra avaliar a Carta de Vinhos depois.

Nossas escolhas – entradas

Eu sou muito apaixonada por bruschettas. Acho que é a definição perfeita de entrada, a minha ‘confort food’ italiana. E olha que foi uma felicidade descobrir que a Casa do Sardo é especialista nessas delícias!

O cardápio oferece 4 sabores: Pomodoro (tomate fresco), Mussarela de Búfala, Funghi (cogumelos) e Melanzana (berinjela). Como não consegui escolher entre os sabores, pedimos o mix de bruschettas (R$32,00), com duas unidades de cada.

Aqui veio o garçom amigo e avisou: vocês já conhecem o prato? Porque normalmente um casal só acha o mix bem grande. Fiquei com medo de acabar sobrando, mas fomos em frente. Ma che bello! O prato veio super bem servido.

A sorte era que estávamos com muita fome, porque num dia normal eu ficaria feliz só com as entradinhas e um bom vinho. Mas não deu pra se arrepender, porque estavam uma delícia! Lindas, perfumadas e super gostosas!

O pão levemente torrado, ainda macio por dentro. Tudo bem fresco e saboroso!

Existem outras opções para montar esse prato: 2 unidades (R$10,00), 4 unidades (R$16,00) ou 6 unidades (R$24,00).

Fiquei devendo de provar o Spuntino Sardo (R$22,00 para 2 pessoas), uma outra opção de entrada que traz uma tábua com pecorino sardo, caprino, presunto de parma, mortadela italiana, grana padano, azeitonas e fatias de pão da casa. Isso acompanhado de um vinho deve ser o sonho em realidade gastronômica.

Ficou para a próxima visita à Casa do Sardo.

Nossas escolhas – prato principal

Inspirados pelo sabor delicioso das bruschettas muito mais que pela fome (que agora praticamente nem existia), pedimos os pratos principais.

Eu fui de um prato bem típico da Sardenha, o Spaghetti al Pomodoro e Pecorino (R$29,00) e Rafa pediu um Spaghetti alla Carbonara (R$33,00), que o cardápio avisava ser preparado da forma original, com pancetta.

O meu prato estava justo. Não era nada de outro mundo em sabor, mas o prato conquistava por trazer o sabor certo de cada coisa. A massa bem cozida, queijo na medida certa. O destaque ficou por conta do molho de tomates, fresco e perfumado.

O prato de Rafa foi uma boa surpresa: não é todo mundo que acerta o carbonara, e o dele estava certinho. O ponto da massa não desapontou e o molho estava perfeitamente executado. Nada de gosto de ovo frito. E com pancetta!

Fiquei devendo provar os pratos com massa fresca da casa. Fiquei bem tentada a pedir o Culurgiones (R$38,00), um prato de raviólis típico da Sardenha, recheado com batata, queijo pecorino e hortelã.

Ouvi dizer pelas mesas que o Gnocchi Pomodoro e Pecorino (R$32,00) é fabuloso também. Cada indicação me dá apenas mais um motivo pra voltar nessa charmosa e aconchegante cantina italiana.

A Casa do Sardo também serve risotos, pizzas tradicionais italianas (preparadas com farinha importada e fermentadas por 48h) e pratos com carne e acompanhamento.

Não consegui provar as sobremesas por motivos de: não cabia mais nada. Mas a casa tem um tiramisù que ouvi falar ser dos deuses. Mais um motivo pra voltar, né?

Nossa impressão sobre a Casa do Sardo

Como diz o site do restaurante, “A Casa do Sardo não é somente uma cantina e sim um local onde pessoas se encontram para trocar experiências e boas energias”. E foi exatamente assim que nos sentimos por lá.

Dá pra contar – e viver – histórias de família por ali. É como se as paredes emanassem a tradição das famílias italianas, e agora de famílias brasileiras. Não é a toa que o local escolhido para o restaurante é São Cristóvão, um bairro imperial e cheio de histórias do Rio de Janeiro.

O preço é justo e a experiência é autêntica. A Casa do Sardo é aquele lugar pra levar a família num almoço de domingo. Pra levar um amor pra um jantar romântico regado a vinhos e comidinhas mediterrâneas.

Pra ir sozinho petiscar uma brusqueta fabulosa por um preço justo. Não espere pratos extremamente elaborados. Espere sem medo de errar pratos italianos tradicionais e perfeitamente executados.

Se vamos voltar a aparecer nesse salão? Com certeza!

Lila Cassemiro
Pernambucana, contadora de histórias e bem curiosa. Geminiana apaixonada por artes e culturas, sempre com a mala pronta pra viajar de novo. Eu gosto de gente.
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Comentários:

Gente que delícia de lugar e esses pratos de dar água na boca!! Não sabia que sarda queria dizer de Sardegna! Será que tem a ver com sardas do rosto por ser uma região “com mais sol?”

Klécia disse:

Oi Angela! Fui dar uma pesquisada aqui, pra ver de onde vinha o nome Sardenha 🙂 Parece que os primeiros marinheiros a chegar à Sardenha foram líbios, liderados por um homem chamado Sardus, daí veio o nome da ilha. Sardo é o adjetivo relacionado a tudo que vem da ilha. Mas sabe que adorei sua teoria? Explicaria as sardas super bem haha 🙂 Beijos!

Ju Garzon disse:

Só digo uma coisa: que fome. Hahahaha Moro perto da fronteira italiana e não vejo a hora de ter a oportunidade de provar a cozinha tradicional no próprio país!

Klécia disse:

Ai, aproveita Ju! Queria muito muito morar na Itália! Adoro tudo no país – incluindo a culinária! 🙂

Que delícia! Eu amo comida italiana. E em cantinas assim mais tradicionais a imersão na cultura e gastronomia é ainda maior, né? Ótima dica!

Klécia disse:

É muito Katarina! A gente se sentiu super em casa, lá! Parecia almoço de domingo! 🙂

Dica anotada para a proxima viagem ao Rio. Fiquei com água na boca ao ver essas fotos dos pratos, hummmm!
E não sabia dessas diferenças na Culinária Italiana de acordo com a região.

Klécia disse:

Bacana né, Juliana? Fui pesquisando mais sobre isso recentemente. E acho que tenho mesmo uma quedinha pela culinária mais do sul da Itália 😀

carbonaraaaaaaa <333 é sempre uma luta eu não pedir carbonara quando tem ela no cardapio, tento variar, mas ahhhh <333 hahahaha e que delicia essa cantina ein? morri de vontade aqui 😀

Klécia disse:

Sou super fã também!!!! É tão difícil largar os pratos do coração e arriscar algo novo, né? Sofro disso sempre! Mas quando arrisco, também não me arrependo quase nunca 😀

Vickawaii disse:

Eu adoro comida italiana e sua postagem me deu água na boca, ahiua. O restaurante parece ser bem típico e fico feliz que não ~tente ser gourmet~ lol, o fato de ser a comida que comeríamos aos domingos na casa da nonna me deixaria bem confortável 😛 Mas hein, fiquei com dúvida agora com a pancetta: viajei para o Uruguai agora e me explicaram que “panceta” era bacon, só que o que eu comi era bem mais leve e mais puxado para presunto, sei lá. Existe alguma diferença entre bacon e panceta, ou é só um tipo diferente? Hhueiheui

Beijos, Vickawaii
http://finding-neverland.zip.net

Klécia disse:

Lá foi mesmo um lugar que ficamos super confortáveis, bem casa da nonna 😀 Sobre a dúvida, não sou uma grande entendedora de carnes hehe, mas sei que bacon e panceta são bem próximos mesmo, mas são coisas diferentes. Os dois são feitos com a carne da barriga do porco, mas apenas o bacon é defumado. Isso deixa o bacon com esse sabor mais forte e a panceta mais levinha no sabor… 😉

Marta Chan disse:

Que amor de restaurante, adorei a decoração tradicional, sentiria-me em casa 🙂 Também sou doida por bruschettas, tive de começar a fazer em casa pois sai caro aqui em Portugal, é considerada comida gourmet. A que gosto mais é com queijo chevre, mel e tomilho, vai ao forno yummieeee!

Viver a Viajar

Klécia disse:

Poxa, acho que vou me arriscar a fazer em casa também! Não me arrisquei ainda, mas parece uma ótima receita para tentar! 🙂

O restaurante é lindo, mas PIREI nesses pratos! Se o sabor estiver metade da cara boa que tá, já deve ser maravilhoso <3

Klécia disse:

Tava sim, já fico salivando só de lembrar! 😀

Marcia - mulher casada viaja disse:

Humm, senti o sabor dessas bruschetas daqui! Texto rixo, bem descritivo, parabéns!

Klécia disse:

Obrigada, Marcia 🙂

Ana disse:

Eu sou louca por comida italiana! As bruschettas têm mega bom aspecto (e sim, são mesmo confort food) e as massas também, o carbonara parece de facto ter ficado bom, o que é raro – cá por Portugal têm a mania de servir a massa carbonara com natas, quando a receita original não leva nada disso! O restaurante tem bom aspecto, mesmo tipo cantina, bem simples e familiar – pena estar do outro lado do oceano :p

Klécia disse:

Poxa, uma peninha mesmo estar tão longe! Quem sabe um dia você passe por aqui e vamos lá! 😀 PS: Carbonara com natas deve dar um sabor bem diferente à receita, né?