Culinária afetiva: minhas experiências gastronômicas pelo mundo

Uma vez, há muito tempo, ouvi uma frase de Mia Couto, que carrego comigo até hoje: ‘cozinhar é um modo de amar os outros’.

Isso martela na minha cabeça desde então. Eu comecei a pensar: o que faz um restaurante, uma experiência gastronômica, ser inesquecível pra mim?

Que poder existe em um prato, em uma taça de vinho, em um momento, que marca a nossa vida de uma forma tão especial? Até que eu esbarrei no conceito de culinária afetiva e tudo começou a fazer sentido.

Culinária afetiva: você sabe o que é?

Culinária afetiva é uma gastronomia baseada em memórias. É experimentar um prato e imediatamente associar aquele sabor a uma lembrança gostosa da vida. Pode ser da nossa infância, do nosso tempo morando sozinho, daquela superação que ninguém sabe que você viveu. Culinária afetiva tem bastante de ‘comfort food‘, aquela comida que te desperta sentimentos bons, memórias de segurança e de afeto.

Eu sou uma apaixonada por gastronomia, e me encanto por descobrir sabores. Experimento tudo, sem medo. Não quero passar pela vida sem a certeza de ter vivenciado todas as experiências que me são oferecidas. E com essa vontade, sempre tem espaço para um restaurante novo, um petisco diferente, uma nova aventura culinária nas minhas viagens pelo mundo. E muitas dessas aventuras pelo mundo se transformaram em lindas lembranças de culinária afetiva!

Com açúcar e com afeto, a minha lista de prediletos

Não são poucas as vezes que uma experiência gastronômica desperta em mim a certeza de estar criando uma memória para levar para a vida. Então, hoje vou apresentar pra vocês minha lista de Top 5 experiências de culinária afetiva. Estas são as lembranças gastronômicas mais carregadas de boas energias e sensação de ‘comfort food’. E claro que vou explicar o porquê delas entrarem para minha lista 🙂

#1 Prato feito de feijão de corda, carne de sol e ossobuco do Bar Kalango | Rio de Janeiro, Brasil

Vocês já cansaram de ouvir sobre meu amor por Pernambuco e minha saudade da terra natal. Eu vivo procurando restaurantes de comida nordestina, pra acalmar um pouco a falta que sinto da cozinha da terrinha.

E desde que entrei no Bar Kalango, eu sinto que minha busca pelo lugar perfeito acabou.

Não é só pela cozinha extraordinária, não. É pelo ambiente. É pela música do Fagner, que tava tocando no rádio na primeira vez que fui lá, e que me lembrou imediatamente da minha mãe.

É pelo feijão de corda fresquinho e delicioso, que me lembrou os dias que eu sentava na calçada do sítio da minha vó para debulhar o feijão antes do almoço. Da receita deliciosa do meu pai para salgar e preparar a carne de sol e cozinhar o ossobuco.

O Bar Kalango, como eles mesmos dizem, é comida, sertão e afeto. E é minha escolha para lembrar dos meus pais e das minhas raízes.

O Bar Kalango tem sempre dois pratos por dia, com valor fixo. O cardápio muda diariamente, mas tem os favoritos, que aparecem quase toda semana no cardápio.

Leia mais sobre o Bar Kalango: Sabores do Nordeste na cozinha do Bar Kalango, no Rio de Janeiro

#2 Um brinde com vinho tannat no Charco Bistró | Colonia del Sacramento, Uruguai

Garoava insistentemente quando chegamos em Colonia del Sacramento. A gente deixou as coisas no hotel e saiu pra procurar um lugar para comer, mas era uma segunda-feira chuvosa em baixa temporada. Tudo parecia estar fechado.

A gente já estava sem esperança quando avistou a placa do Charco Bistro.

O restaurante era lindo, bem pequeno e aconchegante. Convidava pra sentar naquela tarde fria. E a gente passou a tarde quase toda por ali. Pedimos a comida, pedimos o vinho.

O que pedimos inicialmente estava em falta, e o atendente nos ofereceu um vinho Uruguaio no lugar.

Foi a primeira vez que provei a uva Tannat. Eu não lembro do nome do vinho, nem da bodega produtora. Eu lembro que era um vinho de vermelho forte, aromático e encorpado. Um vinho velho.

Um vinho que me lembrou de cara a minha primeira vez no mundo dos vinhos, provando um Cabernet Sauvignon, lá em 2011.

Imediatamente, a memória afetiva me levou de taça em taça, recordando como eu gosto de provar vinhos diferentes, e como eu quero aprender mais sobre esse universo.

Leia mais sobre este dia: O romantismo do Charco Bistró | Colonia del Sacramento, Uruguai

#3 Prato surpresa de risoto de cogumelos no Restaurante Josefina | Mendoza, Argentina

Eu adoro comer, mas eu não sou muito boa em cozinhar. Quando comecei a namorar com Rafael, na comemoração do nosso primeiro mês junto e nosso primeiro reveillon, ele decidiu fazer um risoto pra gente.

Ele tinha visto uma receita na internet, e naquele dia a gente caminhou por umas 2 horas no sol de 31 de dezembro em Copacabana, até achar um mercado que ainda tivesse cogumelos frescos pra vender.

Desde esse dia, risoto de cogumelos virou o prato oficial do nosso relacionamento.

Visitamos Mendoza já com um ano e pouco de casados. Perguntamos ao nosso anfitrião do hostel qual lugar ele recomendava para um jantar bacana, mas não muito caro. Ele falou para irmos no Josefina, que ficava bem perto da pousada.

O ambiente era legal, pedimos um vinho, conversamos, petiscamos o couvert. Na hora do prato principal, pedi um prato surpresa. Sei que isso é arriscado quando a gente não conhece o restaurante, e não sei se tirei essa confiança toda do vinho, ou se sou mesmo ousada assim.

O fato é que, na hora que o prato chegou, me serviram um lindo risoto de cogumelos. Lindo mesmo! Estava servido numa panela rústica, o ponto estava perfeito, o sabor estava incrível.

Foi tudo perfeito, e acho que nem preciso dizer que as memórias afetivas associadas a este prato e a este dia são especiais demais pra mim, né? Risoto de cogumelos é o prato-amor lá de casa!

#4 Todos os pratos do Il Pastaio di Roma | Roma, Itália

Roma me encantou não só com as obras de arte, mas com a culinária. E de todos os lugares que visitei, o Il Pastaio di Roma foi o que me encantou mais.

Não é um lugar chique, muito pelo contrário. O cardápio de 10 opções é fixo, todos os pratos custam 5 euros e a pasta é servida em pratos de plástico, da forma mais simples possível.

Por mais simples que tenha sido, financeiramente, essa foi uma das minhas melhores experiências em Roma. O atendimento, o sabor, o ambiente, tudo no Il Pastaio di Roma me agradou.

O lugar era tão gostoso que voltamos pra almoçar lá em outro dia, e nesse a gente se demorou mais. Compramos uma garrafa de vinho e fomos deixando a tarde acabar.

Quando tudo já estava perfeito, começou a tocar uma ópera linda na rua. E o atendente do restaurante, o moço da loja em frente, todo mundo começou a assobiar no ritmo, a cantarolar a letra.

Eu definitivamente estava em êxtase nesse momento. O Il Pastaio di Roma me transportou para o cinema. Posso dizer que me senti num filme de Woody Allen, aproveitando a boemia de uma Roma que quase ninguém consegue ver.

Leia mais sobre este dia: Il Pastaio di Roma: Onde comer bem e barato na Cidade

#5 A comida indiana da Kázima | Pittsburgh, Estados Unidos

Esse relato gastronômico não é sobre restaurante, é sobre amizade. É sobre ir morar longe de casa, em um país com uma língua diferente da sua, e criar laços.

Eu não sou muito boa em fazer amigos, sou muito tímida e meu primeiro medo ao ir morar nos Estados Unidos, em 2011, era se eu ia dar conta da distância da família e dos amigos.

Eu não sabia como eu ia me virar por lá, já que naquele época eu estava longe da fluência no inglês e estava viajando sozinha, sem conhecer ninguém por lá.

Nessa viagem, eu descobri duas coisas: a primeira era que eu era mais forte e mais determinada do que eu imaginava. Estudei muito e pratiquei bastante o inglês para conseguir entender e ser entendida por lá.

A segunda, é que quando você se muda para um grande centro, como era Pittsburgh, vai ter um monte de gente na mesma situação que você, que também está longe de seu país e de sua cultura. Kázima é uma indiana incrível que eu conheci no trabalho.

Graças a esse encontro, eu aprendi muito sobre respeito às diferentes culturas e sobre a força de mulheres que decidem viajar sozinhas e se arriscar na vida.

Eu tenho memórias incríveis de todas as vezes que a gente comeu no chão da casa dela, com as mãos, como ela comia na casa dela, na Índia.

Ela teve o cuidado de me ensinar sobre temperos, sobre o gosto da Masala, e o preparo de um Butter Chicken. Eu nunca mais vou comer comida indiana sem lembrar da Kázima.

Gostou da nossa lista de Top 5 experiências de culinária afetiva?

Acho que deu pra perceber que Culinária Afetiva não tem muito a ver com restaurantes incríveis, chefes renomados e estrelas Michelin, né?

Tem muito mais a ver com memórias boas, afeto pela cozinha e pelos momentos incríveis que a gastronomia nos proporciona.

Tem a ver com amigos, com nossos gostos particulares, os filmes, livros e histórias que a gente viu e viveu.

E você? Qual sua experiência de culinária afetiva mais marcante? Conta aqui pra gente nos comentários!

Nossa Blogagem Coletiva!

Somos 4 meninas apaixonadas pelo mundo, com sede de explorar cada canto do planeta.

Cada uma com o seu olhar e com o seu perfil de viajante, mas a paixão pela descoberta é a mesma. Esse post é resultado de uma Blogagem Coletiva, onde cada uma conta sobre 5 experiências gastronômicas pelo mundo:

A Analuiza do Espiando pelo Mundo falou sobre Experiências Gastronômicas Inesquecíveis
A Maytê do Passaporte com Pimenta apresentou pra gente ‘As minhas 5 melhores experiências gastronômicas pelo mundo
A Juliana do Turistando.in escreveu sobre ‘Top 5: Nossa experiência gastronômica em Portugal

Essa Blogagem Coletiva ocorre todo último sábado do mês! Mês que vem tem um novo tema!

Lila Cassemiro
Pernambucana, contadora de histórias e bem curiosa. Geminiana apaixonada por artes e culturas, sempre com a mala pronta pra viajar de novo. Eu gosto de gente.
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Comentários:

Fiquei morrendo de vontade do risoto de Mendoza e das massas em Roma. Pra mim, tem dois pratos que são gastronomia afetiva: primeiro strogonoff (devo ter escrito errado). O que minha mãe faz é maravilhoso e sempre que vou ao Brasil é a primeiro coisa que como, feito por ela, claro. O segundo é a tartiflette, É um prato daqui da França, da região das montanhas, com queijo que se chama reblochon, batatas, e bacon, tudo no forno. Ficou na memória porque no meu primeiro aniversário aqui na França, para aplacar a saudade da família, fizeram pra mim uma festa surpresa em um restaurante aqui de Paris especializado nesse tipo de prato…E aí marcou. bjs

Klécia disse:

Que legal Renata! Primeiro obrigada por partilhar suas experiências gastronómico-afetivas, e segundo, que delicia de memórias! Eu fiquei morrendo de vontade de provar o tartiflette! E entendo totalmente o que é morar longe dos pais: o strogonoff da sua mãe deve ser mesmo a melhor coisa do Brasil pra você em termos de comida <3

Klécia, que texto mais lindo! Muito além das coisas gostosas para comer, li um texto com muita coisa gostosa da vida que nada mais é do que as nossas lembranças.
Sinto que os seus textos sempre contam com muito afeto e envolvimento, com cada um dos destinos que você descreve, mas esse foi especial. Através dele me senti mais próxima de você, como se eu fosse sua melhor amiga e soubesse dos seus melhores momentos já vividos.
Me senti sua amiga de infância, que sabia dos bons momentos que você passava com a sua família em Recife e senti sua alegria ao me contar que finalmente se encontrou no RJ ao descobrir o bar Kalango. Senti que estávamos trocando figurinhas ao falar sobre uma viagem que tem tudo para ser ruim por causa da chuva, mas a gente consegue encontrar o lado bom de tudo e de um dia chuvoso transformamos os passeios em uma viagem gastronômica, por horas sentadas em uma mesa descobrindo os sabores de um novo país e aproveitando a calmaria para relembrar de bons momentos do passado.
Como se eu fosse sua melhor amiga, que claramente já sabia que o prato-amor era o risoto de cogumelos, senti toda a sua empolgação ao receber o prato surpresa em Mendonza.
O que falar do Il Pastaio di Roma? Já me encantei por esse lugar desde que eu havia lido seu post de Roma, e já inclui o local no meu mapa de restaurantes para uma próxima visita a cidade, não poderia passar por lá sem conhecer esse lugar épico que você descobriu.
Infelizmente nos meus intercâmbios eu nunca cruzei com uma Kázima, mas posso imaginar o quão fantástico era esse encontro e quanto carinho hoje você guarda pela culinária indiana.
Eu estou encantada pela sua gastronomia afetiva!

Klécia disse:

Mayte, só tenho a dizer uma coisa: que bom que a gastronomia afetiva me deu mais uma coisa linda na vida: esse vínculo mais forte e bonito com você! <3

angiesantanna disse:

que legal, tem um pertinho de mim! vou seguir sua recomendacao ai e passar no pastaio di roma!!

Klécia disse:

Vai sim, Angie! É baratinho e uma delicia! Experiência completa!

Gente, que post é esse??!! Adorei saber mais das tuas comidas favoritas nesses lugares… Fiquei com vontade de conhecer agora…

Klécia disse:

Que bom que gostou! Falar de comida é sempre muito bom ne?

rui batista disse:

No próximo post, quero ver gastronomia portuguesa 🙂 Babei com todas as que apresentaram… venham mais posts ddestes!

Klécia disse:

Ah, quero muito colocar a gastronomia portuguesa na minha lista, Rui! <3

Esse post foi uma viagem incrível pelas suas lembranças e seus pratos inesquecíveis! Foi tão gostoso de ler! Já ate salvei o nome de alguns desses lugares pra eu ter minha própria exeperiência no futuro!

Klécia disse:

Que bom que gostou, Adriana! Tem nada melhor que fazer memórias com boas pessoas e boas comidas, né?

As experiências gastronômicas são mesmo algo marcante nas nossas viagens. De alguns pratos não tem como não lembrar (e salivar) eternamente… Também tivemos ótimas experiências na Argentina e Itália! Adoramos o post!

Klécia disse:

Argentina e Italia sao mesmo incríveis pra nossas memórias e nossas barrigas, né? Também só trago lembranças boas <3

Klécia, você arrasou! Foi a maior coincidência do universo eu entrar pra ler seu post um dia depois de conversar sobre isso com meu marido. Ontem saímos para jantar e eu estava explicando exatamente isso – essa sensação boa, lembranças, etc. que aquela comida me trazia, mas não tinha idéia de que isso se chamava Culinária Afetiva. Ou mesmo que tivesse um nome pra isso kkkk… Muito obrigada por essa descoberta! Amei seu post e também tenho ótimas lembranças de Mendoza e Colonia! 😉

Klécia disse:

Que coincidência mais gostosa!!! Adorei ouvir um pouquinho das suas memórias por aqui também! Eu concordo com você em tudo, comer está extremamente vinculado aos nossos lacos sociais e memórias afetivas! E como não fazer memorias deliciosas em Mendoza e Colonia? 🙂

Que texto mais amado e delicioso!!! Primeiro porque começa com uma citação do extraordinário Mia Couto! Depois porque fala daquilo que nos é mais caro: nossas memórias afetivas! Quando ligada a um sabor, esses sentimentos tendem a se potencializar! Terceiro, você é uma menina corajosa! Eu gosto de experimentar sabores diferentes e novos em minhas andanças pelo mundo, mas confesso que meus limites são mais estreitos que os seus. Quero muito acompanhar suas próximas descobertas.

Vamos então aos sabores! Eu quero comida, sertão e afeto! A culinária nordestina é uma das melhores e mais ricas que eu conheço! Feijão de corda e carne do sol?! Todo o meu amor!!! Fiquei deliciada em saber que sua relação com estas duas iguarias vai além do sabor maravilhoso! Que sensacional debulhar o feijão com a avó. Engraçado que minha lembrança mais doce com a minha avó também se relaciona a comida: enrolar sequilhos. Até hoje quando como, me emociono e as cocadas pretas e brancas que ela fazia em meu aniversário! Mais um ponto em comum entre nós?! Esse restaurante já está em minha lista de próxima ida ao Rio. 🙂

Adoro tannat e também descobri no URU. 🙂 Que delícia descobrir novos e adoráveis sabores! 🙂

Caminhar 2 horas no sol?! Só o amor explica!!!! E até o Universo conspira quando o amor é real. Não à toa o prato surpresa foi o prato-amor! Excelente esta história! Em tempo: eu acho que você é ousada, pelos menos em termos gastronômicos! rsrsrsrs

Eu AMO o IL Pastaio sem nunca ter pisado os meus pés lá! Eu almocei com vocês, totalmente em êxtase, apenas por conta de seu lindo texto, das sensações e da descrição. Esse restaurante (ou seu sentimento) me marcou profundamente! 🙂 Voltaria a Roma por ele. rsrsrsr

Oh!!!!! Que experiência extraordinária a que você teve nos Estados Unidos!!!! Que encontro lindo em torno de uma mesa, de uma cultura, de novas vidas… Não tem mesmo como não marcar na alma, não deixar lembranças fortes e coloridas. De vida e para vida! Não à toa as pessoas ao longo da história por muitas e variadas razões se reuniam em torno de mesas, comidas…

Texto maravilhoso!!! Eu o adorei! Vamos à novas descobertas!! Desejo que um dia nos encontremos em algum lugar para novos e/ou velhos sabores, experiências gustativas, afetivas, confortáveis! beijocas

Klécia disse:

Eu adorei ver um pouco das suas memórias afetivo-gastronomicas aqui nos comentários, Ana! Quanta coisa linda você compartilhou! Fiquei imaginando as cocadas do seu aniversario, e você fazendo biscoito de polvilho com sua vó! Ah, quanta coisa linda, quanta gente boa, quanto enriquecimento, esse ato de comer e partilhar traz pra nossa vida! 😀

Viviane Carneiro disse:

Nossa… que post interessante e saboroso ao mesmo tempo. Adorei saber o que é culinária afetiva e conhecer alguns pratos que fazem parte da sua lembrança culinária. Tenho muitas lembranças de culinárias afetivas também. Bjs

Klécia disse:

Que bom que curtiu, Viviane! Eu ia adorar ouvir sobre as suas memórias afetivo-gastronômicas 🙂

Robba disse:

A melhor forma de lembrar de um lugar que você amou é pela culinária! Parabéns pela matéria!

Klécia disse:

Maior verdade, Robba! obrigada pela visita!