Parque Uaná-Etê no Rio de Janeiro: experiência inesquecível!

Visita ao parque Uaná-Etê | O nome diferente já impressiona. Uaná Etê, na língua indígena geral (proibida pelo Marquês de Pombal em 1757), significa multidão de vagalumes, e faz referência a imensidão de luzes piscantes que comumente aparece nas matas da Região do Vale do Café quando o sol se põe.

“É como se pequenas estrelas se acendessem na terra”. E o Parque Ecológico Uaná-Etê tem mesmo qualquer coisa de mágico, de místico, capaz de nos transportar para dentro de uma experiência potente de imersão (na natureza e para dentro de si).

Filosofei demais? Talvez. Mas vai por mim: o Parque Uaná-Etê não é apenas mais um parque para colocar na sua lista de viagem.

Parque Uaná-Etê em Paulo de Frontin
Foto: Fui Ser viajante

Vale separar um dia inteiro para passear pelos diferentes espaços do parque, e se possível fazer a visita guiada gratuita para entender melhor o significado e como interagir com as obras.

E quem sabe estender a visita até o por do sol, para admirar a lendária “hora rosa” do Vale do Café.

Nesse post, vou primeiro dar as dicas gerais para organizar uma visita ao Parque Uaná-Etê, e depois vou fazer um relato completo da nossa visita. Vamos nessa?

Planeje sua visita: o que saber antes de ir ao Uaná-Etê

Qual a ideia por trás do parque?

O Uaná-Etê é um jardim ecológico de 135.000 m2. Além de todas as plantas e a linda vista da região, o lugar oferece a possibilidade de ver e interagir com obras de arte e atrações permanentes espalhadas pelos jardins.

São diferentes instalações, como o bosque de sinos, a árvore dos cristais, a árvore das infinitas possibilidades, o mirante das asas, e muito mais.

Parque Uaná-Etê: visita ao parque em Paulo de Frontin
Foto: Fui Ser Viajante

É uma proposta realmente diferenciada, que lembra um pouco a proposta do museu Brumadinho em Minas Gerais. Só que em Uaná-Etê existe um foco em espiritualidade e conexão com o universo (fora e dentro de si).

A visita ao parque Uanâ-Etê propõe uma propõe uma reflexão sobre arte vivida em contato profundo com a natureza.

Onde fica o Parque Uaná-Etê?

A entrada do parque Uaná-Etê fica na estrada que liga Vassouras a Miguel Pereira, na área rural de Sacra Família do Tinguá, distrito de Engenheiro Paulo de Frontin, no Vale do Café no Rio de Janeiro.

O endereço certinho é esse aqui: RJ 121 (conhecida como antiga Estrada de Palmas), número 2265. Mas basta procurar Uaná-Etê no Google Maps ou Waze que você encontra o destino sem problemas.

Entrada do Parque Uaná-Etê: visita ao parque em Paulo de Frontin
Foto: Fui Ser Viajante

Para quem vai sair do Rio de Janeiro: o melhor caminho é pela Rodovia Dutra. São mais ou menos 2h de estrada até o parque.

Você deve pegar a saída para Paracambi sair após o primeiro pedágio, e seguir as placas sentido Eng. Paulo de Frontin-Mendes-Vassouras.

Depois vem um trecho de serra bem sinuoso por cerca de 10km, e depois de chegar em Paulo de Frontin, seguir até o distrito da Sacra Família e enfim pela estrada RJ121. Pra não errar, recomendo muito que siga as instruções do GPS.

Para quem vai sair de Vassouras ou Miguel Pereira: basta seguir pela RJ121. Quem sai de Vassouras, pega a estrada sentido Miguel Pereira (cerca de 15 minutos até o Uaná-Etê), e quem sai de Miguel Pereira, segue sentido Vassouras (cerca de 20 minutos até o Parque).

Veja onde se hospedar em Vassouras

Dicas de hospedagem em Miguel Pereira

Para quem vai de ônibus: da Rodoviária Novo Rio, saem ônibus para Paulo de Frontin. Ao desembarcar na rodoviária, o mais rápido é pegar um táxi até o parque (cerca de 40-50 reais).

Uanâ-Etê: ingressos e horários

Para visitar o Uaná-Etê, há dois tipos de ingressos disponíveis – e a diferença entre dois é o horário da visita. Você pode comprar online ou na bilheteria do local.

Portaria do Parque Uaná-Etê: visita ao parque em Paulo de Frontin
Foto: Fui Ser Viajante

Ingresso Curupira: visita das 10h às 16h, de quinta a domingo.
Valores: quinta-feira: inteira R$53 e meia entrada R$26. sexta: meia entrada R$ 35. Sábado, domingo e feriados: inteira R$ 71 e meia entrada R$ 44.

Ingresso Hora Rosa: visita das 10h às 18h (experiência estendida) – a proposta desse horário é aproveitar o por do sol no parque -mas é preciso ficar atento à época do ano, porque por exemplo no verão, o sol se põe depois desse horário.
Valores: De sexta a domingo: inteira R$ 142 e meia entrada R$ 71.

Esse é o valor do ingresso na alta estação (verão). Durante a baixa estação os valores diminuem um pouco (confira no site do Uaná-Etê).

Durante a pandemia, também está sendo oferecido um promocional: na compra de dois ingressos ou mais, pagamento de meia entrada em todos os ingressos. 

Ah, também é possível visitar o parque com seu pet, com pagamento de taxa (R$17 em alta temporada).

Não é permitido entrar com câmera fotográfica no parque. Só são permitidas fotos com celular. Para ensaios fotógraficos, é preciso agendar e pagar uma taxa.

Paço Bistrô: almoço e reservas

Super importante dizer: não é permitido entrar com comida / bebida no parque Uaná-Etê – você vai ter que consumir tudo por lá.

Há um restaurante dentro do parque, que serve lanches / sucos / drinks e também tem o serviço de almoço, que funciona com sistema de reservas. Há dois horários disponíveis: 12:30h e 14:30h.

Paço Bistro, no Parque Uaná Etê
Foto: Fui Ser Viajante

A reserva é feita por telefone (024 98878-1551) com 24 horas de antecedência. Na reserva, você vai escolher entrada, prato principal e sobremesa entre 3 opções de pratos oferecidos dentro de cada categoria (há opções vegetarianas).

O custo é de R$ 98 por pessoa (sem bebidas) e é preciso fazer um depósito de 50% do valor no momento da reserva.

Almoço no Paço Bistro, parque Uaná-Etê
Foto: Fui Ser viajante

Para quem não pretende almoçar, também é possível usufruir do espaço do deque com mesas ao ar livre, para fazer um lanche, comendo quitutes, sanduíches naturais, sucos, cervejas e drinks.

Além da comida saborosa, o ambiente tem uma decoração rústica muito interessante, e o clima perfeito para relaxar – durante toda nossa experiência de almoço de domingo, tinha um harpista tocando no restaurante!

harpa no restaurante do Uaná Etê
Foto: Fui Ser Viajante

Como visitamos o Uaná-Etê no esquema bate e volta saindo do Rio, já chegamos lá com fome por conta das 2 horas de estrada. Lanchamos sanduíches naturais (com opção vegana) + mate da casa pra Rafa e chá de lavanda pra mim.

Chá de lavanda, Uaná-Etê
Foto: Fui Ser viajante

Tanto o chá de lavanda quanto o chá de esmeralda oferecidos no restaurante vem com a história do chá e uma surpresinha dentro – a pedra, que você pode levar pra casa como lembrança.

Chá de lavanda, Uaná-Etê
Foto: Fui Ser viajante

O cardápio muda toda semana, mas sempre há pelo menos uma opção vegana / vegetariana.

Para cada dia, são reservadas apenas 30 vagas para almoço, e por conta da pandemia o tempo máximo de permanência nas mesas é de 1:30h para que possa ser feita a higienização.

Hospedagem no Parque Uanâ-Etê

Uma coisa muito bacana do Parque Uaná-Etê é que ele oferece opções de hospedagem dentro do parque, como uma atividade imersiva de vivência na natureza.

São 4 opções de hospedagem: uma casa envoltas pela floresta (choupana casa spa), um solar embaixo de uma mangueira, uma casa embaixo de uma quaresmeira, e uma cabana ecológica no topo de um monte.

É preciso entrar em contato com o parque para verificar preços e disponibilidade, mas eu fiquei muito interessada em viver a experiência de pernoite na cabana no monte – que tem uma posição privilegiada dentro do parque e um conceito arquitetônico bem interessante.

Sinal de telefone e internet

O sinal de telefone e de internet no parqué bem instável. Praticamente da portaria até metade do parque, você não pega sinal nenhum.

Somente do meio pro final da visita, quando você chega na parte mais alta do Uaná-Etê (perto das asas de águia e da árvore das infinitas possibilidades), você consegue captar algum sinal.

Por isso, vá precavido: leve dinheiro em espécie na visita, porque dependendo do dia, pode ser que a máquina de cartão não esteja funcionando.

Relato de visita ao Parque Uaná-Etê e dicas para aproveitar mais

Fizemos a visita ao Parque Uaná-Etê num domingo, num esquema de bate e volta saindo do Rio de Janeiro.

Em um dia deu para aproveitar bastante: fizemos o tour guiado para conhecer melhor a história e curiosidades do Uanâ-Etê, almoçamos no bistrô, depois passeamos por conta própria para conhecer mais a fundo algumas atrações, fazer fotos e relaxar.

Parque Uaná-Etê em Paulo de Frontin
Parque Uaná-Etê em Paulo de Frontin

Se você também pretende tirar um dia para conhecer o parque, minha dica é se organizar para fazer assim:

  1. Chegue cedo – o parque abre às 10h.
  2. Se chegar com fome, faça um lanche na entrada. O restaurante vende sanduíches naturais e sucos.
  3. Aproveite esse primeiro momento para começar a conhecer as atrações por conta própria.
  4. Faça um tour guiado gratuito. Ajuda muito a entender melhor as obras de arte, além da guia ser muito simpática e conhecer bons ângulos para fotos. São oferecidos 3 horários de tour no Uanâ-Etê: 11h, 14:30h e 16:30h (lembrando que o tour das 16:30h só pode ser feito por quem comprou o ingresso Hora Rosa, mais caro).
  5. Reserve seu horário de almoço no restaurante de acordo com o horário do tour: o almoço pode ser às 12:30h ou 14:30h. Se você vai fazer o tour das 11h, faça a reserva do almoço às 14:30h. Se vai almoçar 12:30h, faça o tour das 14:30h ou 16:30h.
  6. Aproveite o restante do tempo livre para conhecer o parque com mais calma, fazendo mais fotos e relaxando!

Um detalhe que merece ser destacado é que o parque é bastante aberto, por isso você vai levar “sol na cabeça” durante a visita inteira.

Isso prejudicou um pouco a minha experiência, por exemplo, já que fui em janeiro, no alto verão. Eu fiz o tour das 11h e confesso que depois do almoço eu já estava exausta pelo sol e pelo calor.

Se eu pudesse escolher novamente, eu faria a visita em meses mais “frescos”, como primavera, inverno ou outono. E não esqueça de levar chapéu, protetor solar e repelente de insetos!

Parque Uaná Etê, árvore das possibilidades
Foto: Fui Ser Viajante

Um outro problema do verão é que, como o sol se põe mais tarde, não é possível ver o por do sol no parque, nem com o ingresso Hora Rosa.

Para ver o bonito efeito das cores rosadas do céu no fim do dia, o ideal também é visitar o parque em uma época do ano com dias mais curtos, como o inverno.

Principais atrativos do Uaná-Etê

O parque é cheio de atrativos interessantes, obras interativas e imersivas que convidam o visitante a brincar, experimentar, arriscar, fazer barulho, fazer pose… tem de tudo um pouco.

No começo da visita, o antigo caldeirão recebe os visitantes com um escalda-pés e massagem relaxante – infelizmente esta experiência está desativada na pandemia, mas achei a ideia demais!

Escalda-pés no parque Uaná-Etê
Foto: Fui Ser Viajante

Em seguida, vem um espaço destinado ao banho com lamas medicinais também despertou minha curiosidade – esse atrativo também não está funcionando durante a pandemia, mas não desempolgue: tem muito mais pra ver!

Parque Uaná-Etê - banho de lama
Foto: Fui Ser Viajante

Depois de um bonito mirante, os caminhos se dividem entre o caminho das luzes e o caminho das sombras. Seguindo escada acima, você vai viver as experiências do caminho da luz.

Parque Uaná-Etê, Paulo de Frontin
Foto: Fui Ser viajante

Sons, cristais, tambores, sinos, são várias atividades para você ir se conectando com o parque, com o universo interior e exterior – essa parte do passeio faz muito mais sentido se você estiver passeando com o guia, para entender cada uma das obras.

Quando você chega ao anfiteatro, já considero que o passeio pode ser realizado por conta própria sem muito prejuízo. É justamente nessa parte que ficam as obras mais fotogênicas do parque.

  • o Vale dos Sinos:
Vale dos sinos, Parque Uaná Etê
Foto: Fui Ser Viajante

  • o Mirante da Águia (que representa o grande sonho da humanidade, de voar)
Mirante das Asas, Parque Uaná-Etê
Foto: Fui Ser Viajante
  • o redário: para descansar um pouco do sol forte do caminho, uma parada nessas redes faz toda diferença. No dia que fomos, tinha um “ponto volante” da lanchonete aqui, vendendo água e refrigerante.
  • o campo de lavandas: muito fotogênico! Você pode caminhar por entre o lavandário, tirar fotos… E as lavandas são plantadas pelos próprios visitantes!
Parque Uaná-Etê em paulo de Frotin, campo de lavandas
Foto: Fui Ser Viajante

Em certa época do ano, acontece também o plantio de girassóis no parque, e o campo de girassóis vira outra atração imperdível do Uaná-Etê. Quando visitamos, estava acontecendo o plantio de girassóis e nós trouxemos algumas sementes para casa!

  • a árvore das infinitas possibilidades: repleta de fitas e desejos, amarradas pelos próprios visitantes do parque. Você pode comprar uma fita ao entrar no parque. Quem compra o ingresso online recebia uma fita “cortesia” ao visitar o parque.
Parque Uaná Etê, árvore das possibilidades
Foto: Fui Ser Viajante

Essas foram as minhas atrações favoritas, mas ainda existe muito mais que ver, ouvir e sentir no Uaná-Etê.

É uma experiência bem diferente de tudo que está sendo oferecido pelo turismo na região. Além de ser um lugar para conexão com a natureza, relaxamento e meditação.

De forma geral, eu gostei muito da visita. Para um passeio bate e volta de um dia, com transporte, ingressos, lanche e almoço, é um passeio com preço alto, mas ainda acho que vale a pena pela experiência diferentona.

Parque Uaná-Etê em Paulo de Frontin
Foto: Fui Ser Viajante

Uma forma de “suavizar” o orçamento é, ao invés de fazer um bate e volta, visitar o Parque Uaná-Etê quando estiver viajando por uma das cidades vizinhas, como Vassouras ou Miguel Pereira.

Veja onde se hospedar em Vassouras

Dicas de hospedagem em Miguel Pereira

O que achou da experiência no Uaná-Etê?

E aí, empolgou para visitar o Parque Uaná-Etê? Já conhece o lugar? Achou que valeu a pena a visita?

Conta nos comentários como foi sua experiência! E se tiver mais alguma dica que considere importante sobre a visita ou o parque, também coloca aqui nos comentários para ajudar outros viajantes!

Avatar for Klécia
Klécia
Pernambucana radicada no Rio de Janeiro, mas que escolheu chamar o mundo inteiro de lar. Apaixonada pelas estradas e pelos destinos, acredita no poder dos encontros e descobertas de quem está sempre a caminho. O maior sonho? Colocar a mochila nas costas e dar a volta ao mundo ♥
Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *