Fui Ser Viajante

Museu do Açude na Floresta da Tijuca, Rio de Janeiro

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Como visitar o Museu do Açude no Rio de Janeiro | Eu precisei morar no Rio de Janeiro mais de 6 anos para um dia pegar o carro e ir até o Museu do Açude, no Alto da Boa Vista, no meio da Floresta da Tijuca.

Mas se você quer saber a minha opinião sincera, você não devia esperar tanto.

A visita ao Museu do Açude é uma experiência bem diferente de tudo que estamos acostumados ao pensar em museus.

A começar pela floresta verde que circunda toda propriedade, que dá um ar refúgio e proteção para a antiga mansão.

O casarão de 1913 era a casa de veraneio de Castro Maya e foi adaptada para abrigar o museu e receber parte da coleção de arte que o mecenas, um verdadeiro apaixonado por arte, livros e Rio de Janeiro, acumulou em vida.

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A visita dura em média 2 horas, e além das peças de arte e mobília da antiga mansão, você pode fazer pequenas trilhas pela floresta, visitar intervenções artísticas de artistas contemporâneos espalhadas pela propriedade, além de conhecer a mansão em si.

De tão bonita, com seus azulejos portugueses decorando paredes e a antiga piscina, a mansão onde está o Museu do Açude já foi até cenário de novela (como a casa da viúva Porcina em Roque Santeiro e algumas cenas de Amor de Mãe).

Ficou curioso? Então deixa eu pegar esse post para te falar mais sobre o Museu do Açude e como fazer a visita! Vem 🙂

Castro Maya e a Fundação Castro Maya

Raymundo Ottoni de Castro Maya era um homem muito rico, amante da arte e dos livros – e apaixonado pelo Rio de Janeiro.

Ele viajou o mundo e usou seu dinheiro para comprar arte e incentivar artistas. Além disso, em suas duas casas no Rio de Janeiro – uma em Santa Teresa e outra no Alto da Boa Vista – Castro Maya realizava festas memoráveis e recebia gente importante demais, brasileiros e estrangeiros.

Com suas viagens, o acervo de Castro Maya foi crescendo: livros, pinturas de Portinari e Debret (retratando o Brasil colônia), porcelanas orientais e azulejos portugueses – o gosto refinado de Castro Maya transparecia em tudo.

O desejo de Castro Maya era que todo mundo tivesse acesso a essas peças e a sua casa, para ter acesso a uma arte que na época era restrita a alta sociedade.

Como era apaixonado pelo Rio de Janeiro, decidiu criar a Fundação Castro Maya para que essas obras de arte permanecessem para sempre na cidade que era dona do seu coração.

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O Museu do Açude foi criado em 1964 e com a morte de Castro Maya em 1968, passou a ser dirigido pela Fundação que ele criou.

Mas uma coisa não podia ser deixada de lado. O Museu do Açude fica no Alto da Boa Vista, dentro da Floresta da Tijuca, cercado por aquela natureza exuberante e clima fresquinho que são tão característicos do bairro.

Por isso, em 1990, o Museu do Açude deixou de ser visto apenas como um museu de arte e passou a ser considerado Patrimônio Integral – que quer dizer que o lugar se preocupa tanto com o patrimônio cultural quanto com o natural.

O acervo da Fundação Castro Maya hoje está dividido entre as duas casas onde morou Castro Maya: o Museu do Açude, no Alto da Boa Vista, e o Museu Chácara do Céu, em Santa Teresa.

Para ter uma experiência completa sobre a vida e as coleções de Castro Maya, recomendo de verdade que você visite os dois museus.

E se você é mesmo fã de museus, temos um post sobre os museus do Rio de Janeiro (e como visitá-los de graça!).

Como é a visita ao Museu do Açude

Nós optamos por ir de carro, porque o acesso ao Museu do Açude não é exatamente fácil para usar transporte público (vou explicar como chegar lá de ônibus mais abaixo no post).

O estacionamento é gratuito, embora não haja muitas vagas. Eles fazem controle do acesso porque a estrada entre a cancela e a mansão é estreita, só cabe um carro por vez.

São 4 edifícios para visitar no Museu do Açude, e estacionamos ao lado do primeiro deles, o Pavilhão de Recepção.

É uma espécie de galpão onde estão expostas algumas obras, azulejos e porcelanas na varanda. Pagamos o ingresso e pudemos ver a pequena exposição Retratos de Raymundo, com peças e um pequeno documentário sobre a vida pessoal e social de Castro Maya.

Ali, o senhor que nos atendeu indicou o caminho para as próximas visitas. Primeiro, descemos a ladeira em direção à cancela de entrada da propriedade.

No caminho, encontramos o acesso à antiga piscina, que hoje está vazia – o que dá ainda mais charme ao cenário pitoresco de ter uma piscina revestida com lindos azulejos, no meio da floresta. Esse Castro Maya sabia viver!

Tiramos fotos e mais fotos nessa piscina, um dos lugares mais fascinantes do Museu do Açude.

Depois, fomos para a casa principal, a antiga mansão de Castro Maya. Ela fica ao lado do Pavilhão de Recepção. Tanto o pátio quanto o interior é bem interessante.

As peças de decoração, mobília de época e obras de arte mostram como Castro Maya tinha bom gosto e era apaixonado pelo belo.

No térreo estão representado alguns dos ambientes da casa como eram na época que o mecenas usava a casa, como sala de jantar e cozinha. No andar de cima, é possível visitar a reserva técnica do museu, com mobiliário da casa e mais obras de arte.

Nos fundos da mansão, você encontra a Galeria Debret. Até 1990, o prédio abrigava a coleção de pinturas do pintor francês, mas elas foram transferidas para o Museu Chácara do Céu.

Na atualidade, o lugar é usado para uma exposição de litografia, com pecas usadas na estamparia de produtos da antiga fábrica de alimentos de Castro Maya.

No entanto, esse prédio estava em reforma no dia da nossa visita e a gente não pode entrar. Vimos algumas peças dessa coleção expostas no Pavilhão de Recepção, logo que chegamos.

O último prédio do circuito, a Galeria Rugendas, recebe a exposição Paisagem e Patrimônio, que trata da relação de Castro Maya com a natureza da cidade do Rio e da Floresta da Tijuca.

Quando terminamos de explorar os prédios, começamos a percorrer os jardins e as pequenas trilhas que cortam a propriedade.

Um mergulho na floresta da Tijuca, que proporciona contato com a natureza e encontros surpreendentes com algumas intervenções artísticas de arte contemporânea.

Esse circuito museológico ao ar livre é a representação exata do que o Museu do Açude representa: natureza e arte caminhando lado a lado.

Essa é a maior galeria de arte contemporânea ao ar livre do Rio de Janeiro e recomendo muito que você passeie o máximo pelas trilhas para encontrar cada uma das artes.

Minha favorita foi a obra Passarela do artista Eduardo Coimbra. É literalmente uma passarela suspensa em meio às árvores centenárias da floresta, pra dar aquela sensação de realizar o sonho de criança de ter uma casa na árvore – nem que seja por alguns minutos.

Também gostei muito da obra Magic Square Nº 5, de Hélio Oiticica, um conjunto de paredes coloridas que lembram um pouco o cenário de Inhotim (o famoso museu de Minas Gerais).

Eu gostei muito da visita, especialmente pelo sentimento bucólico e quase mágico de visitar um museu dentro de uma floresta.

Embora fique fora do circuito tradicional do turismo no Rio de Janeiro, o Museu do Açude deveria entrar no roteiro de turistas e cariocas que querem conhecer um outro lado do Rio de Janeiro – onde natureza e arte caminham lado a lado de um jeito tão extraordinário.

Planeje sua visita

Onde fica, horários e dias de funcionamento

O Museu do Açude fica na Estrada do Açude, 764, no Alto da Boa Vista – dentro da Floresta da Tijuca no Rio de Janeiro.

O Museu do Açude abre para receber visitantes de quarta a segunda, das 11h às 17h.

Ingressos e gratuidade

O ingresso para visitar o Museu do Açude custa R$ 6, com direito a meia-entrada nos casos previstos em lei (R$ 3).

O ingresso só pode ser pago com dinheiro em espécie – e é bom levar o dinheiro trocado porque dependendo do horário e movimento, pode não ter troco.

Nas quintas-feiras, o museu tem entrada gratuita.

O que levar?

Não esqueça de passar uma boa camada de repelente de insetos. Como fica dentro da floresta, especialmente em tempos mais quentes eles dão as caras e atacam sem pena.

Outra boa dica é usar roupas leves e calçados confortáveis. As trilhas são custas e não exigem preparo, mas é sempre bom ir preparado com um calçado adequado (sem salto).

Como chegar no Museu do Açude de ônibus

A melhor forma de chegar no Museu do Açude, sem dúvidas, é de carro. O estacionamento no local é gratuito. Você pode alugar um carro no Rio de Janeiro e aproveitar para ter mais flexibilidade de deslocamento durante a sua visita.

Você pode optar por ir de táxi / Uber, mas é importante deixar acertada a viagem de volta, já que o sinal de telefone e internet no Museu do Açude é instável e pode não funcionar no dia da sua visita.

Para quem quer ir de transporte público, saiba que não é muito fácil. Primeiro, pegue o metrô linha 1 até a estação terminal Uruguai, na Tijuca.

Lá, vá até o ponto de ônibus na rua Conde de Bonfim e pegue um desses ônibus: 301, 302 ou 345, sentido Usina.

Todos eles sobem o Alto da Boa Vista. Você deve pedir parada no Corpo de Bombeiros do Alto, e seguir subindo por 700 metros a pé pela Estrada do Açude até a cancela de entrada do Museu do Açude.

Para voltar, é só fazer o percurso inverso.

Gostou de conhecer o Museu do Açude?

Se você foi conhecer o Museu do Açude com nossas dicas, deixe aqui um comentário contando como foi a sua experiência!

E se quiser mais dicas para conhecer a cidade e o estado do Rio de Janeiro, é só acompanhar as novidades aqui no blog – nossos posts do Rio de Janeiro vão te ajudar a montar uma viagem incrível!

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