Como alugar um carro na Itália em 2026: sem multas e sem pegadinhas

Como alugar um carro na Itália é a dúvida número um de quem deseja liberdade para explorar o país além dos roteiros de trem.

Afinal, quem não sonha em dirigir pelas colinas da Toscana ao pôr do sol? Ou percorrer as curvas cinematográficas da Costa Amalfitana?

Mas, entre o sonho da Dolce Vita e a realidade das estradas, existem detalhes que podem custar caro no bolso do brasileiro, como as temidas multas por infringir as famosas zonas de tráfego limitado (ZTL).

Dirigindo pela Toscana
Dirigindo pela Toscana. Foto: Fui ser viajante

Neste guia, eu vou te pegar pela mão e mostrar o passo a passo atualizado de como alugar um carro na Itália em 2026.

Escrevi este post para que você não seja apenas mais um turista com uma multa na mala, mas sim um viajante confiante que sabe onde economizar no seguro e como escolher o carro ideal para as ruelas medievais.

Vamos transformar essa burocracia em quilômetros de boas memórias?

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Documentos para alugar carro na Itália: regras para brasileiros em 2026

Se tem um ponto onde precisamos falar sério, é nesse tópico da documentação para alugar um carro e dirigir na Itália.

Recentemente, as autoridades italianas intensificaram a fiscalização e as locadoras estão sendo multadas por entregar chaves a estrangeiros sem a documentação completa. Portanto, esqueça a sorte e foque no regulamento.

Para retirar o carro da locadora na Itália, você vai precisar de:

1. Passaporte

Não conte com cópias autenticadas. Leve sempre o original. Algumas locadoras pedem para ver o carimbo de entrada no Espaço Schengen para garantir que você não ultrapassou os 90 dias de turista, o que invalidaria sua permissão de condução.

2. CNH Brasileira + PID

Para dirigir na Itália, a PID é obrigatória. Segundo o Artigo 135 do Código de Trânsito Italiano (Codice della Strada), motoristas com habilitação emitida em países fora da União Europeia devem portar a Permissão Internacional para Dirigir.

Por isso, na hora de retirar o carro, hoje em dia a PID é sempre solicitada. No passado, nem sempre, então você vai ouvir algum turista falando que conseguiu retirar o carro sem ela. Não vale a pena correr esse risco em 2026.

Isso porque, mesmo que por uma sorte qualquer você consiga retirar o carro da locadora sem a PID, se você for parado em uma blitz da Polizia Stradale ou dos Carabinieri sem a PID, vai ser multado.

A multa na Itália por dirigir sem a PID pode variar de 160€ a mais de 600€, e o veículo pode sofrer retenção administrativa.

Além disso, em caso de acidente, o seu seguro (mesmo o mais caro) pode ser anulado por você estar conduzindo o veículo de forma irregular.

3. Cartão de crédito e o bloqueio do caução

Você também precisa apresentar um cartão de crédito físico e nominal para a garantia (deposito cauzionale).

Fique atento a esse detalhe: o cartão deve ser físico e estar no nome do condutor principal.

Tenha muito cuidado com cartões de bancos como Wise ou Nomad para o bloqueio.

Embora sejam excelentes para o uso diário, muitas locadoras tradicionais (como Hertz, Avis e Europcar) recusam esses cartões para a caução por serem classificados como “debit” ou “prepaid” no sistema deles.

Tenha sempre um cartão de crédito “tradicional” (com limite de pelo menos 800€ a 1.500€ livre) para essa finalidade.

Lembre que o seguro viagem é obrigatório para viajantes brasileiros na Itália!

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Como emitir a PID em 2026?

Você tem dois caminhos oficiais, e minha dica é fazer com pelo menos 30 dias de antecedência:

  • DETRAN: Você solicita pelo site do Detran do estado onde sua CNH foi emitida. As taxas variam drasticamente (em SP é um valor, no RJ outro). O prazo para emissão também depende do estado. Aqui no Rio de Janeiro, quando fiz a minha consegui retirar em 7 dias, mas nem sempre é esse o prazo vigente.
  • Automóvel Clube Brasileiro: É a entidade oficial autorizada pela FIA no Brasil. Muitas vezes é o caminho mais rápido para quem tem pressa, pois eles enviam via courier para todo o país. Se você está com prazo apertado, pode ser melhor fazer a emissão no Automóvel Clube mais próximo de você.
⭐ Dica da Lila:

Se você já está na Europa e percebeu que esqueceu a PID, a única alternativa legal é a Tradução Juramentada da CNH. Ela deve ser feita por um tradutor oficial reconhecido pelo tribunal italiano. É um processo mais caro e lento (pode levar 3 a 5 dias úteis), por isso, vale mais a pena fazer a PID ainda no Brasil.

Onde alugar carro na Itália?

Alugar um carro na Itália pode ser uma das maiores despesas da viagem, mas se você souber onde procurar, a economia pode chegar a 40%.

Não se trata apenas de escolher a locadora mais famosa, mas sim de usar a tecnologia a seu favor.

1. Use comparadores de preços (eu sempre faço isso!)

Eu nunca recomendo ir direto no site de uma locadora (como Hertz ou Avis) sem antes passar por um comparador. Na Itália, os preços flutuam diariamente.

No site comparador de preços, você consegue ter uma visão ampliada dos preços em diversas locadoras ao mesmo tempo, comparar e escolher o carro da categoria que você precisa, com o melhor custo-benefício.

Eu costumo usar o comparador da Rentcars, uma empresa muito popular entre brasileiros, porque permite que você pague em reais (BRL), o que significa zero IOF (economizando 4,38% desse imposto) e ainda pode parcelar no cartão de crédito.

Além disso, o suporte é em português, o que ajuda muito caso você precise alterar a reserva.

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2. Locadoras na Itália: escolhendo entre gigantes, locais e low costs

Não se engane: na Itália, a marca no letreiro do balcão diz muito sobre como será o seu atendimento e, principalmente, a sua paz de espírito na devolução. Basicamente, na Itália você vai encontrar três categorias de locadoras:

As gigantes globais

  • Empresas: Sixt, Hertz, Avis e Europcar.
  • Perfil: São as que ocupam os melhores espaços nos aeroportos (geralmente dentro do terminal).
  • Pontos positivos: Frotas novíssimas (é comum pegar carros com cheiro de novo e menos de 5.000 km) e processos de check-out digitais rápidos. Se você tem status em programas de fidelidade, como o Hertz Gold, pode literalmente pegar a chave e sair sem passar pelo balcão.
  • Fique sabendo: Na Itália, essas são as locadoras mais caras e mais cuidadosas com documentação na hora de alugar um carro. A Sixt costuma ter os carros mais luxuosos e automáticos, enquanto a Hertz costuma a mais rígida com a documentação.

As locais de confiança

  • Empresas: Locauto, Sicily by Car e Maggiore.
  • Perfil: São empresas italianas sólidas que competem de igual para igual com as globais.
  • Pontos positivos: A Locauto é, para muitos viajantes frequentes, a melhor da Itália. Eles têm uma frota excelente e um atendimento menos “robótico”. Já a Sicily by Car é uma gigante regional, costuma ter preços imbatíveis no Sul (Sicília e Puglia). Como essas empresas tem melhores preços, costumam ter filas mais longas nos principais aeroportos durante a alta temporada.
  • Fique sabendo: Elas costumam ser mais flexíveis com cartões de crédito brasileiros, mas ainda exigem o cartão físico.

O aluguel com empresas locais de confiança vale a pena especialmente se o seu roteiro inclui cidades do Sul da Itália ou ilhas como a Sicília.

As locadoras locais (Maggiore e Sicily by Car) são bem reconhecidas na região e costumam ter mais lojas de apoio, caso você precise trocar de carro por algum imprevisto técnico, por exemplo.

As “low costs”

  • Empresas: Goldcar, Drivalia (antiga Leasys), Centauro e Noleggiare.
  • Perfil: Preços tentadores de tão baratos (diárias de 5€ ou 10€).
  • Pontos de atenção: Para sustentar os preços baixos nas diárias, essas empresas ganham dinheiro vendendo seguros superfaturados no balcão ou “encontrando danos” na devolução.
  • Quando usar: Apenas se você contratar o seguro total (Full Cover) diretamente no site deles e estiver disposto a pegar um shuttle (van) para um pátio fora do aeroporto.

A Goldcar, especificamente, é famosa mundialmente pela tática de dizer que seu seguro do cartão ou do comparador “não é válido” para forçar a compra do seguro deles.

Porque eles fazem isso: o seguro do cartão de crédito funciona por reembolso, ou seja, você paga o dano à locadora e depois pede o dinheiro de volta ao banco.

É por isso que as locadoras tentam te empurrar o seguro delas, que oferece cobertura imediata.

Se você for sem seguro total da própria locadora, eles vão bloquear um valor altíssimo no seu cartão (até 2.500€ de caução) e farão uma “perícia detalhada” em cada micro-risco na hora da devolução.

Tabela de comparação rápida para sua escolha:

CategoriaMelhor Para…Nível de Estresse/ Preços médio
Premium (Sixt/Hertz)Rapidez na retirada e carros novos.Baixo /
$$$$
Locais (Locauto/Sicily)Equilíbrio custo-benefício.Médio /
$$$
Low Cost (Noleggiare)Quem viaja com orçamento apertado.Alto / $
⭐ Dica da Lila:

Aqui eu vou te dar uma dica de ouro que eu sempre faço quando alugo carro, especialmente na Europa. Não importa se você alugou com a locadora mais luxuosa ou com a mais barata: antes de colocar suas malas no porta-malas e dar a partida, faça um vídeo detalhado do carro.

Use o seu celular para fazer um vídeo contínuo dando a volta em todo o veículo. Foque especialmente nos quatro cantos (para-choques), nas rodas (onde os arranhões em guias são comuns) e no teto.

E aqui vai o meu segredo de segurança: eu faço esse vídeo no momento da retirada e repito exatamente o mesmo processo na hora da devolução. Isso é essencial se você for devolver o carro fora do horário comercial, apenas deixando a chave em um local indicado sem a revisão imediata de um funcionário.

Por que fazer isso? Se após a devolução tentarem te cobrar por um risco que você tem certeza que já estava lá, você não precisa discutir. Basta abrir a galeria do seu celular, mostrar a data e o horário do vídeo da retirada e provar que aquele dano não é seu por meio dessa prova documental.

Quanto custa alugar um carro na Itália (tabela 2026)

Se viajou para a Europa antes da pandemia, esqueça aqueles preços! A inflação no continente europeu e a alta demanda por carros automáticos mudaram os valores.

Para te ajudar, simulei os custos médios no site da RentCars, baseados em retiradas no aeroporto de Roma (Fiumicino).

1. Estimativa de diárias por categoria

Valores médios para reservas feitas com 3 meses de antecedência.

CategoriaBaixa temporada
(jan-mar)
Alta temporada
(jun-ago)
Mini / Econômico
(Modelo Ref. Fiat 500 / Panda)
€ 25 a € 45€ 60 a € 95
Compacto / Médio
(Modelo Ref. VW Golf / Fiat Tipo)
€ 40 a € 70€ 85 a € 130
SUV / Intermediário
(Modelo Ref. Jeep Renegade)
€ 55 a € 90€ 110 a € 180
Luxo / Automático
(Modelo Ref. BMW Série 3)
€ 90 a € 150€ 200+

2. Seguro de carro na Itália (CDW, TP e franquia zero)

Na Itália, quando você aluga um carro a Proteção contra Roubo (TP) e a Proteção contra Danos (CDW) costumam vir incluídas, mas elas têm uma franquia (o valor que você paga do bolso antes do seguro cobrir).

O valor da franquia média na Itália fica em torno de € 1.000 a € 1.500.

Você também pode optar pela cobertura com custo da “franquia zero” (a chamada Super Cover). Custa em média entre € 15 a € 35 por dia, o que pode parecer caro inicialmente, mas vai por mim: é o preço da sua paz.

Apenas um retrovisor quebrado em uma viela pode custar facilmente € 300. Na Itália, o seguro total não é gasto, é investimento em viajar com menos preocupação.

3. Demais custos do aluguel de carro – o que muita gente esquece

Além da diária, o seu orçamento deve prever os custos operacionais. Na Itália, esses são os valores em 2026 ficam em torno dessa média:

  • Combustível: A gasolina (benzina) está oscilando entre € 1,75 e € 1,95 por litro. Já o diesel (gasolio) custa cerca de € 1,65.
    • Dica: O diesel ainda vale muito a pena para roteiros longos (mais de 1.000 km).
  • Pedágios (Autostrade): Calcule cerca de € 0,08 a € 0,10 por quilômetro.
    • Exemplo: Roma → Florença custa aproximadamente € 18,50 de pedágio.
  • Taxa de condutor jovem: Se você tem menos de 25 anos, precisa pagar uma taxa extra para dirigir na Itália. Fica em torno de € 20 a € 35 por dia.
  • Caução (depósito de segurança): Este valor fica bloqueado no seu cartão. Para 2026, as locadoras estão retendo entre € 600 (carros pequenos) e € 2.000 (SUVs e Luxo).

Resumo do orçamento: aluguel de carro econômico na Itália em 2026 (estimativa)

Com base no nosso orçamento, esse é o custo médio para alugar um carro econômico para percorrer cerca de 100 km por dia. Note que os valores podem variar conforme a região (o Sul tende a ser mais barato que o Norte).

Item de GastoBaixa Temporada
(Out-Mar)
Alta Temporada
(Mai-Set)
Aluguel + Seguro Total€ 45 a € 60€ 85 a € 120
Combustível + Pedágios€ 25 a € 35€ 30 a € 40
Estacionamentos€ 15 a € 25€ 25 a € 45
TOTAL DIÁRIO€ 85 a € 120€ 140 a € 205
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Faça isso com antecedência! Se você reservar com menos de 30 dias de antecedência para a data da sua viagem, esses valores de aluguel podem subir mais 40%. O segredo da economia para aluguel de carro na Itália é a antecedência e o pagamento em Reais (BRL) para fugir do IOF de 4,38%.

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Como economizar no aluguel de carro na Itália em 2026

Aqui vou te dar 5 dicas rápidas que vão te ajudar a economizar com o seu aluguel de carro na Itália:

  • Evite retirar o veículo em estações de trem: Retirar o carro em estações centrais como Roma Termini ou Milano Centrale costuma ter uma “taxa de localização” alta, além do caos para sair dirigindo em áreas de trânsito restrito (ZTL). Se puder, retire o carro no aeroporto; a oferta de veículos é maior e os preços, mais competitivos.
  • A regra dos 4 meses: Para viagens em 2026, o melhor momento para reservar o carro para sua viagem à Itália encontrando os melhores preços é entre 4 a 6 meses de antecedência. Deixar para a última hora, especialmente no verão europeu, pode fazer a diária triplicar.
  • Cuidado com o “upgrade grátis“: Se te oferecerem um upgrade para um SUV enorme, pense duas vezes. Na Itália, carro pequeno é luxo. As ruas da Toscana e da Costa Amalfitana são estreitas, e as vagas de estacionamento são minúsculas. Um carro menor economiza combustível e evita arranhões na lataria (que custam caro na devolução).
  • Devolução com tanque cheio: Sempre escolha a política de combustível “Cheio para Cheio” (Pieno/Pieno). As locadoras cobram uma taxa de serviço abusiva (além do preço do litro do combustível ser bem mais caro que no posto) se você devolver o carro com o tanque incompleto.
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Fique atento ao custo da “taxa de retorno” (one-way fee)

Um erro comum de quem planeja a primeira viagem é achar que pode retirar o carro em uma cidade e devolvê-lo em outra (por exemplo, retirar em Roma e entregar em Veneza) pelo mesmo preço.

Na prática, as locadoras cobram uma taxa extra para cobrir a logística de levar aquele veículo de volta à base de origem. É o que chamamos de Taxa de Retorno ou One-Way Fee.

Na Itália, essa taxa geralmente varia entre € 70 e € 200 para devoluções dentro do próprio país.

No entanto, se o seu plano for cruzar a fronteira (por exemplo, retirar em Milão e devolver em Paris), essa taxa pode saltar para € 800 ou mais, tornando a viagem muitas vezes economicamente inviável.

Existem dois segredos que pouca gente conta para quem está alugando pela primeira vez:

  1. Priorize fazer um roteiro circular: Sempre que possível, planeje sua viagem para começar e terminar na mesma cidade (Ex: Roma → Toscana → Roma). Isso zera a taxa de retorno automaticamente e, muitas vezes, garante passagens aéreas mais baratas.
  2. O fluxo de demanda: Às vezes, a locadora precisa levar carros de uma cidade para outra (por exemplo, do Sul para o Norte após o fim do verão). Se o seu roteiro coincidir com essa necessidade da empresa, a taxa pode ser reduzida ou até zerada.

Atenção: Se você vai precisar devolver o carro em uma cidade diferente, ao fazer a sua cotação de aluguel de carro, verifique se o valor exibido já inclui a “Taxa de Devolução”.

Algumas locadoras mostram um preço atraente, mas deixam para cobrar a taxa de retorno apenas no balcão, em euros.

Ler as “Condições de Aluguel” antes de clicar em comprar é o que separa o viajante preparado do turista pego de surpresa.

Melhores carros para alugar na Itália

No Brasil, temos a cultura de que carros grandes, como SUVs e sedãs espaçosos, são melhores para viajar. Na Itália, a lógica é invertida. Quanto menor o seu carro, mais fácil será a sua vida.

Aqui vai minha lista com as melhores categorias de carros para alugar na Itália:

Categoria “Mini”

Ideal para: Viajantes solo ou casais com pouca bagagem (duas malas de bordo ou uma grande).

Modelos como o Fiat 500 ou o Fiat Panda são os meus favoritos para alugar na Itália por um motivo: eles foram desenhados para viajar pela Itália!

Estacionando na Piazza Vittorio Emanuelle
Estacionando na Piazza Vittorio Emanuelle Pisa. Foto: Fui ser viajante

Eles cabem em qualquer vaga (e você vai agradecer por isso ao tentar estacionar em cidades como Amalfi ou Siena). Além disso, são extremamente econômicos.

Categoria econômica ou compacta

Ideal para: Casais em viagens mais longas ou 3 adultos.

Modelos como o Lancia Ypsilon, Renault Clio ou Volkswagen Polo oferecem um pouco mais de conforto na estrada do que os minis, mas ainda mantêm uma largura aceitável para as estradas secundárias.

O porta-malas costuma acomodar bem duas malas médias.

O que não alugar na Itália: SUVs e carros grandes

Você verá muitas ofertas de Jeep Renegade ou BMW para alugar. Eles são tentadores, mas pense bem no seu roteiro.

Se você pretende circular apenas por grandes rodovias e ficar em hotéis modernos com garagens amplas, tudo bem.

Mas se o seu sonho é entrar em vilarejos medievais ou percorrer a Costa Amalfitana, um carro largo será um gerador constante de perrengue.

Você passará o tempo todo preocupado em não ralar o retrovisor nas paredes de pedra das ruas.

Escolhas para ficar atento na hora de fazer a reserva:

Carro manual ou automático?

Este é o ponto mais importante para quem nunca dirigiu na Europa: a maioria da frota italiana ainda é de carros manuais (com marcha).

Se você só dirige automático no Brasil: Você deve fazer a reserva do seu carro automático com muita antecedência e estar preparado para pagar mais caro por isso.

Na Itália, o carro automático é considerado um item extra e a diária pode custar o dobro de um manual.

Atenção no balcão: Sempre confira na confirmação da sua reserva se está escrito “Automatic”. Se não estiver escrito nada, o carro será manual.

Tamanho da mala

Um erro comum de quem aluga carro pela primeira vez é escolher um carro onde as malas não cabem no porta-malas e ficam visíveis no banco de trás.

Quando alugar carro na Itália, nunca deixe malas ou mochilas expostas dentro do carro. Infelizmente, furtos em carros de turistas são comuns em áreas de mirantes, praias e cidades muito turísticas, como Pisa.

Escolha um carro onde toda a sua bagagem fique escondida sob o tampão do porta-malas. Se as malas não couberem, é sinal de que você precisa de um carro da categoria acima ou de malas menores.

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Leis de trânsito: como evitar multas dirigindo na Itália

Em 2026, a fiscalização eletrônica nas cidades italianas está mais rigorosa do que nunca. Para se proteger das multas, tem algumas regras de trânsito que você precisa entender antes de viajar:

ZTL na Itália: explicando para quem nunca dirigiu na Europa

Se existe um motivo para brasileiros que alugaram um carro na Itália receberem cobranças no cartão de crédito meses após a viagem, o nome é ZTL (Zona a Traffico Limitato).

Imagine que você está dirigindo por uma cidadezinha linda na Toscana. O GPS diz “vire à direita”, você vira e, de repente, vê uma câmera em um poste.

Não tem guarda, ninguém te parou, mas parabéns: você acabou de ganhar uma multa de uns 100 euros. Isso acontece por causa da ZTL.

No Brasil, estamos acostumados com guardas ou radares de velocidade. Na Itália, o sistema é focado em quem pode entrar no centro das cidades.

Quase todo centro histórico é fechado para turistas e aberto apenas para moradores.

Como eu sei que estou entrando em uma ZTL?

Diferente do que dizem, a sinalização está lá, mas ela nem sempre é muito fácil de ver, pode ser bem discreta. Você deve procurar por um poste com uma placa redonda, branca e com uma borda vermelha (parece um sinal de “proibido trânsito”).

Mas o seu melhor amigo será o painel luminoso logo abaixo da placa. Ele funciona como um semáforo de texto:

  • Se você ler VARCO ATTIVO (luz vermelha acesa), pare o carro e dê ré se for preciso. “Varco Attivo” significa que a “porta” está ativa, ou seja, a câmera está ligada e vai multar qualquer um que não more ali.
  • Se ler VARCO NON ATTIVO (luz verde acesa), pode entrar. Isso geralmente acontece à noite ou aos domingos, quando eles liberam o trânsito para todo mundo.
⭐ Dica da Lila:

Nunca, em hipótese alguma, siga o carro da frente. Ele pode ser de um morador que tem autorização. Se você for atrás dele, a câmera vai ler a sua placa, checar no sistema que você é turista e enviar a conta para a locadora.

E se o meu hotel for dentro da área proibida?

Se o seu hotel fica dentro de uma ZTL, muitas vezes eles permitem que você entre para deixar as malas, e depois retire o seu carro da ZTL. Mas atenção, você precisa seguir este passo-a-passo:

  1. Assim que chegar no hotel, a primeira coisa que você vai dizer na recepção é: “Aqui está a placa do meu carro alugado”.
  2. O recepcionista vai entrar em um sistema do governo e avisar: “Esse carro é do meu hóspede, não multem”.
  3. Peça um comprovante ou um e-mail confirmando que eles fizeram isso. Às vezes o sistema falha, e você vai precisar desse papel para cancelar a multa meses depois.

Onde estacionar o carro? Vagas na rua e estacionamentos fechados

Outra insegurança enorme de quem nunca viajou é o estacionamento. Na Itália, você não precisa ler italiano para saber se pode parar; você só precisa olhar para a cor da tinta no asfalto:

  • As faixas azuis são para turistas. Viu uma vaga riscada de azul? Perfeito! Ela é feita para nós, turistas. Mas atenção: ela é paga. Você estaciona, procura o parquímetro, coloca umas moedas ou usa o cartão, pega o papelzinho e coloca ele bem visível em cima do painel, dentro do carro. Se o fiscal passar e não vir o papel, ele multa.
  • As faixas amarelas são para moradores, deficientes ou carga e descarga. Você não pode parar nelas. Nem por um minutinho. O guincho na Itália é muito eficiente, e você não quer ter que descobrir como resgatar um carro em italiano.
  • Atenção às faixas brancas! Elas são uma pegadinha. No papel, elas são gratuitas. Na vida real, 90% das faixas brancas nos centros turísticos são exclusivas para residentes. Se você ver uma vaga branca, procure por uma placa perto dela. Se estiver escrito algo como “Riservato Residenti”, você não pode parar ali.
⭐ Dica da Lila:

Se você está muito inseguro, a estratégia mais inteligente é estacionar em um estacionamento fechado (Parcheggio) fora do centro histórico e pegar um táxi ou caminhar até o hotel.

Custa uns 20 euros por dia, mas te poupa o estresse de ficar decifrando placas enquanto tenta não bater nas lambretas que surgem de todos os lados.

É exatamente isso que faço em toda viagem à Itália: já contabilizo o valor desse estacionamento no meu orçamento diário. Ou procuro um hotel fora da ZTL, que ofereça estacionamento gratuito (outra boa forma de economizar).

Placa de preços no estacionamento de Lucca
Placa de preços no estacionamento de Lucca, Itália. Foto: Fui ser viajante
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Tolerância para álcool e direção

Você estará na terra dos vinhos maravilhosos e do limoncello, mas a regra aqui é de ouro: se for dirigir, não beba.

Na Itália, o limite de álcool no sangue é de 0,5 g/l. Para você ter uma ideia, isso equivale a pouco mais de uma taça de vinho para uma pessoa de porte médio.

Se você tiver menos de 21 anos ou menos de 3 anos de habilitação, a tolerância é ZERO.

As blitze (chamadas de Posto de Blocco) podem acontecer nas saídas de cidades turísticas e à noite.

Se você for pego acima do limite, as consequências são severas: multas que começam em torno de € 500, suspensão imediata da licença para dirigir e, dependendo do nível de álcool, o carro pode ser apreendido na hora.

Além disso, se houver qualquer incidente, o seu seguro será automaticamente cancelado e você terá que arcar com todos os custos do próprio bolso.

Dirigindo na Itália: o que é diferente do Brasil?

Se você está acostumado com o trânsito das cidades brasileiras, dirigir na Itália será uma experiência um tanto quanto familiar. Os italianos também são um pouco impacientes e adoram uma buzina!

Mas algumas coisas são bem diferentes, e é legal conhecer essas regras “silenciosas” para não passar vergonha ou tomar um prejuízo:

Use o farol baixo nas rodovias e estradas principais (mesmo de dia)

Na Itália, a regra é rígida: saiu do perímetro urbano e entrou em uma estrada principal ou rodovia (Autostrada), você deve ligar o farol baixo imediatamente.

Não importa se o sol está rachando ou se o dia está claríssimo. Se você esquecer, qualquer viatura de polícia que passar por você terá um motivo para te parar.

Muitos carros modernos na Europa já ligam os faróis automaticamente. Mas, por garantia, ao entrar no carro alugado, já gire a chave do farol.

Respeite a preferência nas rotatórias

Nas cidades do interior da Itália, você quase não verá semáforos; você verá rotatórias. E aqui a regra é sagrada: a preferência é total e absoluta de quem já está circulando dentro da rotatória.

No Brasil, às vezes ficamos na dúvida ou alguém “força” a entrada.

Na Itália, se você entrar sem esperar a sua vez, o motorista italiano não vai frear gentilmente; ele vai buzinar e chegar bem perto do seu carro para mostrar que você errou. Espere sempre a sua vez com paciência.

Cuidado com o “Autovelox”

Sabe aqueles radares brasileiros que são grandes e bem visíveis em cima da via? Na Itália, eles são muito mais discretos.

São chamados de Autovelox e geralmente parecem pequenas caixas de metal, pintadas de laranja ou azul, instaladas na beira da calçada ou no canteiro central.

Se você vir uma placa com o desenho de um policial de quepe (o símbolo oficial da polícia) e o texto “Controllo Elettronico della Velocità”, saiba que existe um radar nos próximos metros. Mantenha-se rigorosamente no limite da via.

O sistema “Tutor”: o radar que calcula sua média

Essa é a maior diferença para o Brasil. Nas grandes rodovias (Autostrade), existe um sistema chamado Safety Tutor.

Ele não mede a sua velocidade apenas naquele ponto, mas sim a sua velocidade média entre um portal e outro (que podem estar a 10 km de distância).

Não adianta correr e frear só na frente da câmera. Se você fizer o trajeto rápido demais, o sistema calcula que você correu e a multa é gerada automaticamente.

Se o seu carro contar com essa função, ative o “piloto automático” (Cruise Control), para garantir que vai respeitar o limite de velocidade da via.

Telefone no volante? Nem parado no sinal

A fiscalização contra o uso de celular na Itália em 2026 está pesadíssima. As câmeras de monitoramento agora conseguem detectar se o motorista está com o aparelho na mão mesmo através do para-brisa.

As multas são altíssimas e podem suspender o seu direito de dirigir por lá. Se precisar olhar o mapa, use o suporte do carro ou peça para o passageiro ajudar.

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Rodovias italianas: com e sem pedágio

Ao abrir o mapa da Itália, você verá uma malha rodoviária imensa. Mas, na prática, você vai dirigir em dois tipos principais de estradas: as Autostrade (sinalizadas com placas verdes) e as estradas estaduais ou secundárias (sinalizadas com placas azuis).

Saber a diferença entre elas vai mudar completamente a sua experiência de viagem.

Strade Statali e Superstrade (placas azuis)

Se você quer ver a “Itália de verdade”, aquela das plantações de girassóis, das vilas medievais no topo das colinas e das estradas sinuosas, você deve seguir as placas azuis.

Muitas dessas estradas são as chamadas Superstrade (estradas de pista dupla que não cobram pedágio).

Geralmente são estradas muito bonitas, que cruzam e passam perto de pequenas cidades e vilarejos. No entanto, provavelmente também vai ser o caminho mais longo.

Fique apenas atento a um detalhe técnico: nas estradas gratuitas e secundárias, os radares (os Autovelox) são muito mais frequentes do que nas grandes rodovias.

Como você passará por muitas áreas habitadas, o limite de velocidade muda a cada poucos quilômetros. Fique de olho no painel do carro e nas placas de limite de velocidade para não ter surpresas.

Autostrade (placas verdes)

As Autostrade são o equivalente às nossas melhores rodovias concedidas no Brasil. Elas são cercadas, possuem várias faixas e conectam as grandes cidades de forma direta. E, normalmente, são pedagiadas.

Quando vale a pena usar as rodovias pedagiadas?

O pedágio na Itália não é barato, mas ele compra o seu tempo. Se você precisa ir de Roma a Florença, ou de Milão a Veneza, a Autostrada é indispensável.

Elas possuem limites de velocidade maiores (130 km/h) e as famosas áreas de serviço, os Autogrills, onde você pode comer alguma coisa ou ir ao banheiro..

Em viagens longas, não tente economizar fugindo delas; o que você economiza em pedágio, acaba gastando em combustível e cansaço.

Quando vale a pena evitar o pedágio?

Quando o caminho for o destino. Se você está na Toscana e quer ir de uma vila pequena para outra, ou se está percorrendo a costa da Puglia, as estradas secundárias são maravilhosas. Elas são gratuitas, mas o limite de velocidade é bem menor (geralmente 90 km/h) e você passará por dentro de vilarejos, o que exige atenção redobrada com pedestres e radares.

⭐ Dica da Lila:

Se você quiser evitar as autoestradas e seguir somente por rodovias não pegadiadas, você pode configurar isso no seu GPS (Google Maps ou Waze). Existe uma configuração simples chamada “Evitar pedágios”. Ao ativar isso, o aplicativo vai te guiar apenas pelas estradas gratuitas.

Mas faça as contas de tempo e distância direitinho: muitas vezes o que você economiza em pedágio, gasta a mais em combustível e tempo de deslocamento.

Como pagar o pedágio na Itália?

Dirigir nas rodovias italianas, as chamadas Autostrade, é um prazer: o asfalto é impecável e as áreas de serviço (os Autogrills) são maravilhosas.

Mas, para desfrutar disso, você precisará entender o sistema de pagamento, que é baseado na distância que você percorre.

Rodovias com praças de pedágio / cabines

Imagine que você está entrando na rodovia agora. Ao chegar na primeira barreira, você não paga nada. Você verá uma máquina com um botão grande, geralmente vermelho ou iluminado. Você aperta o botão, retira um ticket de papel e a cancela abre.

Este papel é o seu documento mais importante. Guarde-o em um lugar fácil, como no console central, porque você precisará dele para sair da estrada e pagar.

Quando você estiver chegando ao seu destino, verá uma nova praça de pedágio com várias cabines. Fique atento às placas coloridas em cima de cada fila. Elas são grandes para te ajudar à distância.

Pagamento com Telepass (placas amarelas)

As placas amarelas escritas “Telepass” são para os carros que tem o sistema “Sem Parar” da Itália, o Telepass; eu já aluguei carro na Itália que incluía o aparelho no para-brisa.

Na hora de alugar, eles vão te avisar se seu carro tem ou não, e como funciona o pagamento desse pedágio (se está incluído no valor da sua diária, ou será um pagamento extra que você acertará ao fim da locação).

Se você tentar passar numa cabine Telepass sem o aparelho, a cancela não vai subir e você vai travar todo o trânsito.

Pagamento com cartão (placas azuis)

As cabines com placas azuis são exclusivas para pagamento com cartão. Na Itália, o uso de cartão no pedágio é extremamente rápido e não exige senha.

Você insere o seu ticket de papel na fenda indicada, a máquina mostra o valor no visor, e então você insere ou aproxima o seu cartão (pode ser o seu cartão de crédito do Brasil, ou cartões de contas globais como Wise e Nomad).

Em segundos, a máquina devolve o cartão, imprime um recibo se você quiser, e a cancela abre. É um processo rápido e fácil, praticamente sem chance de erro.

Pagamento com dinheiro (placas brancas)

Se você estiver inseguro com cartões e preferir usar dinheiro vivo, procure pelas placas brancas. Elas mostram desenhos de moedas e notas.

Nessas cabines, você insere o ticket e depois coloca as notas ou moedas na máquina. Ela calcula o troco e libera a sua passagem.

Algumas raras cabines ainda têm um funcionário humano, mas em 2026 a maioria é totalmente automática.

E se algo der errado?

Mantenha a calma. Digamos que o seu cartão não passou ou você perdeu o ticket. Jamais tente dar ré no pedágio, pois isso é considerado uma infração gravíssima na Itália.

Em todas as cabines, existe um botão de ajuda (escrito “Aiuto” ou com o símbolo de um interfone).

Se você apertar esse botão, um operador falará com você. Muitas vezes, ele apenas abrirá a cancela e imprimirá um ticket de “pagamento não realizado”.

Com esse papel em mãos, você pode ir embora tranquilo e pagar depois, pela internet, no site oficial da rodovia. É um sistema feito para o trânsito não parar, então não há motivo para pânico.

Rodovias free flow – pedagiadas sem cabine

No norte da Itália, perto de Milão, existem algumas rodovias modernas (como a Pedemontana) que não têm cabines. Você passa por portais com câmeras e, se não estiver atento, nem percebe que foi “cobrado”.

Nesses casos, a placa do seu carro é registrada e você tem alguns dias para entrar no site da empresa e pagar o valor.

Fique atento se a locadora mencionar o sistema “Free Flow“. Se passar por ele, lembre-se de conferir o pagamento online para evitar que a locadora cobre taxas administrativas de você depois.

Aqui tem alguns exemplos de rodovias ao norte da Itália que tem o sistema free flow instalado: A36, A59 e A60. Nelas, não há cabines, apenas câmeras.

Abastecimento e combustível: Self-service (Fai da te) e Servito

Ao chegar em um posto italiano, a primeira coisa que você vai notar é que existem preços diferentes para a mesma gasolina em bombas diferentes. Isso acontece porque a Itália separa o atendimento em duas modalidades:

1. Fai da te (Faça você mesmo)

É a opção mais barata e a preferida de quem quer economizar. Ao ver uma placa escrita “Fai da te” (ou apenas o desenho de um bonequinho abastecendo o próprio carro), saiba que ali você é o frentista.

Como funciona? Você encosta o carro, sai do veiculo. Geralmente existe um terminal de autoatendimento que fica no centro do posto.

Você coloca o seu cartão (ou notas de euro), seleciona o número da sua bomba e a máquina libera o bico para você abastecer até o valor pago.

Se você encher o tanque e sobrar dinheiro, a máquina imprime um ticket de crédito para você usar depois ou retirar o troco na loja de conveniência.

2. Servito (Com serviço)

Se você vir uma bomba com a placa “Servito”, significa que um frentista virá te atender.

O preço do litro no “Servito” pode ser de € 0,20 a € 0,40 mais caro do que no “Fai da te”. Em um tanque cheio, essa brincadeira pode custar 15 ou 20 euros a mais apenas pelo serviço de alguém colocar a mangueira no seu carro.

⭐ Dica da Lila:

A menos que você esteja com muita pressa ou o tempo esteja horrível, sempre procure as bombas de autoatendimento. É simples, intuitivo e o seu bolso agradece.

Atenção: benzina ou gasolio?

Muita gente que aluga carro na Itália não presta atenção nesse detalhe, e acaba precisando desembolsar um dinheirão porque abasteceu o carro com o combustível errado!

Fique atento aos nomes, porque tem uma pegadinha do italiano com o português:

  • Benzina – é Gasolina. Geralmente a mangueira é de cor verde e na bomba escrito “Benzina” ou “Senza Piombo”.
  • Gasolio – é o Diesel. Geralmente a mangueira é de cor preta ou amarela.

E é aqui que muita gente se enrola. “Gasolio” parece “gasolina”, mas É DIESEL. Muitos brasileiros cometem esse erro e acabam colocando diesel em carro a gasolina.

Mas você que acompanha a gente por aqui não, né? A gente te avisou direitinho 😀

Onde conferir qual é o tipo de combustível do meu carro? Dentro da portinha do tanque do carro alugado sempre tem um adesivo indicando o combustível correto. Na dúvida, olhe o adesivo antes de pegar a mangueira.

Horário de funcionamento dos posts de combustível na Itália

Muitos postos pequenos em estradas secundárias fecham para o almoço (entre 12:30 e 15:00) e também à noite.

Nesses horários, o frentista vai embora, mas as bombas continuam funcionando no modo automático (Fai da te).

Nesses casos, você só consegue abastecer se tiver um cartão com chip ou notas de euro para colocar na máquina de pagamento automático.

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Resolva sua viagem para a Itália

Sua viagem para a Itália tem tudo para ser inesquecível, especialmente se você for um viajante organizado e fizer um bom planejamento. Aqui estão os serviços essenciais para sua viagem a Itália:

Garanta seus ingressos para as principais atrações e evite filas

Nos dias de hoje, a Itália é um dos países mais visitados do mundo, e as principais atrações do país tem atrações cujos ingressos esgotam com meses de antecedência.

Definiu suas datas? Faça as reservas das atrações. Não vale a pena deixar pra comprar na hora, além das filas imensas, você corre um grande risco de acabar sem ingresso!

Aqui estão alguns ingressos que recomendo reservar antecipadamente:

Seguro viagem Itália

O Seguro Viagem é obrigatório para entrar no Espaço Schengen (onde a Itália está inclusa) e é sua garantia contra qualquer imprevisto médico, atraso de voo ou perda de bagagem.

Lembre-se: é fundamental contratar uma cobertura mínima de 30.000 euros para estar em conformidade com as regras da imigração europeia.

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Mantenha-se conectado na Itália: Chip Internacional (e-SIM)

Ter internet móvel é essencial no Vaticano e em Roma para usar o GPS, conferir horários, traduzir placas e, principalmente, checar o status das Audiências Papais.

Garanta o seu e-SIM ou chip internacional (com dados ilimitados) para chegar a Roma já conectado, sem sustos na conta telefônica.

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Reserve seus trens na Itália com antecedência

Se o seu roteiro inclui grandes cidades como Roma, Florença, Milão ou Veneza, o trem de alta velocidade é a melhor opção (sim, melhor que o carro alugado!).

Mas atenção: deixar para comprar na hora na estação é um erro que pode custar o triplo do preço. As passagens de trem na Itália funcionam como passagens aéreas: quanto antes você reserva, mais barato paga.

Eu uso e recomendo a Omio para comparar os horários e preços da Trenitalia e da Italo (as duas principais empresas italianas) em uma única tela e em português.

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Chegue ao hotel com conforto e segurança: transfer Aeroporto Roma

Depois de um voo longo, evite o estresse de transporte público ou de táxis desonestos.

O transfer privativo do Aeroporto de Fiumicino (FCO) ou Ciampino (CIA) direto para o seu hotel é a forma mais rápida e segura de começar sua viagem.

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Leia mais sobre a Itália

Continue planejando sua viagem com nossos outros guias:

FAQ: principais perguntas sobre aluguel de carro na Itália

Ainda ficou com alguma dúvida? Reuni aqui as perguntas que mais recebo dos leitores que estão planejando a primeira viagem de carro pela Itália em 2026.

Preciso de seguro para alugar carro na Itália?

Sim, e na Itália os seguros de responsabilidade civil, danos (CDW) e roubo (TP) são obrigatórios por lei e já vêm incluídos no valor base da reserva. A minha recomendação é que você contrate também a “Proteção de Franquia” (Franquia Zero). Sem ela, qualquer arranhão pode custar entre € 800 e € 1.500 do seu bolso antes do seguro começar a pagar.

Posso dirigir com a CNH digital na Itália?

Não arrisque. Embora a CNH digital seja válida no Brasil, as locadoras italianas e a polícia exigem o documento físico original. Além disso, a CNH digital não substitui a necessidade da PID (Permissão Internacional para Dirigir). Leve sempre os dois documentos físicos com você.

O Google Maps funciona bem na Itália?

Funciona muito bem, mas ele tem uma falha: às vezes ele te joga para dentro de uma ZTL (zona proibida) porque é o caminho mais curto. Use o GPS como guia, mas mantenha os olhos nas placas. Se o GPS mandar virar e você vir a placa de círculo vermelho (ZTL), ignore o GPS e siga em frente até ele recalcular a rota por fora do centro histórico.

É difícil dirigir na Itália?

Se você dirige em cidades como São Paulo ou Rio de Janeiro, vai achar o trânsito italiano familiar. Os motoristas são rápidos e um pouco impacientes, mas respeitam muito a sinalização de velocidade e as faixas de pedestres. O maior desafio não é o trânsito em si, mas as ruas estreitas das vilas medievais. Por isso, insisto: alugue o menor carro que couber sua bagagem!

Posso atravessar a fronteira para outros países (França, Suíça, Áustria) com o carro alugado na Itália?

Na maioria das vezes, sim, mas você precisa avisar a locadora no momento da retirada. Algumas empresas cobram uma pequena taxa transfronteiriça. Além disso, países como a Suíça e a Áustria exigem que você compre um selo de pedágio específico (chamado Vignette) para colar no para-brisa assim que cruzar a fronteira.

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Lila Cassemiro
Lila, fundadora do Fui Ser Viajante, é uma viajante incansável com 20 países e 22 estados brasileiros na bagagem. Pernambucana de Gravatá, cresceu entre histórias e sabores que despertaram seu olhar atento para a cultura e diferentes realidades do mundo. Com base atual no Rio de Janeiro, Lila se dedica a viagens culturais e gastronômicas, sempre em busca de experiências autênticas. Sua formação como Sommelier de Cervejas pelo Science of Beer Institute ampliou seu olhar sobre a íntima relação entre território, tradição e sabor, que é a essência de seus roteiros. No Fui Ser Viajante, Lila produz conteúdo com curadoria própria e baseado em vivência real. O blog compartilha roteiros detalhados, dicas práticas e análises culturais que ajudam o leitor a planejar uma viagem com confiança, indo sempre além dos cartões-postais.
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