Museus do Vaticano e Capela Sistina: como aproveitar bem a visita

O que ver nos Museus do Vaticano | Roma e o Vaticano são um museu a céu aberto. Mas além de todas as obras nas ruas e praças, vale a pena entrar em alguns museus de fato, para apreciar algumas das maiores obras da história, frente a frente.

Para quem viaja a Roma e Vaticano, costumo recomendar 2 museus: a Galleria Borghese (meu museu favorito de Roma) e os Museus do Vaticano, que abrigam o maior e mais incrível acervo de arte que eu já vi na vida.

Eu confesso que, antes de chegar lá, eu não tinha noção que quando falam Museus do Vaticano, estavam falando mesmo de um monte de museus diferentes, reunidos num complexo. Mas é exatamente isso.

Os Museus do Vaticano não é um museu, mas vários. Com temáticas diferentes, e cada um com um acervo imenso. Seriam necessários vários dias (ou uma vida) para visitar todo o acervo do complexo.

Com isso em mente, vale a pena ir preparado. Estudar o que tem pra ver nos Museus do Vaticano e organizar um roteiro com o que é importante para você – assim aumentam as chances de você ter uma boa experiência na visita aos Museus do Vaticano.

Lembre ainda: além de você, milhares de pessoas visitam os Museus do Vaticano diariamente. Alguns lugares são mais concorridos, como a Capela Sistina e a Galeria dos Mapas. Outros museus, menos concorridos, ficam bem vazios.

Isso é mais um motivo para ter um roteiro de visita aos Museus do Vaticano e, literalmente, não ser levado pela multidão. É preciso chegar lá sabendo o que você quer ver nos Museus Vaticano.

E nesse post eu vou ajudar a tomar essa decisão e montar seu roteirinho pelo complexo de museus.

Museus do Vaticano: o que você precisa saber antes de ir

Olha o tamanho da minha inocência antes dessa viagem. Quando me falavam em Museus do Vaticano, eu achava que a única grande atração seria a Capela Sistina, no final do percurso.

E muita gente vai até lá só pra isso mesmo: ver os afrescos da pequena capelinha pintados por Michelangelo entre 1508 e 1512.

Tanto é assim que a organização dos Museus do Vaticano estabeleceram dois circuitos para os visitantes: um mais longo, passando por todas as salas, e outro mais curto, que te leva diretamente à Capela Sistina.

Você escolhe como fazer. Tem gente que prefere comprar o ingresso para o primeiro horário do museu, e logo que abrir seguir direto até a Capela Sistina. Depois vem voltando pelo sentido contrário do percurso, ou vê só a Sistina mesmo e já vai embora.

Como eu cheguei bem cedo, mas já encontrei uma multidão (sério, era muita gente) dentro do Museu, desisti da ideia de ir direto até a Sistina – eu não ia conseguir vê-la vazia de jeito nenhum.

Decidi fazer o percurso mais longo pelos Museus do Vaticano e hoje, olhando pra trás, não me arrependo.

Foi muito cansativo, passamos horas andando em salas cheias de gente, às vezes tão apertadas que era difícil sair do lugar.

Apesar de tudo, eu vi coisas tão bonitas e impressionantes que todo o perrengue ficou apenas como uma parte menor das memórias.

O acervo dos Museus do Vaticano é um dos maiores – e mais impressionantes – do mundo. Ele pode, sem medo, ser comparado em importância, com o Louvre, em Paris.

História dos Museus do Vaticano

Dá pra dizer que a Igreja Católica viveu “colecionando” arte ao longo de toda sua história, desde a Idade Média. Mas nesse período ainda não havia o conceito e a organização dos museus.

Mas tantos anos “acumulando” arte por diversos meio resultaram numa tremenda coleção. Um acervo que reunia desde obras de imensurável valor histórico (como peças do Império Romano e Egípcio) até os famosos quadros de artistas do Renascimento.

Mas o conceito de museu só chegou ao Vaticano no século XX. Primeiro foram criados museus etnológicos, históricos e de arte moderna. Depois Pio XI fundou a Pinacoteca, e muitos outros papas deixaram alguma contribuição ampliando salas, criando museus e reorganizando coleções.

Em 1973, foi instalada nos Apartamento Borgia a Coleção de Arte Religiosa Moderna e Contemporânea do Vaticano. Nesse mesmo ano, o Museu Histórico do Vaticano também foi criado.

Em 2000, a entrada dos museus foi unificada, dando enfim esse tom de “complexo de museus” para os Museus do Vaticano.

Museus do Vaticano

O itinerário da visita se torna aos Museus Vaticanos se unifica, incluindo também os Palácios Vaticanos, que incluem espaços de grande destaque no percurso, como a Capela Sistina, as Salas de Rafael, a Galeria dos Mapas, a Galeria das Tapeçarias e os Apartamentos Borgia.

Ingresso Museus do Vaticano: como e quando comprar

Como eu já tinha lido bastante sobre as filas monstruosas de Roma, especialmente para quem visita em média e alta estação (de abril a agosto) decidi comprar todos os ingressos das atrações mais concorridas pela internet, antecipado.

Como os Museus do Vaticano são uma das atrações mais disputadas pelos turistas em Roma, é essencial viajar já com seu ingresso garantido. Evite filas e não perda tempo da sua viagem.

Você pode comprar os ingressos direto no site oficial dos Museus do Vaticano (www.museivaticani.va). Cada ingresso custa €17, mais €4 cobrados como taxa de conveniência.

Vale dizer que o site dos Museus do Vaticano é muito confuso, e eu levei um bom tempo para conseguir comprar os tais ingressos por lá.

Outra opção é comprar o ingresso com uma das empresas que fazem revenda oficial, como a Tiqets.

O ingresso sai um pouco mais caro, mas você não paga taxa de conveniência, ganha um audio-guia em português para ajudar na visita e faz a compra num site bem mais amigável e fácil de navegar.

Compre antecipado: ingresso Museus do Vaticano + Capela Sistina

O ingresso Museus do Vaticano é vendido com hora marcada. Você tem horário para entrar, mas não para sair. O ideal é comprar para seu bilhete para o horário mais cedo possível (9h) para encontrar o museu com menos gente.

Museus do Vaticano -vista da cúpula

Dicas importantes sobre os ingressos Museus do Vaticano:

– Leve o ingresso impresso no dia da sua visita.
– Seja pontual.
– Procure chegar um pouco antes do horário marcado, para se encontrar nas filas.
– Procure a fila de quem já tem ingresso com hora marcada. Existem diversas outras filas (de quem ainda vai comprar, de quem está com grupos de turismo, etc), então cuidado para não se perder.
– Em dias e horários em que os Museus do Vaticano estão muito cheios, essas filas ficam lado a lado e muitas vezes se misturam. Então, tenha muita atenção para não perder tempo na fila errada!
– Existe um acesso que comunica a Capela Sistina diretamente à Basílica de São Pedro, exclusivo para quem compra ingresso de tour guiado. É um baita poupa-tempo, porque você não perde tempo tendo que sair do museu para entrar na fila da Basílica, na Praça São Pedro.

Onde ficam os Museus do Vaticano e como chegar

Para chegar no Vaticano, você vai desembarcar na estação de metrô Ottaviano – San Pietro – Musei Vaticani, da linha A do metrô de Roma. Chegando lá, procure o acesso dos Museus do Vaticano.

Ou você pode fazer como eu, que fui caminhando mesmo de Roma até o Vaticano. Dependendo de onde você está hospedado em Roma, não fica muito longe.

Durante a minha primeira vez em Roma, num mês de abril, eu reservei um dia inteiro para visitar o Vaticano. E foi exatamente nesse dia no Vaticano, que coloquei no roteiro a visita aos Museus do Vaticano.

Mas preciso confessar que achei a sinalização das ruas bem fracas e tive um certo trabalho até encontrar a entrada dos Museus do Vaticano.

E enquanto eu procurava, sempre aparecia um guia freelancer na rua, oferecendo para acompanhar a visita e me mostrar o caminho até o museu. Eu fico muito insegura de contratar essas coisas de última hora, por isso sempre recusei.

Se você quiser um guia, o melhor a fazer é contratar previamente, via internet. Evite golpes na rua.

Para facilitar a vida de todo mundo, com esse mapa você vai achar os Museus do Vaticano rapidinho! Se prepare para caminhar entre 12-15 minutos, desde o começo da Praça de São Pedro até a entrada dos Museus do Vaticano.

Museus do Vaticano - como chegar

Resumindo o caminho para chegar nos Museus Vaticano: vindo do centro de Roma, provavelmente você vai chegar em frente à Praça São Pedro pela Via della Concilliazione.

Você deve ir circundando a praça, seguindo pela Via di Porta Angelica. Você vai começar a margear um muro enorme. Daí em diante, é só seguir pelo muro. Passe pela Piazza del Risorgimento e Vialle Vaticano, até encontrar a entrada dos Museus Vaticano.

Antes de encontrar a entrada, provavelmente você vai encontrar as filas! Vá até a porta do museu e pergunte onde fica a fila para quem já tem ingresso.

Museus do Vaticano

Mapa dos Museus do Vaticano

Na entrada, pegue um folder com o mapa do museu. Ele vai ajudar muito a você se localizar e entender como funcionam os dois circuitos de visitação: o curto (Percurso Breve) e o longo (Percurso Completo).

Museus do Vaticano - Mapa do Percurso

O Percurso Completo dos Museus do Vaticano é o que passa por todas as salas de exposição, em todos os museus.

O Percurso Breve te leva direto à Capela Sistina, passando por algumas poucas salas de exposição no caminho. Grande parte das pessoas escolhe o percurso breve, para chegar logo na parte mais famosa e badalada dos Museus do Vaticano.

Na entrada, também há a possibilidade de alugar áudio-guias, uma boa opção para quem quer aprender mais sobre as salas.

Compre antecipado: ingresso Museus do Vaticano + Capela Sistina

O que ver nos Museus do Vaticano: principais obras e onde encontrar

A primeira impressão que tive ao entrar nos Museus Vaticano: que lugar enorme!

É impossível pensar em visitar todo o complexo em um dia! Sério! Imagina então em uma manhã, que era o que eu planejava. Honestamente, é humanamente impossível.

Então planeje bem seu roteiro para não deixar nenhuma obra importante de fora:

O que você vai ser se seguir o Percurso Completo dos Museus do Vaticano?

Museo Chiaramonti e Braccio Nuovo: 

Nomeado em homenagem ao Papa Pio VII Chiaramonti. O museu foi organizado de forma a expor em conjunto as “três artes irmãs”: escultura, arquitetura e pintura.

Também houve o cuidado de misturar obras-primas com obras de menor valor artístico.

Museus do Vaticano - Museo Chiaramonti

Isso ocorreu por influência das ideias de Quatremère de Quincy, que argumentava que obras de arte só podiam ser realmente compreendidas se fossem exibidas no local onde foram projetadas, e em conjunto com outros trabalhos de qualidade mais baixa.

O Museu Chiaramonti possui mais de mil exemplares de esculturas antigas em exibição. É uma das mais importantes coleções de bustos de retratos romanos do mundo.

Museus do Vaticano - Museo Chiaramonti

O Braccio Nuovo é uma sessão deste museu, dedicada à escultura clássica. É uma das galerias mais lindas, em minha opinião. São 68 metros de comprimento, coberta com lindas claraboias. 

Ao longo dos muros da galeria estão 28 nichos, que possuem estátuas maiores que o tamanho natural, que retratam imperadores e réplicas romanas de estátuas gregas famosas.

Museus do Vaticano - Braccio Nuovo

Os bustos exibidos nos corbéis e meia colunas representam uma galeria de nomes famosos da antiguidade. 

As linhas arquitetônicas, os mármores coloridos das paredes e as lajes de mármore formando mosaicos romanos no chão, compõem um espaço idealizado para recriar o ambiente no qual as esculturas foram vistas originalmente.  

Museus do Vaticano - Braccio Nuovo

Museo Gregoriano-Etrusco:

Também fundado pelo papa Gregório XVI, o museu abriga peças encontradas em uma série de escavações desenvolvidas a partir de 1828 em cidades antigas da Etrúria, que na época pertencia aos Estados Pontifícios.

Posteriormente, doações vieram complementar a coleção. São 22 salas onde estão expostas cerâmicas, bronzes, objetos em ouro e prata, peças romanas e vasos gregos e italiotas (cidades helenísticas do sul da Itália).

Museo Gregoriano-Egizio:

Foi fundado pelo papa Gregório XVI, sendo dedicado a monumentos e artefatos do Egito Antigo, muitos encontrados em escavações na própria Itália, além de coleções privadas adquiridos no século XIX.  

São nove salas e um terraço com estátuas, além de uma ala com peças da Mesopotâmia, Síria e Palestina.

Museus do Vaticano

Museo Pio-Clementino:

O museu é chamado de Pio Clementino em homenagem aos dois papas que supervisionaram sua fundação, o papa Clemente XIV e Pio VI. No total, são 54 salas de exposição apenas neste museu (!!!). 

O museu é dedicado a esculturas antigas, tanto romanas quanto gregas, bem como peças da época do Renascimento. Muitas peças antigas tiveram partes faltantes restauradas.

Sala della Biga: 

Esta sala possui uma monumental carruagem de mármore que ocupa o centro da área – de uma biga, hehe.

Além disso, há estátuas e sarcófagos que descrevem cenas de competições de atletismo e jogos circenses, que incluem o lançamento de discos e as corridas de carros. 

Galleria dei Candelabri:

Seu nome se deve ao enorme candelabro de mármore que, juntamente com as colunas de mármore colorido, divide a área de exposição em seis seções.

A sala foi organizada pelo papa Pio VI e completamente renovada durante o pontificado do Papa Leão XIII.

As obras foram organizadas como mobiliário, seguindo critérios simétricos compatíveis com a arquitetura da galeria, para a qual se obtém acesso através de portões de bronze monumentais, ainda existentes hoje.

Galleria degli Arazzi:

A Galeria das Tapeçarias, que possui tapeçarias flamengas produzidas em Bruxelas pela oficina de Pieter van Aelst durante o papado de Clemente VII (1523-1534).

Elas foram exibidas pela primeira vez na Capela Sistina em 1531, e preparadas para a exposição nesta galeria em 1838. Neste momento do passeio, a galeria começou a ficar muito lotado.

Tão lotado que ficou até meio angustiante, permanecendo assim até o fim da próxima galeria.

Museus do Vaticano - Sala das Tapeçarias

Galleria delle Carte Geografiche:

A Galeria dos Mapas possui 40 mapas pintados, expostos nas paredes. São retratadas as regiões italianas e as posses da Igreja durante o papado de Gregório XIII (1572-1585). Um teto inesquecivelmente lindo!

Museus do Vaticano - Sala de Mapas

Appartamento di San Pio V:

Inclui uma galeria, duas salas pequenas e uma capela. Foi construído pelo Papa Pio V (1566-1572) e merecem destaque os afrescos de Giorgio Vasari e Federico Zuccari.

Estão em exibição também tapeçarias flamengas dos séculos XV e XVI, cerâmicas medievais e renascentistas e alguns mosaicos romanos.

Sala Sobieski e Sala dell’Immacolata:

A Sala Sobieski tem esse nome por conta da grande tela do pintor polonês Jean Matejko (1838-1893), que representa a vitória do rei polonês Jan III Sobieski sobre os turcos em Viena, em 1683.

As outras pinturas no quarto são do século XIX, bem como as pinturas da Sala dell’Imacolata, idealizadas após a proclamação dos dogmas da Imaculada Conceição por Pio IX, em 8 de Dezembro de 1854.

As cenas desta sala fazem alusão às virtudes da Virgem e aos eventos relacionados com a proclamação dos dogmas.

Museus do Vaticano - Sala dell'Immacolata

Stanze di Raffaello:

Esta área constituía o espaço reservado aos apartamentos do Papa Giulio II (1503-1513), que não quis viver nos aposentos utilizados por seu antecessor, Alexander VI.

Os afrescos dessa área foram, em grande parte, pintados por ninguém menos que o próprio Raffaello Sanzio.

Somente as salas desse aposento merecem um post único, para discutir cada pedaço da obra completa e as particularidades do conjunto, como a cronologia e significado das pinturas.

Museus do Vaticano - Stanze di Rafaello

Appartamento Borgia e Collezione Arte Contemporânea: 

O Appartamento Borgia é a ala privada que foi construída pelo Papa Alexandre VI (1492-1503) e decorada por Bernardino di Betto, o Pinturicchio.

Com a morte do pontífice, os apartamentos foram abandonados. Somente no final do século XIX foram reabertos ao público. Atualmente, a maioria dos quartos abrigam a Coleção de Arte Religiosa Moderna, inaugurada por Paulo VI em 1973.

São cerca de seiscentas obras (pintura, escultura e gráfica). Em seguida, seguem salas de exposição de arte contemporânea. Como nessa parte do passeio eu já estava exausta fisica e mentalmente, me demorei bem pouco nesses ambientes.

Museus do Vaticano - Appartamento Borgia

Cappella Sistina:

O ponto alto da visita aos Museus do Vaticano. A primeira surpresa é que a Capela é bem pequena, bem menor do que eu imaginava.

A segunda surpresa é que é proibido tirar fotos de qualquer maneira, fazer muito barulho ou sentar/deitar no chão para olhar o teto com mais cuidado.

A terceira surpresa é que, apesar disso, vai haver muito barulho e muita gente tentando tirar fotos (alguns mais tímidos, outros nem tanto. Isso gera um certo estresse entre os guardas e os visitantes.

Mesmo assim, gaste bons momentos olhando todos os lados, cantos, e principalmente o teto e a parede frontal. Faça isso até seu pescoço doer e pedir pra você baixar a cabeça.

Aproveite o momento de estar frente a frente com uma das maiores obras da humanidade!

A Capela Sistina é nomeada após seu patrono, o Papa Sisto IV (1471-1484). O belo mosaico no chão, construído em modelo medieval, permanece intacto até os dias de hoje, e remonta aos anos 1400.

Trabalharam na capela os pintores florentinos Botticelli, Ghirlandaio, Cosimo Rosselli e Signorelli e artistas da Úmbria, como Perugino e Pinturicchio.

Eles decoraram as paredes laterais, divididas horizontalmente por três faixas horizontais e verticalmente por pilastras elegantes.

No fundo da capela, originalmente pendiam tapeçarias, algumas das quais foram executadas por Rafaello. Hoje, essas peças estão expostos na Pinacoteca do Vaticano. São de perder o fôlego de tão lindas!

O afresco do teto da capela, como visto hoje, foi executado por Michelangelo Buonarroti (1475-1564), um artista já famoso em Florença.

O trabalho foi realizado em quatro anos de trabalho (1508-1512) e tem como tema a história da humanidade no período que antecede a vinda de Cristo. 

A pintura de parede da frente da Capela, o “O Juízo Final”, foi também realizada pelo artista, entre 1536 e 1541. Ela representa o destino inevitável que paira sobre todos os homens, que tem em Deus o Juiz Absoluto.

A Capela está cheia, o tempo todo e todos os dias. A visita não é um momento relaxado e de contemplação. Tem muita pressa, muito “No pictures, Silence” dos guardas.

Muita gente indo e vindo, tentando achar um lugar pra admirar a obra. Uma boa quantidade de pessoas compra a entrada das 9h, e faz o percurso curto para pegar a Sistina mais vazia. Acredito que seja uma boa estratégia, mas eu não quis experimentar.

Tem gente que ainda volta e começa a ver o museu ‘de trás pra frente”. Honestamente, não acredito que seja uma boa ideia estar no contra-fluxo da multidão, especialmente em alguns locais onde ficou bem apertado, como na Sala dos Mapas.

Pelo sim e pelo não, preferi ir vendo o museu no Percurso Completo. Cheguei super cansada na Sistina, depois de horas andando, lendo e observando lindas obras – e outras nem tão interessantes pra mim.

Mas não acho que eu abriria mão de ver todo o resto e ir embora conhecendo só a Sistina. Mas isso é minha opinião, a loka dos museus.

Quem segue pelo acesso privado dos grupos guiados, daqui segue para a Basílica de São Pedro.

Aí, quando você pensa que acabou, tem mais. Muito mais. Mas aqui eu juro que já não estava vendo mais nada, só passando pelas salas. Seguem: a Cappella di San Pietro Martire, a Sala degli Indirizzi, a Sala delle Nozze Aldobrandine e a Sala dei Papiri.

Alguns lindos afrescos e relíquias dessas salas ainda me prenderam por alguns minutos. Existe ainda beleza aqui, mas provavelmente isso possa ser mais apreciado por olhos menos cansados. 🙂

Ao longo dessas salas finais, há vários quiosques da Lojinha do Museu, vendendo os mais diversos tipos de souvenir. As coisas em geral são caras e podem ser encontradas em versões genéricas nos comércios ao redor do Vaticano.

Como queria a significância de ter comprado no Vaticano, escolhi alguns brindes para familiares. Mas não compre nas pequenas lojas do percurso. No final, há uma grande loja que reune todos os produtos, o que facilita a pesquisa e a escolha.

Museus do Vaticano

Por último, temos as exposições: Museo Cristiano, Pinacoteca, Museo Missionario Etnologico, Padiglione delle Carrozze, Museo Pio Cristiano, Museo Gregoriano ProfanoMuseo Filatelico e Numismatico, apresentadas no mapa como a última parte dos Museus do Vaticano a serem visitadas.

Minha última dica: quebre o protocolo e comece a visita aos Museus pela Pinacoteca. É uma parte muito impressionante, com peças lindas como as tapeçarias de Rafaello.

A pinacoteca não merece uma visita de uma pessoa cansada e apressada, louca pra ir embora. Você pode até “pular” as demais exposições dessa área, mas visite a Pinacoteca do Vaticano!

Museus do Vaticano - Pinacoteca
Museus do Vaticano - Pinacoteca

Almoço nos Museus do Vaticano

Terminamos a visita por volta das 14h, exaustos e com muita fome. Decidimos almoçar na Praça de Alimentação dentro dos Museus. Foi uma boa opção, com preço em conta e várias opções de alimentação.

Há vários tipos de restaurantes, como saladas, pizza, massas, sanduíches… A comida não é excepcional mas estava saborosa. O preço foi justo, levando em consideração que estávamos dentro de um museu.

Jardins dos Museus do Vaticano

Os Museus do Vaticano ainda possuem uma enorme área de Jardins, com tantas coisas a ver que renderiam mais umas boas horas por lá. Eu passeei bem pouco por essa área, primeiro por já estar exausta.

Segundo, eu ainda queria combinar a visita à Basílica de São Pedro no mesmo dia. Então deixei para desvendar as belezas dos jardins em outra visita 😉

Lila Cassemiro
Pernambucana, contadora de histórias e bem curiosa. Geminiana apaixonada por artes e culturas, sempre com a mala pronta pra viajar de novo. Eu gosto de gente.
Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Comentários:
Aline Ferreira disse:

Olá1 Consegui agendar uma visita à Necrópole para 14h30 do dia que chego em Roma. Ou seja, não daria tempo de visitar os Museus no mesmo dia. Vale a pena ir duas vezes no Vaticano (um dia só pra Necrópole + basílica e outro só pros Museus) ou ele fica afastado e seria muio contra-mão?

Rafael Cassemiro disse:

Oi Aline, depende de quanto tempo você teria em Roma. O Vaticano fica a uma caminhada média de vários pontos turísticos de Roma, não sendo difícil encaixar uma passada por lá.
Grande Abraço e boa viagem!

Zé Renato disse:

Olá! É possível uma compra única de ingressos para uma mesma pessoa, valendo para dois ou três dias de visita? Existem sanitários por todo Museus…? Grato!

Rafael Cassemiro disse:

Olá Zé Renato, Desulpe a demora na resposta, verifiquei no site do Vaticano e só é possível reservar 1 data por compra. Sendo assim é necessário realizar uma compra separada para cada data de visita.
Quanto aos banheiros, neste link “Mapa Museu Vaticano” é possível baixar o mapa dos museus do vaticano, com a indicação da localização dos banheiros.
Obrigado pela visita e boa viagem!!

contramapa disse:

Xiii, tanta gente em todo o lado. Eu fui faz já uns anos e lembro-me de ter estado horas na fila para entrar. Roma é linda, mas está cheia, cheia de turistas… principalmente o Vaticano!

Klécia disse:

Cheia é uma excelente palavra pra definir! Eu acho que nunca vi tanta gente num lugar só como vi no Coliseu haha. Odeio fila, odeio multidão, mas a cidade me apaixonou mesmo assim <3 Tanta coisa linda pra ver!

Pa Ramos disse:

Encantada com seu post!!! Sou fã de museus também e quero muito conseguir ir um dia ir no Vaticano pra conhecer! É uma pena apenas o tempo que se perde em uma fila né. Poxa, 2:30 é coisa demais… Acaba que a gente vai se cansando =/

Klécia disse:

Oi Pa! A fila realmente é desanimadora! Mas já vi amigos que deram sorte, chegaram lá e tava completamente vazio, sem fila! E eu não demorei tanto também, por já ter ido com o ingresso comprado. Mas ir pra comprar lá, esperando fila, eu nem recomendo. Porque nos dias lotados, a fila vai dobrar a esquina da rua, e quando você pensar em entrar, já vai estar exausta. Espero que você consiga ir visitar Roma em breve 🙂

Passei voando pelo museu do Vaticano pois queria ver a Capella Sistina e já estava quase fechando. Um tal de desce e sobe escada para chegar lá e ter a maior decepção da vida! Me arrependi de não ter tido tempo de explorar o museu que é muito mais interessante!

Klécia disse:

O museu é mesmo lindo, imperdível até, Tina! Eu também achei a Sistina menos do que eu imaginava – apesar de linda, encantadora! Mas recomendo o circuito longo a todo mundo, o museu merece!

Tudo, absolutamente tudo em Roma impressiona, não é mesmo, Klécia! Eu sinto arrepios quando leio seus textos sobre as multidões por todos os lados, pois foi justamente isso que me fez detestar a cidade: gente demais! Sei que tenho que me preparar mentalmente e voltar porque quero muito ver de perto todas as belezas que você menciona.

Looooogico que eu vou fazer o Percurso Completo! Quanta obra extraordinária e emocionante! Não tem explicação para o teto da Galleria delle Carte Geografiche!!!

Eu também não sabia a respeito de tantos museus, salas de exibição e obras. Acho que não conheço ninguém que tenha visitado tantas salas. Só ouço falar da Capela. Estou verdadeiramente impressionada com o tamanho e variedade!

Fiquei louca de vontade de ver tudo isso bem de perto. Em tempo: adoro os restaurantes de museu! eheheh beijocas

Klécia disse:

A multidão assusta mesmo. Eu nunca vi tanta gente junta ao redor de uma atração, como ao redor do Coliseu num dia de domingo. Assustou, e quase me afugentou tambem. Mas descobrir a cidade valeu muito a pena, apesar de. E os museus do vaticano são uma rica e maravilhosa lembrança dessa viagem! 🙂

Juliana Moreti disse:

Que delìcia passear novamente pelo Musei Vaticano com você!
😉
Esse é um dos museus que eu TENHO QUE VOLTAR!

Na época, acredite se quiser, eu não curtia muito museus… Estava começando a conhecer alguns artistas (como Caravaggio e Bernini, que comecei a me encantar em Roma), mas não tinha paciência para ficar em pé em um local fechado (ainda não tenho – hahahahaha).

A primeira vez que passei por là (a porta de entrada fica bem perto do caminho que eu fazia para chegar no centro turìstico – e estava hospedada na Via Aurelia), a fila quase chegava na Porta Angélica (que dà para a Piazza San Pietro); a segunda, passei para mostrar para o Thiago que eu não iria pegar aquela fila imensa (não queria na verdade ir).
Para a nossa sorte, não tinha fila NENHUMA (juro!) e entramos.

Não sei se foi vacilo nosso, mas não nos deram nenhum mapa e não me lembro de ter nenhum roteiro breve.

Passamos por praticamente todas as salas e aos poucos comecei a ficar encantada (e feliz por ter entrado). Adorei os jardim com aquela Pinha gigantesca…. Laoconte… a galeria dos mapas (que teto é aquele?), mas obviamente, nosso destino era a Sala de Rafael e a Capela Sistina!
E eu gostei tanto, que ao sair daquela ala, aceitei entrar na Pinacoteca!
hahahahha

Hoje quero voltar para fazer tudo isso com mais calma. Ver de verdade a Pinacoteca, com os olhos de quem entende um pouco mais de arte, passear por todos os outros museus e principalmente (acredite se quiser), quero conhecer o
Appartamento do papa Borgia! Sei que muita coisa foi destruìda, mas quero conhecer essa sala (no inicio deste ano li alguns livros e romances sobre eles e fiquei super curiosa)!

Enfim… lindo post!

Klécia disse:

Ju, eu queria voltar lá também! Penso sempre e espero que a vida me dê oportunidade disso! O apartamento Borgia é muito encantador – muito pela historia também! Espero que voltemos lá! <3

Juliana Moreti disse:

Sabe por que até agora eu não voltei à Itália? Porque eu não conseguiria retornar para là por pouco tempo… Meu marido acha um erro, mas hoje, para mim, eu preciso de tempo para desbravar!
Eu jà conheci bastante dela!
Pode ser um erro, mas espero que isso não se torne remorso!

Klécia disse:

Eu estou lendo o livro 4 estações em Roma, e uma das coisas que ele fala, e acredito ser verdade, é que não importa se passarmos a vida inteira lá. Roma ainda vai ter o que nos apresentar e surpreender. Eu também penso que quero mais tempo na cidade… Me deixar ficar e viver cada dia sem pressa. Mas se aparecer a oportunidade amanha, vou por pouco tempo mesmo, estou nostálgica ahaha Beijocas!

Patricia Brito Câmara disse:

Adorei o post! Me fez relembrar a minha viagem ao Vaticano e à vizinha Roma! Lindo

Klécia disse:

Lindo demais, mesmo ! Obrigada pela visita, Patricia!

Encantada com esse post! Sou apaixonada por museus e esses estão no topo da minha lista dos que tenho que ver antes de morrer!
A Capela Sistina é um dos melhores!

Klécia disse:

Vale muito a pena, Juliana! É emocionante demais!

Klécia, este museu é lindo demais, né? Eu acho que não fiz uma visita tão detalhada como a tua, até porque estávamos com as filhas e sobrinhas, e fizemos mais corridinho, mas lembro-me que me emocionei com a Capela Sistina. Adorei o post, as dicas, os detalhes. Beijos.

Klécia disse:

Oi Michela! Lindo demais mesmo! <3 A Capela Sistina é de arrancar lágrimas!

Klécia, que lindo esse artigo! Também achava que era só ir na Capela Cistina e perambular na parte externa. Ainda não fui à Itália, apesar de ser um dos lugares que mais tenho vontade de conhecer. Vou salvar seu post para incluir esse tour.
Parabéns, é um dos mais completos que já li!

Klécia disse:

Obrigada Rayane! O museu merece mesmo uma descrição detalhada, é um dos lugares mais bonitos que já visitei!

Adorei o post!!! Quando fui ao Vaticano, entrei somente não Capela Sistina… Agora fiquei com vontade de conhecer as outras partes também… Vou me programar para tentar ir na próxima vez que for a Roma…

Klécia disse:

Vale a pena sim! Tomara que você consiga na proxima!