Visconde de Mauá: guia completo da região

O que fazer em Visconde de Mauá | Cachoeiras, parques naturais, gastronomia típica e clima de serra. A região de Visconde de Mauá é, no mínimo, privilegiada. Como fica a apenas 200 km do Rio de Janeiro, cabe direitinho numa viagem de bate e volta para final de semana.

Visconde de Mauá acabou sendo um destino que nos conquistou, e já repetimos essa viagem de final de semana algumas vezes. Em todas elas, conseguimos montar um roteiro diferente e visitar coisas novas.

Leia também: Pousadas em Visconde de Mauá: onde ficar na região

Acredite quando eu digo: é impossível descobrir tudo o que tem pra fazer em Visconde de Mauá em apenas dois dias. E o lugar é tão acolhedor e convidativo, que você também vai querer repetir a dose.

Entenda Visconde de Mauá

Para entender bem a região de Visconde de Mauá, é preciso saber que não estamos falando de um município.

Encravada no meio da Serra da Mantiqueira, no limite entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, o que chamamos de Visconde de Mauá é uma ampla região que engloba território dos dois estados.

Com uma enorme área verde e parques naturais federais e estaduais, a região de Visconde de Mauá compreende uma boa parte do território de três municípios: Resende-RJ, Itatiaia-RJ and Bocaina de Minas.

Isso mesmo: dois estados, três cidades.

E além de toda área verde, Visconde de Mauá é muito conhecida por suas três vilas: Maromba e Visconde de Mauá, no lado fluminense, e Maringá, que é dividida bem ao meio pelo rio Preto – metade da vila fica do lado de Minas, a outra metade no Rio.

E o que fazer em Visconde de Mauá? A região é um convite aberto para todo tipo de viajante, do mochileiro aventureiro ao casal apaixonado, da viajante solo ao turista interessado em gastronomia.

Visconde de Mauá de dia

O dia em Visconde de Mauá pede pra você sair de casa e explorar as belezas do lugar. Para quem é fã de contato com a natureza, a melhor opção é cair na estrada para descobrir as cachoeiras, visitar mirantes e encarar trilhas.

Rio Preto - Visconde de Mauá

Se você prefere relaxar com conforto, a rede hoteleira da região oferece opções interessantes para quem planeja curtir a natureza sem grandes aventuras.

Nos dois casos, o que não pode ficar de fora é o passeio pelas charmosas vilas de Visconde de Mauá, cada uma com sua pegada própria. Maromba e seu exoterismo, Maringá com as lojinhas de produtos locais e restaurantes, Visconde de Mauá com todo seu charme para fotografia.

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Em qualquer uma das vilas, vale ainda visitar as lojinhas com prateleiras repletas de doces, patês e compotas que te transportam direto para a cozinha da vó.

A vila de Maringá também é interessante para compras. O comércio é pequeno mas interessante, com lojas de jóias, decoração e artesanato, botas de couro, roupas de aventura e casacos. Vale garimpar porque quase sempre eu encontro alguma coisa com preço legal.

Visconde de Mauá de dia

Visconde de Mauá à noite

À noite, o clima das vilas muda. Se estiver frio, quando as lareiras e aquecedores acendem, o pessoal começa a chegar procurando as delícias da gastronomia local, restaurantes com música ao vivo ou lugares mais intimistas para um bom bate-papo.

Para a noite, meu point favorito é a vila de Maringá. Do lado fluminense, os restaurantes tem uma pegada mais despojada. É fácil encontrar música ao vivo no lado do Rio, ideal para grupos de amigos e quem está procurando uma noite animada para curtir.

Quando você atravessa a ponte sobre o Rio Preto e chega na Alameda Gastronômica Tia Sofia do lado mineiro, a pegada muda de novo. Os mineiros capricharam no charme e investiram em bistrôs, restaurantes de alta gastronomia e requinte.

Aqui o jantar tem uma proposta mais intimista, para quem procura uma conversa boa no quentinho da lareira.

Por falar em restaurantes, não deixe de provar a gastronomia típica de Visconde de Mauá.

O prato tradicional é a truta fresca pescada ali mesmo no Rio preto, preparada na pedra. Mas você também vai achar com facilidade restaurantes oferecendo pizza na pedra, fondue e a própria truta com outras preparações.

Mas atenção: à noite a vila de Maringá fica bem cheia com todo mundo que chega pra jantar.

Estacionamento na rua é bem complicado, porque são poucas vagas e já vimos várias vezes a guarda municipal (especialmente do lado do Rio) aplicando multas por estacionamento em local não permitido.

A dica é parar em alguns dos estacionamentos privados do centro. Eles cobram um valor fixo de R$10,00 e você pode curtir a noite em Maringá sem dor de cabeça.

Visconde de Mauá a noite

Mapa de atrativos: Visconde de Mauá

Os atrativos são tantos, que dá pra fazer várias viagens a Visconde de Mauá sem repetir uma atração!

Confira a localização dos principais pontos turísticos de Visconde de Mauá (em azul) e das três principais vilas que foram a região (em vermelho).

Também marcamos nossos restaurantes favoritos em verde, então salva esse mapa para levar na sua viagem:

O que fazer em Visconde de Mauá: principais atrações

Explore as vilas (Maringá, Maromba e Visconde de Mauá)

Não dá pra fazer um roteiro por Visconde de Mauá sem falar das vilas da região. Elas ficam a poucos quilômetros uma da outra (o circuito completo tem 12,5 km de extensão), mas ainda assim as vilas de Visconde de Mauá são bem diferentes entre si.

Cada uma com seu jeitinho, tem uma que é a sua cara e é essa que você deve escolher como base para explorar a região para elevar o nível da sua experiência.

O que fazer em Visconde de Mauá

Mas lembre sempre que, não importa qual vila escolher, você vai estar bem perto de todas as outras. Então você pode e deve explorar mais de uma na mesma viagem SIM e COM CERTEZA!

Vila de Maromba

Na primeira vez que fomos a Visconde de Mauá, escolhemos nos hospedar na vila de Maromba. Fomos atraídos pela beleza natural e somente lá fiquei sabendo da pegada exotérica que marca essa região de Visconde de Mauá.

A ‘montanha mágica’ de Visconde de Mauá atrai hippies e místicos que afirmam que por ali existe um centro energético potente. Esse pessoal transforma Maromba na mais alternativa das 3 vilas.

Por lá é bem fácil encontrar artesanato relacionado à mística, cristais e opções mais em conta de hospedagem, como hostels e campings. Inclusive, um dos souveniers mais vendidos em Maromba são bibelôs em forma de bruxas e gnomos (dizem que a mata por lá está repleta deles também).

Mas não fica por aí: algumas das pousadas mais charmosas e sofisticadas de Visconde de Mauá também ficam nessa região (vou dar algumas opções no final do post).

Além disso, vila de Maromba é a mais próxima do circuito tradicional de cachoeiras em Visconde de Mauá (Escorrega, Poção 7 metros e Véu de Noiva), que sempre marcam o roteiro clássico, ideal para a primeira viagem em Visconde de Mauá.

Vila de Maringá

A minha favorita das vilas de Visconde de Mauá! Maringá é a vila com comércio mais farto e diverso, boas opções de restaurantes e uma rede hoteleira bacana, com hotéis que ficam tão perto da vila que você pode sair a pé pra jantar (e eu já comentei como estacionar à noite por lá pode ser complicado).

A vila se divide em duas: Maringá – MG e Maringá – RJ, tudo porque o Rio Preto, que marca a fronteira dos estados, cruza o povoado bem no meio. Para ir de um lado a outro, basta cruzar essa ponte de pedestres.

Ponte Maringá sobre o Rio Preto, Visconde de Mauá

A diferença entre as duas é que o lado do Rio tem um jeitão mais despojado, simples e barato. O lado mineiro é mais sofisticado e as opções gastronômicas em geral tem um preço mais alto.

Vila de Visconde de Mauá

A vila que leva nome à região, na minha opinião, é a mais fotogênica de todas. Ela é bem pequena e bucólica, com uma igrejinha branca e azul que rende boas fotos.

O centro tem lojinhas de artesanato e até uma feira do produtor com orgânicos plantados na região. A feira tem frutas, legumes, pães, geleias e muitos outros produtos. Acontece todos os domingos das 9h às 15h na Galeria Aldeia dos Imigrantes, também conhecida como Shopping Visconde de Mauá.

Circuito tradicional de cachoeiras: Escorrega, Poção e Véu de Noiva

Um dos principais atrativos de Visconde de Mauá são as cachoeiras. De diferentes tamanhos e formas, atraem aventureiros e também quem só quer relaxar em contato com a natureza.

As cachoeiras mais famosas de Visconde de Mauá ficam todas na mesma estrada e formam o circuito tradicional, ideal para sua primeira vez em Visconde de Mauá.

Cachoeira do Escorrega

Sugiro pegar o carro e colocar no GPS a Cachoeira do Escorrega. Em geral, dá pra encarar a subida na estrada mesmo com carro pequeno, mas sempre vale perguntar na pousada as condições antes de seguir.

A Cachoeira do Escorrega fica no final da estrada Maringá – Maromba, a mais ou menos 2km da vila de Maromba. O estacionamento fica a 100 metros da queda d’água, e é cobrado somente aos fins de semana (R$10).

A cachoeira é uma das maiores sensações para adultos e crianças em Visconde de Mauá, porque o paredão de pedra forma, literalmente, um escorregador.

Dá pra se jogar de bunda, de peito ou até em grupo. No entorno há uma boa estrutura com barzinhos e uma feirinha de artesanato aos finais de semana.

Ah, uma notícia que preciso te dar: a água nessa região costuma ser gelada de verdade. Em dias de sol fica mais fácil encarar.

Poção 7 metros

Em seguida, a estrada vai levar você até a entrada do Poção 7 metros, onde uma bela piscina de águas calmas e um trampolim natural te espera. Do local de estacionamento até a cachoeira, você vai percorrer um pequeno trecho de degraus de pedra pela mata.

A profundidade do poção é de 5 metros e muita gente se aventura a pular de uma pedra que fica ao lado esquerdo da cachoeira, a 7 metros de altura. É um baita mergulho, Rafa encarou e não me deixa mentir. hahah

Poção 7 metros em Visconde de Mauá

Como medida de segurança, vale antes do pulo conferir como está o fundo do poção (sem galhos ou novas pedras na região de mergulho) e nunca mergulhar de cabeça, sempre pular “em pé”, ok?

Além do poção, mais embaixo na correnteza tem outro poço menor, com mais pedras para quem prefere relaxar fora o burburinho do pessoal que fica pulando do trampolim de 7 metros (sempre rola uma agitação de quem viaja em grupos).

Véu da Noiva

Para encerrar o circuito tradicional de cachoeiras em Visconde de Mauá, um pouco adiante na estrada você encontrará a cachoeira Véu de Noiva e seus 15 metros de queda d’água.

A cachoeira fica bem protegida pela mata, por isso quase não recebe luz do sol (o que deixa sua água sempre muito gelada). Lá não é um lugar muito indicado para banho, porque a água não se acumula, segue seu caminho rio abaixo. Isso dificulta a experiência para os banhistas.

Mas vale passar por lá? Claro. Como não se impressionar com água caindo pertinho de você, desde 15 metros de altitude?

Cachoeira Véu de Noiva em Visconde de Mauá

Cachoeira Santa Clara

Muita gente afirma que essa é a cachoeira mais bonita de Visconde de Mauá. A água escorre mansa pela pedra lisa e é realmente um espetáculo da natureza.

Muita gente se aventura fazendo rapel na Santa Clara. Quem prefere ficar relaxando, pode aproveitar o banho no poço ou esticar uma canga na pequena praia de areia.

Para chegar até a Cachoeira Santa Clara, você vai pegar um desvio na estrada Maromba – Maringá, do lado carioca, e seguir por 650 metros até a área de estacionamento gratuito.

A entrada na cachoeira Santa Clara também é livre. Depois de parar o carro, é só seguir pela mata demarcada por uma trilha leve de degraus, por cerca de 10 minutos.

Sítio Cachoeiras do Alcantilado

Uma fazenda particular, com excelente estrutura de banheiros, lanchonete e até chalés para alugar (tá tudo descrito no nosso post do passeio pelo Vale do Alcantilado (Sítio Cachoeiras do Alcantilado).

O atrativo oferece uma trilha de 1,5km (3km ida e volta), passando por 7 cachoeiras e 2 poços.

Cachoeiras do Vale do Alcantilado, Visconde de Mauá

Você vai passando por mirantes e belezas naturais para, no final do percurso, encontrar a maior queda d’água de todas, a cachoeira do Alcantilado.

O sítio está na região do bonito Vale das Flores e a vista da região desde lá de cima é algo inesquecível.

Vista do Sítio Cachoeiras do Alcantilado

A entrada é paga (R$25 por pessoa), mas considerei que vale a pena por toda estrutura oferecida.

Quem se hospeda nas pousadas dentro da fazenda não paga entrada (há chalés para até 15 pessoas). Não é permitida a entrada com animais de estimação.

Há uma lanchonete e uma pastelaria. Aproveitamos e pedimos um pastel de pinhão com queijo, algo que eu nunca tinha experimentado na vida (e que estava uma delícia).

A trilha não é difícil, mas tem muitos degraus, por isso meu joelho reclamou um pouquinho. Ainda assim, foi um dos melhores e mais bonitos lugares que conhecemos em Visconde de Mauá até hoje.

A estrada até o Sítio Cachoeiras do Alcantilado tinha bastante barro, mas deu pra ir com o carro pequeno sem problemas.

No caminho, você ainda passa por duas outras atrações: o Museu Duas Rodas (com peças restauradas de motos e bikes) e o Parque Corredeiras, que pode ser um atrativo bem interessante se você viaja com crianças.

A gente não chegou a visitar porque achei bem caro (R$50), já que eles cobram o day-use.

Mas pela estrutura oferecida, pode ser uma opção passar um dia inteiro por lá curtindo a área de lazer (com prainha, guarda-sol, espreguiçadeira, parquinho e quadras de vôlei), esportes de aventura (como boia-cross, tirolesa, escalada), além de lanchonete e restaurante.

Veja mais informações no site do Parque Corredeiras.

Perto dali, ainda é possível visitar o Poço das Antas, o maior poço para banho de toda região de Mauá.

Vale do Pavão e Poço do Marimbondo

O Vale do Pavão tem uma das mais belas paisagens de Visconde de Mauá, que pode ser apreciada desde um mirante a 1500 metros de altitude.

Para chegar lá, o mais recomendado é ir com um 4×4 porque as subidas são íngremes e cheias de barro. Como a gente viaja com carro pequeno, contratamos um passeio guiado de quadriciclo para chegar até o vale e conhecer o Poço do Marimbondo.

Valeu a pena tanto pela emoção de encarar a estrada no quadri, quanto pela beleza da região. Pena que estava muito gelado para entrar na água cristalina do Poço do Marimbondo, porque o lugar é surreal.

Nós fizemos o passeio com a Remorini Turismo de Aventura. Alugamos o quadriciclo por 2 horas (R$90 a hora), e Rafael precisou apresentar a carteira de motorista e ser aprovado numa pequena “aula de direção” no quadri antes da gente poder começar o passeio.

Depois de quase 45 min de estrada, paramos os veículos e seguimos pela mata, numa trilha leve de 15 minutos para chegar até o Poço do Marimbondo. Na volta, paramos também no mirante para apreciar a beleza do Vale do Pavão.

Parque Ecológico Cachoeiras do Santuário

Um parque que abriga mais de 20 cachoeiras – o santuário tem atrações suficientes para um dia inteiro em Visconde de Mauá.

A entrada é paga (convertida em taxa de preservação) e há uma boa estrutura de apoio, com trilhas demarcadas, banheiros, estacionamento e um bar/lanchonete.

Lá dentro, há dois circuitos possíveis. Um segue por dentro da propriedade particular, te levando para as cachoeiras formadas pelo rio Santuário (Milagres, Água Santa, Poço dos Anjos, da Fada, Mina de Ouro, Santuário, Cortinas, entre outras).

O outro caminho possível segue em direção ao Parque Nacional de Itatiaia, no caminho das cachoeiras do rio Santa Clara (Gêmeas, do Ouro, Poço da Espuma, Família, Esmeralda, Escondidinho).

Para chegar no Parque Ecológico, é possível ir de carro (o ideal é que seja 4×4) ou via trilha, desde Santa Clara ou Maromba.

No caminho de volta, vale parar também na Toca da Raposa, uma cachoeira quase desconhecida porém bem bonita. Lá também tem um circuito de grutas, de onde vem o nome do lugar.

Cachoeiras Gigantes

 A 22 km da vila de Visconde de Mauá, para visitar essas cachoeiras você precisa dirigir até o Vale do Paiol, em Santo Antônio do Rio Grande, onde está a nascente do Rio Grande.

A partir de Visconde de Mauá, é preciso seguir em direção à bucólica Vila Do Mirantão, um típico vilarejo mineiro com casinhas pau-a-pique que também vale uma parada se você tiver tempo durante a estadia em Visconde de Mauá.

Dali, ainda vem muita estrada pela frente até chegar nas lendárias cachoeiras gigantes: Cachoeira do Paiol, com 120m, Cachoeira Brumado, com 90m e Cachoeira 5 Estrelas, com 200m.

Paiol e Brumado ficam uma em frente da outra, em meio às montanhas e dentro de propriedades privadas. Nenhuma das duas forma poço para banho.

Já a Cachoeira 5 estrelas forma um poço excelente, quase pede um mergulho!

Todas as cachus desse circuito valem a visita pela magnitude da natureza nessa região. Na volta, a dica é aproveitar a gastronomia do Restaurante da Leila, comida típica e caseira em uma cozinha bem conceituada em Visconde de Mauá.

Esse passeio das Cachoeiras Gigantes não envolve trilhas e já foi considerado o melhor passeio da região pelo Guia 4 Rodas. O mais indicado é fazer o percurso acompanhado de um guia (o tour guiado é oferecido pela Remorini Turismo de Aventura).

Trilha da Pedra Selada

Os dois picos da Pedra Selada lembram uma cela de cavalo, por isso o nome. A pedra é a principal formação rochosa da região de Visconde de Mauá, um verdadeiro cartão-postal.

Para quem curte uma trilha, esse é o passeio que não dá pra perder. De preferência acompanhado de guia, você vai seguir em carro 4×4 por 15 km pela estrada principal a partir da vila de Visconde de Mauá até uma antiga fazenda.

Dali, a caminhada até o pico leva cerca de 2 horas num trekking considerado moderado a difícil, passando por mata fechada e cachoeiras.

Quem chega lá atinge o ponto de maior altitude do município de Resende (1780 m). Esse passeio a gente ainda não encarou mas está na nossa lista!

Esportes de aventura

Com tanta natureza por perto, o que não falta em Visconde de Mauá são opções para quem gosta de turismo de aventura.

A gente fez o passeio de quadriciclo 4×4 até o Vale do Pavão e Poço do Marimbondo, mas existem muitos outros circuitos disponíveis para esse passeio, como o Vale das Flores e o circuito tradicional de cachoeiras.

Passeio de quadriciclo em Visconde de Mauá

O Parque Corredeiras é uma boa opção para quem quer se aventurar no arvorismo, tirolesa e boia-cross, contando com uma boa estrutura de suporte.

Em algumas cachoeiras, como a Santa Clara, também é possível fazer rapel e cachoeirismo. No Parque Nacional de Itatiaia, você conta com opções de montanhismo como a subida das Prateleiras e o Pico das Agulhas Negras.

A Remorini Turismo de Aventura opera a maioria dos passeios de aventura em Visconde de Mauá.

Aproveitar a gastronomia típica

Uma combinação boa de cozinha mineira com gastronomia de serra, em Visconde de Mauá a boa mesa é carimbada com pratos que você não pode perder, como truta na pedra, pizza na pedra, fondue, pinhão, feijão tropeiro e linguiça.

Linguiça, comida típica de Visconde de Mauá

De todos, com certeza a truta é o prato mais tradicional. A variedade é a truta arco-íris ou truta-rosa, original da Califórnia, que se adaptou muito bem à região montanhosa de Mauá.

A fama da cozinha tradicional da região com certeza é um dos principais atrativos de Visconde de Mauá.

As melhores opções gastronômicas ficam em Maringá. Do lado fluminense, os preços são mais em conta e a culinária é mais simples, com restaurantes preparando pratos com aquele gostinho de comida caseira.

Não deixe de passar nas lojas do centro de Maringá e Visconde de Mauá para provar a enorme variedade de pastas e patês de truta produzidos na região.

Ainda no Rio, também não dá pra perder as lojas que vendem doces, patês e compotas artesanais. O bar da Cervejaria Maresia de Mauá também fica desse lado do rio e é um dos nossos lugares favoritos para um happy hour em Visconde de Mauá.

Já do lado mineiro, a Alameda Gastronômica Tia Sofia é uma festa para os sentidos, com bistrôs com uma pegada mais sofisticada e presença de chefs premiados.

Além disso, entre Maringá e Maromba, no caminho para a Cachoeira Santa Clara, existe um trutário com restaurante próprio que você pode visitar, provar diferentes preparações de truta e levar peixe fresquinho ou congelado pra casa. O nome do lugar é Truta Rosa.

Se você procura cerveja do lado mineiro, além dos rótulos locais vendidos nos restaurantes, o Bier Garten é parada obrigatória.

Vale anotar as datas dos festivais gastronômicos em Visconde de Mauá: o festival da truta, em outubro e o festival do pinhão, em maio.

Planeje sua viagem

Informações úteis que vão te ajudar a planejar sua viagem a Visconde de Mauá:

Quando ir a Visconde de Mauá?

No estado do Rio de janeiro, de forma geral, os meses de verão são marcados pela chuva. Nos meses de frio, o estado vive sua estação mais seca, com céu limpo e pouca precipitação – ideal para atividades ao ar livre.

Visconde de Mauá

O que fazer em Visconde de Mauá no verão?

Quem viaja para Visconde de Mauá no verão vai encontrar uma temperatura um pouco mais agradável na água para banho de cachoeira (preste atenção, não falei águas quentes. A água em Visconde de Mauá é gelada o ano todo).

No entanto, nessa época aumenta o risco de encontrar chuva, estradas ruins e o pior, trombas d’água nas cachoeiras.

Para os praticantes de boia-cross e rafting, o verão é a melhor época por conta da temperatura e volume da água nas corredeiras.

O que fazer em Visconde de Mauá no inverno?

Os meses de inverno marcam a alta estação da região, com o frio acendendo as lareiras e trazendo o romance para a serra. A água das cachoeiras vai estar mais gelada, mas as estradas em melhor condição.

Como também há pouca chuva, a temporada de trilhas e montanhismo vive seu auge (embora facilmente as temperaturas nos picos de maior altitude possam atingir graus negativos durante a noite).

Como chegar em Visconde de Mauá?

De carro:

Para quem viaja de carro a partir do Rio de Janeiro, São Paulo ou Belo Horizonte, o melhor caminho é seguir pela via Dutra (BR116) sentido São Paulo, até Itatiaia. Pegue a saída 311 em direção a Penedo / Visconde de Mauá, via RJ163.

Passe o trevo de Penedo e siga subindo a serra em direção a Mauá. A estrada é asfaltada mas é uma via de mão dupla, com muitas curvas acentuadas e com possibilidade de neblina.

Cerca de 30 km nesse caminho te leva até a vila de Visconde de Mauá. Para seguir em direção a Maringá e Maromba, siga mais alguns quilômetros para a esquerda pela RJ151. O caminho total tem 200 km, aproximadamente.

Outro caminho possível para quem vem de Minas é vir por Juiz de Fora via BR 267. Na cidade de Liberdade, pegue a MG 814 sentido Bocaina de Minas. Você vai passar por Santo Antônio do Rio Grande e Mirantão até chegar em Visconde de Mauá.

De ônibus:

A partir do Rio ou de São Paulo, você pode pegar um ônibus até a Rodoviária de Resende (fica em um Posto Graal na via Dutra), e de lá pegar um ônibus local da viação Resendense (telefone +55 24 3354 1878) até a vila de Maromba.

Deslocamento entre as vilas e passeios

As vilas de Visconde de Mauá, Maringá e Maromba são conectadas por estradas. O caminho entre Maringá e Visconde de Mauá é asfaltado. Um bom trecho entre Maringá e Maromba é feito em estrada de terra, mas a qualidade da estrada em geral é boa.

Para fazer o percurso entre as vilas a pé, é preciso disposição. De uma ponta a outra, é preciso percorrer 12,5km para ir da vila de Visconde de Mauá até Maromba. A melhor opção é viajar de carro.

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Para encarar as estradas de terra para fazer os passeios, o ideal é sempre perguntar na pousada como está a condição da estrada, especialmente em época de chuvas (verão).

Quando o caminho pede um carro com tração nas quatro rodas e você está com um veículo comum, a melhor dica é contratar um tour com agência ou receptivo e evitar dor de cabeça. Nós sempre usamos e indicamos a Remorini Turismo de Aventura.

Serviços essenciais: caixa eletrônico, posto de gasolina, telefone e internet

Para abastecer, existe um posto de gasolina entre as vilas de Visconde de Mauá e Maringá, mas o preço é salgado. Vale colocar só o essencial até o próximo posto no caminho.

Uma boa dica é levar dinheiro em espécie para sua viagem a Visconde de Mauá. Não existe caixa eletrônico na região de Visconde de Mauá. Hoje, a maioria dos lugares já aceita cartão, mas é bem frequente o sinal cair ou estar fraco, então ter dinheiro na carteira vai adiantar sua vida.

O sinal de telefone e internet funciona de forma irregular nas vilas, para a maioria das operadoras. Umas horas funciona bem, outras some completamente.

Nas estradas e passeios, o sinal fica praticamente inexistente. Ocasionalmente quando você chega num ponto mais alto com visada limpa, consegue sinal mas é só sair dali que ele some de novo. Por isso, sempre calcule as rotas no GPS antes de sair das vilas.

Onde comer em Visconde de Mauá

Uma lista com os restaurantes mais famosos e aqueles que mais amamos em Visconde de Mauá:

Restaurante Rosmarinus – uma das casas mais conceituadas da gastronomia de Visconde de Mauá. Não é barato, mas oferece uma experiência única com o casarão de paredes vermelhas e mesas cercadas pela mata, com vista para o rio. O carro chefe, como não podia deixar de ser, é a truta. Veja o site do Restaurante Rosmarinus.

Café Maringá Bistrô – Toda vez que vamos a Mauá, fazemos pelo menos uma parada aqui, seja para um café ou jantar. O lugar é aconchegante, o atendimento simpático e a comida não decepciona. Fica na Alameda Gastronômica Tia Sofia.

Bistrô das Meninas – O ambiente é charmoso e me deixou apaixonada: tem cara de livraria, com mesas montadas entre as prateleiras. Funciona também como fábrica de pães artesanais e tem uma vitrine de doces que Ai, Jesus.

Você precisa provar a truta na massa folhada. As donas ficam circulando nas mesas e batendo papo com os clientes. Também fica na Alameda Gastronômica Tia Sofia.

Cervejaria Maresia de Mauá – Se você gosta de cerveja artesanal e quer provar alguns rótulos de fabricação local, precisa parar no bar da cervejaria.

Tudo que está “on tap” é de fabricação própria, e recomendo que experimente a porter de pinhão, a IPA e a Pilsen de Maracujá, nossas favoritas da casa. Fica no lado fluminense de Maringá, perto da Remorini Turismo de Aventura.

Bier Garten – ainda na pegada cervejeira, o lado mineiro de Maringá tem uma boa pedida também. O Bier Garten tem uma carta de cervejas pra aplaudir de pé. A cozinha é especializada em pratos alemães. Fica na Alameda Gastronômica Tia Sofia.

Onde ficar em Visconde de Mauá

De hostel e camping até as pousadas de luxo, tem uma hospedagem em Visconde de Mauá com a estrutura que você procura.

Magia da Montanha – Na vila de Maromba, foi nossa primeira hospedagem em Visconde de Mauá. Perto o suficiente do centrinho da vila, mas afastado na mesma medida para garantir a privacidade e contato com a natureza. Ficamos no quarto com hidromassagem e a vista da janela valeu o investimento para um final de semana romântico na serra.

Reserve um quarto na pousada Magia da Montanha

Pousada Recanto da Montanha – a 2,5km do centro de Maringá MG, essa pousada tem varanda em todos os quartos, com vista da montanha. Gostamos pela facilidade para ir até a vila e pelo café da manhã delicioso.

Reserve um quarto na pousada Recanto da Montanha

Hotel Meson – Para quem procura um local bonito para relaxar perto da natureza, optando por ficar longe das vilas. Fica no caminho da Cachoeira Santa Clara e foi nossa opção para um final de semana “detox”, com lareira acesa, piscina de água mineral da montanha e rede na varanda.

Reserve um quarto no Hotel Meson

Chalés Analuz – charme, requinte e banheiras de hidromassagem em todos os quartos e chalés. Fica pertinho da Cachoeira do Escorrega. Uma das melhores opções de hospedagem em Visconde de Mauá, sem sombra de dúvidas.

Reserve sua hospedagem no Chalés Analuz

Campings Cabanas de Maromba – para quem quer aquela experiência bem roots e muito contato com a natureza. Veja mais sobre o camping Cabanas de Maromba aqui.

Quer mais opções de pousadas e chalés em Visconde de Mauá? Veja aqui todas as hospedagens disponíveis no Booking.com e aproveite os descontos.

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Klécia
Pernambucana radicada no Rio de Janeiro, mas que escolheu chamar o mundo inteiro de lar. Apaixonada pelas estradas e pelos destinos, acredita no poder dos encontros e descobertas de quem está sempre a caminho. O maior sonho? Colocar a mochila nas costas e dar a volta ao mundo ♥
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Comentários:
Tathiana disse:

Ótimas dicas.
Será que durante a semana as lojinhas e restaurantes da Alameda tia Sofia funcionam normalmente?

Rafael Cassemiro disse:

Oi Tathiana,
durante a semana várias lojas no centro da vila abrem sim. Com a pandemia, algumas coisas fecharam ou fecham na semana e abrem para os turistas no final de semana, por isso não consigo te garantir o que vai estar aberto e fechado.

Alice disse:

Adorei as dicas!

Rafael Cassemiro disse:

Eba, que bom Alice! 😀

Eli Pacheco disse:

Parabéns pelo post super completo! Suas dicas irão me ajudar bastante, pois viajarei para a região em breve. Visconde de Mauá é mágico e o lugar dos meus sonhos.

RAFAEL BICALHO disse:

Ola. Sobre a cachoeira do poço do marimbondo…Eu ate achei ela no google maps mas essas coisa nunca são muito precisas. Chegar na estrada nao será dificil. Dificil será achar o inicio da trilha. Vc sabe me dizer se há alguma placa que marque o início da trilha?

Rafael Cassemiro disse:

Oi Rafael,

Seguindo a estrada, vc chegará em um trecho um pouco mais largo, com uma placa indicando a entrada para a trilha do lado esquerdo!

Abraços e boa viagem

Adorei as dicas do que fazer em Visconde de Mauá, acho que dá pra ficar uma semana na região sem se entediar! Que paisagens maravilhosas, as trilhas me deixaram com vontade!

O post está muito completo. Tenho muito vontade de conhecer Visconde de Mauá e as famosas cachoeiras. Todo mundo fala do Véu da Noiva, mas gostei bastante também desse Sítio Cachoeiras do Alcantilado. Muito lindo o lugar.

Martinha disse:

Adorei o post.. completérrimo!! Nunca fui para Visconde de Mauá mas já estou querendo. Eu não sou muito de natureza, prefiro 1000% cidade, mas olha que iria para lá uns 3 dias sem pestanejar. =)

Tem muitos anos que não sou a Visconde de Mauá e as recordações desse lugar são as melhores possíveis. Suas dicas estão completíssimas!

Paula Augot disse:

Guia super completo de Visconde de Mauá! Eu fiquei mesmo apaixonada na culinária, quanta coisa deliciosa!

Adorei o guia completo de Visconde de Mauá de vocês, surpresa com tanta natureza linda e cachoeira!!!! Ta aí um destino novo pra minha lista de desejos 🙂

maria cristina disse:

Adoro esses passeios próximos à cidades grandes. A gente consegue desfrutar sem precisar um longo deslocamento e ainda recarrega as baterias! Adorei as dicas de Visconde de Mauá! Post super completo!

Andrea disse:

Que amor as três vilas de Visconde de Mauá, e quantas coisas para fazer. Fiquei encantada. O post está completo para quem está mais distante do Rio fazer mais do que um bate-volta.

Juliana disse:

Uau! Eu jurava que Visconde de Mauá fosse uma cidadezinha!!!! Adorei esse mega guia sobre a região. Meu pai sempre me falou muito bem, que eu deveria conhecer por ser a minha cara e lendo aqui, só me encantei e deu ainda mais vontade de planejar conhecer.

Querida Klécia, nunca tinha lido um post tão completo sobre Visconde de Mauá (região sobre a qual sabia muito pouco). Adorei o contacto com a natureza que permite, a gastronomia (truta na pedra deve ser uma delícia) e os recantos românticos. Um dia que regresse ao Brasil, vou incluir a região no roteiro.
Beijinhos