Mont Saint-Michel, França: como planejar sua visita ao Monte Saint-Michel
O Mont Saint-Michel, na Normandia, é um dos destinos mais hipnotizantes de toda a França. Quando eu estava planejando minha visita ao Monte Saint-Michel e pesquisando como chegar e o que ver por lá, não tinha a menor ideia da experiência fantástica que estava prestes a viver.
Vou tentar descrever o cenário, embora eu acredite firmemente que nem as mais bonitas palavras nem as melhores fotos fazem jus ao que é estar ali, frente a frente com uma cidade medieval murada, que se equilibra sobre uma pequena ilha na foz do rio Couesnon.
Até onde os olhos alcançam, a paisagem encanta e muda ao longo do dia, influenciada pela força da maior maré da Europa. Em alguns poucos dias do ano, a maré sobe tanto que o monte fica completamente isolado do continente.

Todos os dias, uma multidão atravessa a passarela que leva até os portões desse lugar misterioso. Os caminhos tortuosos levam curiosos e peregrinos até o topo, onde uma abadia secular se ergue sob a proteção da estátua dourada de São Miguel Arcanjo.
O Mont Saint-Michel, com toda sua aura de mistério e sedução, precisa entrar no seu roteiro pela França. Dá até pra fazer um bate-volta de Paris, mas se tiver a chance, fique pelo menos uma noite para acompanhar um ciclo completo da maré.
Esse cenário espetacular é Patrimônio da Humanidade pela Unesco, e tenho certeza que vai te surpreender!
Existem muitos jeitos de chegar ao Mont Saint-Michel, e outros tantos de organizar o roteiro. Por isso, vou detalhar aqui as possibilidades e contar nossa experiência, pra te ajudar a planejar sua visita.
Neste post você vai encontrar:
- Como visitar o Mont Saint-Michel: 6 perguntas e respostas
- Quando ir: de olho na tábua das marés
- Bate volta ou pernoite no Mont Saint-Michel?
- Onde se hospedar
- Como comprar ingresso pra abadia
- Como chegar saindo de Paris
- Roteiro: como viver uma experiência inesquecível
- Bônus: mais atrações e dicas extras
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Como visitar o Mont Saint-Michel? 6 perguntas e respostas!
O Mont Saint-Michel é um dos lugares mais especiais que você vai visitar na vida. Por isso, o planejamento é essencial, pra você aproveitar a experiência ao máximo e voltar pra casa com as melhores recordações.
Vamos tentar responder aqui as principais dúvidas de quem planeja essa visita.
Quando ir? Fique de olho na tábua das marés!
A decisão de quando visitar o Mont Saint-Michel é super importante, e o fator que mais pesa nessa escolha é a maré, considerada a mais forte da Europa.
Durante a maré alta, o monte vira uma ilha; nas marés mais baixas, a baía se transforma num imenso banco de areia. Os dias de lua cheia e lua nova costumam vir acompanhados de maior volume de água.

O site oficial do Mont Saint-Michel disponibiliza a tábua de marés da baía, dia a dia. Está em francês, mas pra você entender: pleine mer é maré cheia, basse mer é maré baixa, matin é o horário da manhã e soir, o da noite.
O coeficiente indica a intensidade da maré: quanto maior o número, mais água.
- Acima de 100 (marcado em vermelho): são os dias de super maré, que acontecem só 6 ou 7 vezes no ano, geralmente nos equinócios de primavera e outono. Nesses dias, a água pode subir até 14 metros, cobrindo por completo a passarela e isolando a abadia; é também quando costuma aparecer o mascaret, uma onda de maré que avança pela baía de forma rápida e visível (dizem que “corre mais rápido que um cavalo a galope”).
- Entre 80 e 100 (marcado em laranja): os melhores dias pra visitar, os chamados dias de “maré viva”, quando dá pra perceber bem a diferença de volume de água ao longo do dia, sem risco de acesso cortado.
- Perto de 50: o efeito da maré fica bem menos impactante.
- Abaixo de 40: dia de “maré morta”; melhor deixar a visita pra outra data.
Nos dois dias que estivemos por lá, vimos a maré em 84 e 88, e foi impressionante ver a água sumindo tão rápido conforme a baía secava!
Os horários mudam todos os dias, então vale consultar o calendário oficial de marés antes de fechar as datas da sua viagem, principalmente se seu objetivo for presenciar de perto os dias de maré mais forte.
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Bate volta ou pernoite no Mont Saint-Michel?
A primeira dúvida que aparece na hora de planejar é a duração da visita: um bate volta de Paris? Uma pernoite no monte? Um passeio guiado com grupo saindo de Paris? As opções são muitas.
Se você tem só um dia, o bate volta de Paris é uma opção interessante: dá tempo de explorar a abadia e parte dos arredores, e mesmo sem ver o ciclo completo da maré, você aprecia o cenário mudando ao longo do dia.
Vale a pena? Sim! Você vai ter um gostinho de um lugar incrível, e o pior que pode acontecer é ficar com vontade de voltar em breve.
Mas se você tem flexibilidade pra encaixar pelo menos uma pernoite, faça isso.

Assim, você explora o interior das muralhas à noite, depois que os turistas já foram embora, vê um ciclo completo da maré, e ainda aproveita o pôr do sol e o nascer do sol, dois momentos mágicos por lá.
💡 Dica da Lila: independente de fazer bate volta ou pernoitar, tente visitar o interior da cidade murada bem cedo (por volta das 8h) ou no fim da tarde (depois das 17h), quando as ruas de paralelepípedo ainda estão tranquilas.
Prefira também dias de semana, fora de feriados e períodos de férias escolares, se seu roteiro permitir essa flexibilidade.
Para entrar na cidade murada, você não precisa de ingresso. Somente para fazer o acesso à abadia, na parte mais alta da cidade, é preciso ingresso – e recomendo comprar antecipado para evitar filas
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Onde se hospedar no Mont Saint-Michel: hotel dentro ou fora dos muros?
Pra quem decide dormir na região, existem duas opções: os hotéis dentro dos muros da cidadela, e os hotéis dos arredores, concentrados numa pequena vila que se formou no fim da passarela que conecta o monte ao continente, perto da barragem que ajuda a drenar a água da baía.
Os hotéis e hostels dentro dos muros são mais antigos; é preciso entender que há uma limitação natural de conforto numa casa medieval.
Muitos hóspedes relatam mofo, escadas, quartos apertados e mobiliário antigo. Em compensação, você vive a experiência única de dormir numa cidade medieval, aproveitando o Mont Saint-Michel depois que a multidão de turistas já foi embora.
Já os hotéis do outro lado da passarela são mais modernos, com opções pra diversos preços e gostos (alguns com vista pro Mont Saint-Michel), instalações mais confortáveis, restaurantes que funcionam até mais tarde e até um pequeno shopping pros visitantes.
Hotel que escolhemos: ficamos fora dos muros, no Hôtel Vert. Confortável, com café da manhã servido bem cedo, e bem perto do ponto de ônibus que leva até o Mont Saint-Michel.
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Comprar ingresso pra visitar a Abadia: na hora ou antecipado?
A abadia, ponto mais alto do monte, é a principal atração do Mont Saint-Michel.
Assim que a multidão começa a chegar a bordo dos ônibus turísticos vindos de Paris e de outras cidades da Normandia, a fila em frente ao portão da abadia só aumenta, e rapidamente as pessoas tomam conta da rua principal e das escadarias de acesso ao topo.
Então, se eu tenho uma dica pra você, é: compre o ingresso antecipado e evite a fila!
O ingresso pra abadia custa €13 (comprando online, o valor é o mesmo de comprar na hora). Menores de 26 anos entram de graça o ano todo, e a entrada é gratuita pra todo mundo no primeiro domingo do mês, de novembro a março.
Comprando antecipado, você ganha tempo, o que é ótimo tanto pra quem faz bate volta quanto pra quem pernoita, podendo usar esses minutos pra explorar as muralhas ou tirar fotos.
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Sobre o acesso e o estacionamento:
o acesso ao Mont Saint-Michel em si é gratuito o ano todo, então você só paga se quiser entrar na abadia. Já o estacionamento é pago, exceto no fim do dia (a partir das 18h30) durante baixa e média temporada.
Há um ônibus gratuito (“le passeur”) ligando os estacionamentos ao monte.
Como chegar no Mont Saint-Michel saindo de Paris?
O Mont Saint-Michel fica bem ao sul da região francesa da Normandia, tão ao sul que ali pertinho termina a Normandia e começa a região da Bretanha. Você pode chegar de carro, de transporte público ou com um grupo de excursão.
De carro:
Pra quem vem de Paris, são cerca de 360 km de distância, o que dá aproximadamente 4 horas de estrada. Puxado pra um bate volta, não é? Se for encarar ida e volta no mesmo dia, se programe pra sair bem cedo.
Como já estávamos viajando de carro pela Normandia, no dia que chegamos ao Mont Saint-Michel, saímos de Rouen bem cedo, passamos em Étretat, visitamos a Basílica de Santa Teresinha em Lisieux, e chegamos na região antes do pôr do sol (uma das vantagens de viajar pra Europa nos meses de dias mais longos).
Dormimos lá, aproveitamos o dia seguinte pra visitar a abadia e as muralhas, e na parte da tarde seguimos pra Saint-Malo, já na Bretanha.
Dirigir na França foi bem tranquilo, e o carro deu flexibilidade pro nosso roteiro, o que ajudou bastante a organizar os horários pro roteiro perfeito no Mont Saint-Michel (vou detalhar isso no próximo tópico).
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A área próxima à passarela, onde estão os hotéis mais modernos, tem acesso restrito a veículos, controlado por uma cancela. Pra entrar com o carro, você precisa de um código que muda todo dia; é preciso solicitar o código ao seu hotel.
O pagamento é feito na saída, com um valor único (confira o preço atualizado com seu hotel, já que os valores mudam com frequência); cada vez que você sair e entrar de novo, paga outra vez.
De excursão:
Existem várias opções de tour saindo de Paris pro Mont Saint-Michel: passeio de um dia, um final de semana inteiro, ou passeios guiados com grupo.
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De transporte público:
De abril a outubro, há trem direto saindo da estação Paris Montparnasse até Pontorson, e de lá um ônibus leva você até o Mont Saint-Michel. No restante do ano, o trem sai da estação de Villedieu-les-Poêles.
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Outras combinações possíveis:
- de Rennes até Saint-Malo, seguindo de FlixBus até o Mont Saint-Michel (cerca de 3 horas no total);
- de TGV direto de Paris até Saint-Malo, e depois seguindo de FlixBus até o Monte Saint-Michel; ou
- de TGV até Caen (2h20), seguindo de FlixBus até o Monte Saint-Michel (mais 2h30 de percurso).
Atenção: alguns ônibus FlixBus fazem só uma viagem diária, e só operam de sexta a domingo. Confira sempre os horários atualizados no site da empresa antes de fechar seu roteiro.
Com tantas baldeações e horários limitados, quem vai de transporte público se beneficia bastante de pernoitar no Mont Saint-Michel, pra fazer a experiência valer a pena.
Acesso ao Mont Saint-Michel: a pé, de ônibus ou de carruagem?
Pra ir e vir do monte, é possível percorrer os 2 km da passarela que ligam o continente à ilha.

Você pode fazer isso a pé, ou esperar pelo ônibus gratuito que leva e traz os turistas da vila até o Mont Saint-Michel, a cada 15 minutos, das 7h30 até meia-noite.
Existem 3 paradas desse ônibus: duas dentro da cancela (uma na Place du Barrage, outra em frente à loja de lembrancinhas Les Galeries du Mont Saint-Michel) e uma na área externa, na Place des Navettes.

Quem não está hospedado na região não tem permissão pra passar da cancela, como medida de proteção da área.
Os estacionamentos de visitantes ficam a cerca de 800 m da Place des Navettes, de onde dá pra pegar o ônibus gratuito. Quem prefere caminhar, percorre cerca de 3 km do estacionamento externo até o portão de entrada do monte.
Outra opção é reservar uma carruagem (maringote), pra fazer a travessia da passarela em grande estilo, como uma viagem no tempo.
Roteiro Mont Saint-Michel: como viver uma experiência inesquecível
Depois de conferir a tábua das marés, reservar hotel e alugar o carro pra ir até o Mont Saint-Michel, faltava viver a experiência de conhecer o espetáculo das marés e explorar a cidade murada e a abadia.
Como já contei, nos planejamos pra chegar na região antes do pôr do sol, pernoitar por lá e visitar a abadia logo cedo no dia seguinte. Esse arranjo foi perfeito pra viver uma experiência inesquecível.
Vou listar aqui 5 coisas incríveis que fiz e recomendo fortemente que você inclua no seu roteiro. De brinde, no final vou falar de mais 3 atrações que não visitei, mas que podem te interessar.
1. Assistir o pôr do sol no Mont Saint-Michel
Fizemos o check-in no Hôtel Vert e já saímos caminhando pela passarela que leva até o Mont Saint-Michel. Eu poderia ter esperado o ônibus gratuito, mas queria mesmo era ir caminhando pra sentir a energia daquele pôr do sol.

A passarela tem cerca de 2 km no total. Sentamos mais ou menos no meio do caminho entre a vila e o monte pra assistir o sol indo embora. O céu foi se pintando de várias cores, com o Mont Saint-Michel se iluminando ao fundo. Emocionante!
Quando o sol se foi completamente, eu estava muito agradecida por ter conseguido presenciar aquele espetáculo de outro mundo.
2. Explorar a cidade murada à noite
Depois do pôr do sol, aproveitamos pra explorar o interior das muralhas à noite. Caminhamos pelo restante da passarela até o portão de acesso ao Mont Saint-Michel.
Explorar o interior das muralhas depois que a multidão de turistas já foi embora tem qualquer coisa de mágico.

Vimos alguns turistas nos restaurantes, entramos e saímos de ruas apertadas, entramos em igrejas abertas e completamente vazias, e até encontramos um cemitério com um gato preto que passou apressado.
Subindo sempre, seguimos até as portas da abadia, no topo do monte, e conferimos o horário de abertura pra nos programar pro dia seguinte.
Vá agasalhado! Pegamos muito frio e vento nessa visita noturna.
Voltamos pela rua principal até a saída do Mont Saint-Michel, pegamos o ônibus gratuito pra atravessar a passarela, entramos num restaurante aberto pra um jantar simples, conferimos a hora do nascer do sol, e fomos dormir empolgados com o dia seguinte.
3. Visitar a Place du Barrage e ver o sol nascendo
Pra nossa sorte, o sol nasce bem tarde em outubro. Tivemos tempo de acordar com calma, tomar café no hotel, e sair por volta das 8h20, ainda com tudo escuro.
Fomos caminhando de novo, e paramos na Place du Barrage, onde uma barragem foi construída pra ajudar no controle de água da baía.
Mais uma vez fomos caminhando. Paramos na Place du Barrage, onde uma barragem foi construída para ajudar no controle de água na baía do Mont Saint-Michel. A praça merece uma parada.

Quando passamos bem cedo, a barragem estava com as comportas abertas, já que a maré começava a baixar. Alguns fotógrafos já estavam ali, a postos, esperando os primeiros raios de sol iluminarem o monte.
A praça merece uma parada: quando passamos, bem cedo, a barragem estava com as comportas abertas, já que a maré começava a baixar. Alguns fotógrafos já estavam ali, a postos, esperando os primeiros raios de sol iluminarem o monte.

O céu estava tomado por uma forte neblina. Decidimos caminhar mais um pouco pra chegar mais perto e ver se a visibilidade melhorava, e brincamos com o drone ali no meio da cerração.
Ao mesmo tempo que os primeiros raios de sol foram surgindo, a neblina foi dissipando e o monte foi aparecendo em meio às nuvens.
Um dos momentos mais lindos da minha vida. Uma lágrima escorreu, não vou negar. Foi emocionante, envolvente, inesquecível.
A maré secava cada vez mais (é impressionante como é rápido!), então saímos da passarela e começamos a caminhar pelo terreno.
Todo lugar era lindo pra fotos. Subimos o drone mais uma vez, comemos alguns macarons que eu tinha trazido na bolsa, e quando cansamos de tantas fotos, voltamos pra passarela e caminhamos até a entrada do monte.
4. Visitar a abadia do Mont Saint-Michel
Seguimos subindo pela rua principal, direto até a porta da abadia, já com ingressos comprados, pra evitar fila. Como chegamos muito cedo, antes de todos os grupos, nem fila encontramos. De toda forma, é melhor não arriscar e sempre chegar com ingresso na mão.
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A abadia abre às 9h30. Passamos direto pela entrada de quem já tem ingresso, pegamos mapas e folders explicativos, e seguimos pra explorar por conta própria. Se preferir, por reservar também um tour guiado.

Levamos cerca de 2 horas pra ver tudo, com direito a muitas fotos. É uma maravilha ver a história do lugar se revelando a cada sala, a cada detalhe.
A abadia, do século XIII, impressiona já desde o terraço, com uma visão maravilhosa pro infinito da baía.

Seguimos descobrindo a igreja, o claustro, o dormitório e outras capelas menores, cada lugar com um pedaço da história que esse lugar já viveu.
De repente, nos surpreendemos com um calabouço imenso, resquício dos tempos em que a abadia foi transformada numa enorme prisão. Entre guerras e paz, o Mont Saint-Michel passou por muitas modificações até chegar no formato que visitamos hoje.
5. Explorar as muralhas com a luz do dia
Depois da abadia, ainda encontramos energia e curiosidade pra explorar de novo as muralhas e a vila, agora com a luz do dia. Aqui, a ideia é se perder pelos caminhos, evitando a rua principal, que a essa hora já vai estar cheia de gente.
Entra aqui, sai ali, descubra os caminhos, os ângulos, as paisagens ao redor do Mont Saint-Michel!

Bônus: mais atrações no Mont Saint-Michel
Essas experiências não entraram no nosso roteiro, mas como são bem comentadas por quem visita o Mont Saint-Michel, achei justo listar aqui pra você.
Museus
Durante a exploração da cidadela, é possível visitar museus que ficam dentro dos muros: o Museu Histórico, o Museu do Mar e da Ecologia, e o Logis Tiphaine (uma casa medieval do século XIV, que pertenceu a Bertrand du Guesclin).
A gente optou por não visitar nenhum deles, mas se você quiser saber mais sobre a história do monte, suas lendas e curiosidades, vale a pena considerar.
Caminhar ao redor do Mont Saint-Michel na maré baixa
Você também pode aproveitar o momento de maré super baixa pra caminhar ao redor do monte. Dá até pra brincar na areia movediça!
Mas não é recomendado fazer esse passeio por conta própria, pois pode ser perigoso (você não sabe por onde é seguro caminhar, nem quando a maré vai começar a subir).
O recomendado é contratar um passeio guiado, como estes:
➤ Aventura nas areias movediças do Monte Saint-Michel
➤ Baía do Monte Saint-Michel: Areias movediças e descoberta
➤ Passeio em redor do Mont e areias movediças
É preciso tirar o sapato, levantar a calça e caminhar na areia molhada. Enquanto explorávamos a cidadela, vimos alguns grupos se aventurando pelas areias, e parece ser um passeio no mínimo curioso.
Por que a gente não fez? Já tínhamos feito checkout do hotel, e não dava pra seguir viagem com os pés cheios de areia e lama. Mas se cabe no seu roteiro, vale a pena descobrir o Mont Saint-Michel de um novo ângulo.
Dica gastronômica
Dentro dos muros está o restaurante La Mère Poulard, onde é servido o prato mais clássico do Mont Saint-Michel: uma omelete.
O prato que era servido aos peregrinos virou item de alta gastronomia, e hoje custa a partir de €39 a €45 (quem diria!). O restaurante inclusive é recomendado pelo Guia Michelin.
Curiosos ficamos, mas pelo preço, dispensamos. Existem outros restaurantes no Mont Saint-Michel que servem omeletes parecidas, e ainda dá pra comer bem (e bem mais barato) nos restaurantes um pouco mais afastados da rua principal, ou até nos arredores, fora da cidadela.
Se você provar o omelete da Mère Poulard, me conta aqui como foi!
💡 Dica da Lila: Outra especialidade local pra experimentar é o agneau de pré-salé, o cordeiro criado nos pastos salgados da baía, considerado uma iguaria bem típica da região.
Mont Saint-Michel + Saint-Malo: o combo perfeito!
Um pouco depois do meio-dia, terminamos nosso roteiro no Mont Saint-Michel.
Ainda tínhamos a tarde livre, então voltamos pro carro e partimos para o próximo destino. Com 45 minutos de estrada, já estávamos na Bretanha, explorando Saint-Malo!
Saint-Malo é outra cidade litorânea, que também sofre influência da maré do Mont Saint-Michel. A cidade antiga, cercada por uma muralha imponente, é a principal atração de lá.
Ficamos encantadas com o charme de Saint-Malo, e foi um combo perfeito pra combinar com o Mont Saint-Michel. Se você estiver explorando a região de carro, não perca a chance de conhecer também.
➤ Veja nosso post sobre o que fazer em Saint-Malo
Seguro viagem para a França
O seguro viagem é obrigatório em toda viagem pra Europa, dentro das regras do Tratado de Schengen.
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Perguntas frequentes sobre o Mont Saint-Michel
Quanto tempo leva pra visitar o Mont Saint-Michel?
Reserve pelo menos meio dia pra explorar a vila, as muralhas e a abadia. Se puder, pernoite, pra viver a experiência completa: pôr do sol, noite na cidadela vazia e nascer do sol.
A entrada no Mont Saint-Michel é gratuita?
Sim, o acesso ao monte em si é gratuito o ano todo. Só se paga pra entrar na abadia (€13) e nos museus. Menores de 26 anos entram de graça na abadia, assim como todo mundo no primeiro domingo do mês, de novembro a março.
Como chegar ao Mont Saint-Michel saindo de Paris?
De carro, são cerca de 360 km (4 horas de estrada). De trem, de abril a outubro há trem direto de Paris Montparnasse até Pontorson, seguido de ônibus; no resto do ano, o trem sai de Villedieu-les-Poêles. Também existem excursões de um dia saindo de Paris.
Vale a pena pernoitar no Mont Saint-Michel?
Sim, principalmente pra ver a cidadela vazia à noite e presenciar o pôr do sol e o nascer do sol, dois momentos mágicos que quem faz só bate volta acaba perdendo.
Qual a melhor época pra ver a maré alta no Mont Saint-Michel?
As marés mais espetaculares acontecem nos equinócios de primavera e outono, quando os coeficientes passam de 100 e a água pode subir até 14 metros. Vale consultar a tábua de marés oficial antes de fechar as datas da viagem.
O omelete da La Mère Poulard vale a pena?
É uma experiência icônica, mas o preço é salgado (€39 a €45). Se o orçamento for um problema, dá pra comer bem e mais barato em restaurantes um pouco mais afastados da rua principal, ou até fora da cidadela.
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Fizemos um roteiro de carro pela Normandia, o que foi uma ótima opção pra descobrir tanto as belezas naturais quanto a história da região. Veja o que fizemos nas outras cidades que visitamos:
→ O que fazer em Rouen, a cidade de Joana d’Arc
→ Étretat e trilhas das falésias
→ Giverny e os jardins de Monet
→ Les Andelys e o castelo de Ricardo Coração de Leão
→ Honfleur, a cidade mais charmosa da Normandia
→ Lisieux, a cidade de Santa Teresinha do Menino Jesus
Pra ter mais ideias e inspirações, também vale a pena conferir este post sobre turismo na Normandia francesa, com enfoque especial no turismo de guerra nas praias do desembarque e Dia D.
Também temos outros posts para ajudar no planejamento geral de uma viagem à França.
→ Mapa turístico da França
→ Palácio de Versailles: tudo sobre a visita
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