Vale das Videiras Petrópolis: roteiro para descobrir esse paraíso na serra

O Vale das Videiras Petrópolis é um destino rural charmoso, cercado por montanhas, cachoeiras e trilhas, que fica a cerca de 100 km do Rio de Janeiro e é um dos destinos mais surpreendentes da serra fluminense.

Ele faz parte do circuito Araras – Vale das Videiras, um roteiro que liga o centrinho de Araras, outro bairro de Petrópolis, ao vale por uma estrada serrana cheia de curvas e paisagens.

Muita gente descobre o vale de passagem, ao visitar Araras ou Petrópolis, e acaba voltando para ficar o fim de semana inteiro.

Neste post, reunimos tudo o que aprendemos em nossas visitas a esse cantinho que virou um dos nossos refúgios preferidos no Rio de Janeiro: como chegar, o que fazer, onde comer e onde se hospedar. Vem com a gente conhecer o Vale das Videiras!

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Onde fica o Vale das Videiras? Como chegar?

O Vale das Videiras é um distrito que fica na zona rural de Petrópolis (RJ), a uma altitude de cerca de 1.260 metros, fazendo fronteira com outros municípios como Paty do Alferes, Miguel Pereira e Paraíba do Sul.

Também fica bem pertinho de Araras, outro bairro de Petrópolis. Teoricamente, o vilarejo ainda pertence a Araras.

A região está estrategicamente localizada numa parte muito bonita da serra fluminense, que guarda cenários de cachoeiras e montanhas, aventuras e relaxamento. Além de um povo simpático e acolhedor.

De carro

A partir da BR-040, pegue a saída 65 em direção a Araras. Siga pela Estrada Bernardo Coutinho em direção à Estrada Almirante Paulo Meira (RJ-117), sentido Paty do Alferes.

No caminho, você vai passar pelo centrinho de Araras. A partir daí, são cerca de 18 km para chegar ao centrinho do Vale das Videiras. Saindo do Rio de Janeiro, o trajeto todo soma cerca de 100 km e leva em torno de 2 horas, dependendo do trânsito na Via Dutra e na BR-040.

Essa estrada que conecta os dois povoados (Araras e Vale das Videiras) atravessa a Garganta da Ponte Funda, uma passagem estreita entre as serras da região.

Por isso, prepare-se para dirigir por alguns quilômetros com várias curvas e inclinação, por conta da serra. Frequentemente, o estado do asfalto também não é dos melhores.

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De ônibus, sem carro

Dá para chegar ao Vale das Videiras de transporte público, partindo da rodoviária de Petrópolis.

Pegue a linha municipal 160 (Rodoviária x Terminal Itaipava) e, no Terminal Itaipava, faça a baldeação para a linha 605 (Vale das Videiras x Terminal Itaipava), que desce você bem na praça do centrinho.

As duas linhas rodam todos os dias, mas com poucos horários diários; confira o valor atual da passagem e os horários vigentes no site da CPTrans ou em aplicativos como Google Maps antes de sair.

Melhor época para visitar o Vale das Videiras

A melhor época para visitar o Vale das Videiras é entre abril e outubro, período de menos chuva, quando o clima fica mais estável e favorece trilhas e cachoeiras.

Nos meses de inverno, especialmente junho e julho, a serra fica bem fria, ideal para quem gosta desse clima.

Se você quiser aproveitar as trilhas e o passeio de bike com calma, vale reservar pelo menos um fim de semana completo (sexta a domingo) ou um feriado prolongado.

Aos sábados, o centrinho do Vale das Videiras ganha uma pequena feira de produtores locais, com queijos, compotas, artesanato e produtos orgânicos da região. Vale a pena organizar a visita para incluir esse dia.

O que fazer no Vale das Videiras? Principais passeios

O Vale das Videiras reserva boas surpresas. No centrinho, uma praça típica de interior (com coreto e tudo) rende boas fotos.

Se preferir dicas em vídeos, gravamos um vlog mostrando o que fazer e onde comer no Vale das Videiras e Araras:

Passear pelo centro do Vale das Videiras

O centro do Vale das Videiras é bem simples, mas exatamente por isso é tão charmoso. Há algumas lojas, pousadas e restaurantes, além dessa pracinha simpática, com coreto e tudo!

Quando chegar, estacione o carro e comece a caminhar. Dá pra fazer tudo a pé. Tem loja de plantas, lojas de decoração, artesanato e os restaurantes, claro!

Conhecer o Viveiro Muda Tudo

Por falar em lojas de plantas, visitar o viveiro Muda Tudo é uma das atividades mais legais do Vale das Videiras.

Especializado em mudas da flora nativa da Mata Atlântica, o espaço é super gostoso e o atendimento é de uma simpatia ímpar.

Visitar a galeria Armazém das Videiras

Entre os lugares mais interessantes no centro do Vale das Videiras, com certeza a galeria Armazém das Videiras merece destaque.

Fica a apenas alguns passos da praça, e lá você pode visitar os galpões onde funcionam a loja de antiguidades Berrante, a galeria de arte Mul.ti.plo (que também tem loja no Leblon) e o restaurante Nas Videiras.

Fazer uma sessão de spa no Galpão Caipira

Pois é, meu amigo. Até spa você encontra no Vale das Videiras. A estrutura do Galpão Caipira oferece serviços de massagem relaxante, reflexologia, esfoliação e pedras quentes, com sessões de 25 a 50 minutos.

A ideia é oferecer um relaxamento para quem termina as trilhas de bicicleta na região, mas você também pode desfrutar do serviço sem ter feito nenhuma atividade antes.

O espaço funciona de quinta a domingo. Vale confirmar horários e agendar pelo WhatsApp (24) 98103-0029.

Roteiros de bicicleta e mountain bike

A rota de ecoturismo Araras – Vale das Videiras é famosa pelos circuitos de bicicleta. São várias rotas, com diferentes níveis de dificuldade, sinalizadas por cores ao longo do trajeto.

No Galpão Caipira você pode alugar bicicleta e escolher entre os circuitos disponíveis, por conta própria ou com guia.

O aluguel de bike importada custa a partir de R$ 50 na primeira hora e R$ 30 por hora adicional; o guia acompanhando o trajeto é opcional e custa a partir de R$ 80. Confira o valor atual, já que esses preços são reajustados periodicamente.

E o melhor: o Galpão Caipira também tem vestiários excelentes, que garantem o banho e o relaxamento depois da atividade física.

Ou seja, você pode fazer o passeio de bike ou trilha e, depois, tomar um banho e almoçar a comida deliciosa do Galpão Caipira.

Visite as cachoeiras do Vale das Videiras

Entre as cachoeiras da região, a Cachoeira da Ponte Funda com certeza é a mais famosa. Ela tem uma queda d’água grande, que termina numa pequena represa e rende um banho refrescante.

O acesso é gratuito, e fica por volta do km 15 da Estrada Almirante Paulo Meira (para quem vem de Araras). O ponto de referência é uma igreja Assembléia de Deus que fica na beira da estrada. Pode parar o carro ao lado e fazer uma pequena caminhada (5 minutos) até a cachoeira.

Além desta, o Vale das Videiras tem a Cachoeira Sete Quedas, acessada pela mesma estrada, um pouco mais à frente (por volta do km 17 da Estrada Almirante Paulo Meira), em frente à Fazenda das Videiras. A entrada custa R$2, e você paga numa pequena barraca montada na beira da estrada.

A estrutura é simples (há um banheiro e lanches / pequenas refeições vendidas na barraca). A partir da barraca, fazemos uma caminhada tranquila de cerca de 10-15 minutos até a queda d’água.

Também visitamos a “cachoeira da Fazenda Cachoeira”, conhecida assim na região por ficar bem em frente à Fazenda Cachoeira, do outro lado da estrada. Há poucos lugares para parar o carro perto da cachoeira, mas vale a pena. Achei a mais bonita!

Fazer a trilha da Pedra da Cuca

A trilha mais clássica da região é a trilha da Pedra da Cuca. Ela tem cerca de 4,5 km de extensão até o cume, que fica em torno de 1.700 m de altitude (guias e trilheiros locais divergem um pouco sobre o número exato, entre 1.660 m e 1.701 m, então considere essa faixa como referência).

É classificada como caminhada leve superior por boa parte dos guias de trilha da região, com cerca de 2h a 2h30 de subida. Já dá para imaginar que a vista lá de cima é espetacular, não é mesmo?

Fique atento: há dois caminhos para percorrer essa trilha, um saindo da Ponte Funda (Vale das Videiras) e outro saindo de Malta (em Araras).

A trilha é toda a céu aberto, então leve protetor solar, bastante água e evite dias de chuva, já que trechos de laje de pedra ficam escorregadios.

Atrações que ficam perto do Vale das Videiras

Como comentamos no começo do post, o Vale das Videiras faz fronteira com outros municípios, como Paty do Alferes e Miguel Pereira.

Por isso há algumas opções de passeios que, apesar de ficarem em outros municípios, estão tão perto do centro do Vale das Videiras que dá para visitar na mesma viagem.

Vale do Girassol, em Miguel Pereira

Um belo vale com uma plantação de girassóis que rende um cenário espetacular. O Vale do Girassol fica em Miguel Pereira, mas a apenas 7 km do Vale das Videiras, por isso é fácil visitar.

A visitação é sazonal e acontece em algumas janelas ao longo do ano (normalmente em janeiro, outono e outubro/novembro), sempre por um período curto, já que a floração dura pouco.

Não é necessário agendamento, mas é preciso ir de carro, pois fica na zona rural, e é bom acompanhar o Instagram do local para confirmar se está na temporada de floração, porque não tem flores o ano todo.

A visitação costuma acontecer das 9h às 16h, todos os dias durante a temporada aberta. Há uma taxa de entrada de R$ 25 por pessoa (R$30 no cartão, e crianças até 10 anos não pagam); confira o valor atual, já que ele pode ser reajustado a cada temporada.

Onde fica? Estrada Vila Suzana, nº 210, Marco da Costa, Miguel Pereira – RJ. Para confirmar datas de floração, use o WhatsApp (24) 98126-8955 ou o Instagram @valedogirassol.

Alambique DuVale, em Paty do Alferes

Apesar de ficar em Paty do Alferes, o Alambique DuVale fica tão perto do Vale das Videiras que vale incluir no seu roteiro por lá.

Há opção de fazer um tour guiado, conhecendo o processo de produção da cachaça artesanal e finalizando com uma degustação de rótulos envelhecidos e licores.

O espaço funciona de segunda a sábado, das 8h às 17h, e aos domingos, das 10h às 14h. Confira o valor atual do tour antes de ir.

Onde fica? Estrada RJ-117, km 25, Vale das Videiras (limite com Paty do Alferes).

Onde comer no Vale das Videiras

Uma coisa que nos surpreendeu no Vale das Videiras é que, apesar da simplicidade do bairro, os restaurantes que funcionam por lá oferecem experiências gastronômicas espetaculares.

Galpão Caipira

É a melhor estrutura do Vale das Videiras. Fica bem ao lado da praça e funciona como restaurante, pousada, spa e ponto de encontro para praticantes de trilha e mountain bike.

A decoração rústica tem cara de fazenda, e muitos dos itens em exposição podem ser comprados para levar para casa.

A comida segue a mesma pegada de fazenda, com sabores da roça: croquetes de carne, pastéis, linguiça mineira e sanduíche de carne desfiada durante o dia, e opções mais robustas no almoço de fim de semana.

Funciona quinta e sexta das 9h às 20h e, aos fins de semana, das 8h às 21h. No primeiro sábado do mês tem música ao vivo.

Nas Videiras

Funciona dentro do Armazém das Videiras e é também uma opção espetacular. Recomendamos ir à noite para provar a pizza, premiada em concursos nacionais de pizzaiolos. É deliciosa!

Funciona sexta e sábado das 12h30 às 23h30 e domingo das 12h às 17h. Confira o valor atual do cardápio antes de ir.

Momo Gelateria

Sorvetes artesanais deliciosos, no estilo italiano! Funciona no deck do Nas Videiras, dentro do Armazém das Videiras, e é a opção perfeita para a sobremesa depois do almoço ou do jantar.

Lá na Beth

Um bistrô charmoso e caseiro, escondido no meio do mato, com mesas num deck de madeira à beira de um rio (a entrada é por uma pontezinha de madeira em meio à vegetação).

O cardápio é enxuto, com produtos orgânicos da região, e muda com frequência; entre os pratos mais pedidos estão a truta selvagem e um curry (de porco ou vegano).

O clima é intimista, quase como comer na casa de alguém, e o atendimento costuma ser bem pessoal. Funciona de sexta a domingo, das 12h às 17h.

Onde se hospedar no Vale das Videiras

Pousadas no Vale das Videiras

Casas de temporada para alugar no Vale das Videiras

  • Casa Deck Videiras: são 3 quartos com cama de casal, mais um sofá-cama na sala. A decoração é de muito bom gosto e a vista para as montanhas é espetacular. Veja valores e reserve
  • Casa das Flores: são 2 quartos, 1 banheiro, roupa de cama, toalhas, TV de tela plana com canais a cabo. Veja valores e reserve.

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Aqui no site temos diversos posts com dicas de destinos no estado do Rio de Janeiro, então sempre que quiser planejar uma viagem pelo estado, pode passar por aqui no blog Fui ser viajante, para aproveitar nossas dicas:

Perguntas frequentes sobre o Vale das Videiras

Qual a melhor época para visitar o Vale das Videiras?

O período entre abril e outubro costuma ter menos chuva, o que favorece trilhas e passeios de bike. Já junho e julho são os meses mais frios, ótimos para quem gosta desse clima de serra.

É preciso pagar para visitar o Vale das Videiras?

Não. Passear pelo centrinho, ver o coreto e visitar a Cachoeira da Ponte Funda são atividades gratuitas. Atrações específicas, como o Vale do Girassol, têm entrada paga à parte; confira o valor atual antes de ir.

Dá para ir ao Vale das Videiras sem carro?

Sim. Saindo da rodoviária de Petrópolis, pegue a linha 160 até o Terminal Itaipava e depois a linha 605, que leva direto ao centrinho do Vale das Videiras. Vale confirmar os horários atualizados antes de sair.

Quanto tempo de viagem é do Rio de Janeiro até o Vale das Videiras?

São cerca de 100 km, o que costuma levar em torno de 2 horas de carro, variando conforme o trânsito na Via Dutra e na BR-040.

Preciso reservar as trilhas com antecedência?

Na maioria dos casos não, mas vale confirmar as condições de acesso e clima antes de sair, principalmente para a trilha da Pedra da Cuca, que é longa e exposta ao sol.

Quanto custa se hospedar no Vale das Videiras?

Os valores variam bastante conforme a pousada, a casa de temporada e a época do ano. Confira o valor atual direto no site ou na plataforma de reservas antes de fechar a viagem.

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Lila Cassemiro
Klécia Cassemiro (Lila, para os amigos) é fotógrafa, videomaker e editora de conteúdo no blog Fui Ser Viajante. Também é sommelier de cervejas, formada pelo Instituto Science of Beer. Viajante geminiana e curiosa, é especialista em desenhar roteiros fora do óbvio e descobrir os segredos mais bem escondidos de cada destino.
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