O que fazer em Santo André, Bahia: praias, passeios e roteiro completo
O que fazer em Santo André, na Bahia, gira em torno de uma coisa só: desacelerar. Esse vilarejo de menos de 800 habitantes, no município de Santa Cruz de Cabrália, guarda 13 km de praias quase desertas, rio, mar e uma gastronomia que surpreende, tudo isso a poucos minutos de balsa de Porto Seguro.
A Bahia sempre me surpreende com esses paraísos naturais ainda (quase) intocados, e Santo André é um dos mais especiais que já visitei. Por alguma força estranha do universo, o lugar segue pouco conhecido, apesar da proximidade com um dos destinos mais badalados do país.
Se você procura agito, Santo André definitivamente não é para você. Mas se a ideia é pisar no freio, esquecer o relógio e caminhar por praias desertas comendo muito bem, seguem todas as informações que reunimos direto de lá.
Neste post você vai encontrar:
- A vila de Santo André e a seleção alemã na Copa de 2014
- Santo André: o que saber antes de ir (como chegar, quando ir, quanto tempo ficar)
- Onde ficar em Santo André, Bahia
- O que fazer em Santo André: praias e passeios Bônus: Belmonte e a travessia a Canavieiras
- Onde comer em Santo André
- Conexão em Santo André
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⭐️ Sem tempo de ler tudo? Aqui tem um resumo: Santo André, Bahia
| Onde fica | Vila de Santo André, distrito de Santa Cruz de Cabrália, sul da Bahia |
| Como chegar | Aeroporto de Porto Seguro (35 km) + balsa pelo Rio João de Tiba (10 min) |
| Quantos dias | 2 dias (introdução ao destino) a 7 dias (descanso completo) |
| Melhor época | Ano todo, mas chuvas são mais espalhadas; programe alguns dias extras para garantir sol |
| Onde ficar | Praia de Santo André (mais pousadas) ou Guaiú/Santo Antônio (mais isolado) |
| Não pode faltar | Praia das Conchas, arroz de polvo em Guaiú, pôr do sol na Beira Rio |
A vila de Santo André e a seleção alemã na Copa do Mundo 2014
Santo André já viveu seus 15 minutos de fama mundial. Lembra da Copa do Mundo de 2014, no Brasil?
A seleção da Alemanha procurava um lugar no país para fazer sua concentração e escolheu justamente essa vila praticamente desconhecida da maioria dos brasileiros na época.
Foram meses agitados: a calmaria de uma vila de pescadores se transformou completamente com a chegada de repórteres, jogadores e curiosos. Foi manchete atrás de manchete nas revistas de esporte e turismo, até que a Copa acabou e a vila voltou a viver seus dias de paz.
Mas essa passagem deixou um dos maiores legados de Santo André: o Campo Bahia, o complexo de treinamento construído para a seleção alemã, que hoje funciona como um resort cinco estrelas com villas, spa, piscina, restaurante e praia privativa.
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Mesmo hospedado em outra pousada, dá pra visitar o Campo Bahia fazendo uma reserva no restaurante, aberto para não hóspedes.
💡 Dica da Lila: não há caixa eletrônico nem posto de gasolina; esses serviços só existem em Santa Cruz Cabrália. Então vá preparado!
Santo André, Bahia: o que saber antes de ir
Como chegar em Santo André na Bahia?
O aeroporto mais próximo é o de Porto Seguro, a cerca de 35 km de distância. Quem desembarca por lá pode alugar um carro no próprio aeroporto e seguir pela estrada litorânea em direção a Santa Cruz de Cabrália.
O que a gente sempre faz para alugar carro nas viagens é comparar preços das locadoras locais antes de fechar a reserva, o que ajuda bastante a encontrar a melhor opção de custo-benefício.
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A partir de Cabrália, é preciso atravessar o Rio João de Tiba de balsa até chegar em Santo André (a balsa é a única forma de acesso; não existe ponte). A travessia é rápida, cerca de 10 minutos.
A balsa funciona o dia inteiro: partidas a cada 30 minutos, das 6h até a meia-noite e meia, com duas saídas extras de madrugada (2h30 e 4h30).
💡 Dica da Lila: o preço da travessia pode sofrer alterações, então confira o valor atual antes da viagem. Nos últimos meses (2026), o valor para carro de passeio girou entre R$ 25 e R$ 30; moradores de Cabrália pagam tarifa reduzida.
Depois de atravessar, você já chega na BA-001, a rodovia que corta toda a vila, com placas indicando pousadas e praias. Colocar o nome da hospedagem no GPS ajuda bastante.
Quando ir a Santo André?
O sul da Bahia é uma caixinha de surpresas: numa viagem de uma semana, dá pra pegar sol, chuva e sol de novo. As chuvas são bem espalhadas ao longo do ano, então existe chance de pegar dias de sol contínuo, e também chance de pegar pelo menos algum dia chuvoso.
Nós ficamos bem dentro dessa estatística: viajamos em novembro, e dos três dias que ficamos em Santo André, choveu pelo menos um dia e meio. Não pegamos nenhum dia só de sol, ou só de chuva.
Pegamos os efeitos de uma virada de tempo forte no sudeste, já que as mais fortes costumam impactar o clima dessa região da Bahia. Claro que atrapalha, mas eu particularmente não acho que tirou a beleza do lugar.
Por outro lado, a média histórica de chuva da região não passa dos 150mm mensais, então mesmo que chova, não é esperado que aconteçam muitos dias seguidos. Programe mais de 3 dias na região para, mesmo com chuva, conseguir pegar pelo menos um dia de sol.
Nós pegamos um dia de sol, um dia nublado e um dia de chuva fraca mas persistente.
Quanto tempo ficar em Santo André na Bahia?
Santo André não é pensada para apressadinhos. A ideia aqui é desacelerar, descansar, curtir a natureza e a gastronomia num ritmo bem mais lento que a loucura da vida em sociedade.
Para os fãs do slow travel, não imagino lugar melhor para passar uns dias que as praias desertas de Santo André.
Programe sem medo 3, 5 ou até 7 dias por lá, para uma viagem sem pressa, pensada no viver e comer bem.
Mas Santo André também acolhe os viajantes mais apressadinhos, aqueles sem paciência para ficar muitos dias isolados ou fora do agito. Para essas pessoas, recomendo reservar pelo menos 2 dias inteiros, para viver uma introdução à beleza das praias e sabores da gastronomia.
Mas fique avisado: será apenas uma viagem de reconhecimento. Viajando assim, você deixa escapar a principal vantagem de estar em Santo André, que é exatamente não ter pressa para absolutamente nada.
Onde ficar em Santo André, Bahia
A vila é pequena, mas a variedade de hospedagem surpreende: dá para escolher entre pousadas simples na praia principal, resorts de alto padrão e opções mais isoladas em Guaiú e Santo Antônio, cerca de 8 a 13 km ao norte.
Onde nós ficamos: a Vila Araticum Praia, na praia de Santo André, tanto pela excelente estrutura do quarto e do bar da praia quanto pelo custo-benefício. É bioarquitetura integrada à mata, restaurante próprio com pratos autorais e bar de praia que também atende quem não está hospedado.
A maioria das pousadas fica concentrada na praia de Santo André, a mais movimentada (dentro do que “movimentado” significa por ali).
Quem busca ainda mais isolamento pode considerar hospedagem em Guaiú ou Santo Antônio, mais distantes e com estrutura mais simples.
💡 Dica da Lila: se o seu roteiro incluir Belmonte ou Canavieiras no mesmo passeio, vale considerar ficar hospedado em Guaiú ou Santo Antônio, que ficam no caminho e cortam um pouco da distância.
Separei aqui algumas opções de pousadas bem avaliadas em Santo André, que você pode considerar para sua estadia na região:
| Pousada | Perfil | |
|---|---|---|
| Vila Araticum Praia | Bom custo-benefício. Bioarquitetura, restaurante próprio, bar de praia. Onde ficamos e recomendamos. | Veja valores e reserve |
| Village Mata Encantada | Bom custo-benefício. Estrutura simples, bem avaliada, no meio da vegetação nativa. | Veja valores e reserve |
| Gaivota Suítes | Bom custo-benefício. Fica na Beira Rio, com a varanda mais bonita para ver o pôr do sol. | Veja valores e reserve |
| Vila Angatu Eco Resort SPA | Alto padrão. Piscina, spa, quadras de tênis, boa opção para famílias. | Veja valores e reserve |
| Campo Bahia Hotel Villas Spa | Alto padrão. O resort da seleção alemã, com villas, spa e praia privativa. Vagas esgotam rápido, reserve com antecedência. | Veja valores e reserve |
| The Lion Cottage | Bom custo-benefício. Chalés de madeira em meio à mata, à beira de um riozinho, com aluguel de bicicleta incluído. Boa opção para quem busca mais privacidade. | Veja valores e reserve |
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O que fazer em Santo André, Bahia: praias e passeios
A boa notícia é que você não precisa de roteiro superplanejado para aproveitar Santo André. Esqueça a correria e o agito: pise no freio e se prepare para curtir a natureza, as praias e a calma da vila.
São 13 km de praias lindas e quase desertas. Sua maior decisão, todos os dias, será se você vai relaxar na cadeira de praia do seu hotel, ou caminhar pelo litoral para explorar uma praia mais distante. Vale ir de carro também, mas o caminho pela areia é bem mais interessante.
Beira Rio de Santo André
A vila de Santo André é um cenário entre o rio e o mar. O Rio João de Tiba desemboca no Oceano Atlântico bem no começo da vila, e proporciona algumas das paisagens mais interessantes do lugar.
A Beira Rio é o lugar perfeito para curtir um fim de tarde, apreciando a geografia privilegiada que combina mangue, rio e mar. Especialmente na maré baixa, é possível ver um braço de areia que se estende até bem dentro do mar, dando ainda mais textura ao cenário.
A varanda do restaurante da pousada Gaivota está estrategicamente localizada na Beira Rio: é um ótimo ponto de apoio para tomar drinks e curtir o pôr do sol, com direito a jantar (o forte da cozinha são os pratos de peixe, especialmente moquecas).
Ponta de Santo André
Ali onde o rio encontra o mar, fica a Ponta de Santo André. A faixa de areia faz uma curva para receber a foz do rio, formando uma enseada de águas calmas, com água de rio de um lado e água do mar do outro.
⚠ imagem ausente: Enseada da Ponta de Santo André
Foto: Fui Ser Viajante
A vegetação se divide entre mata atlântica preservada e mangue. Quando a maré sobe, a água pode chegar até as árvores, e é curioso ver só as copas acima do nível do mar. Não espere água super clara e azul nessa parte, mas o cenário é lindo, rústico e tranquilo.
Praia de Santo André
Essa é a principal praia da vila, e onde ficam as principais pousadas também. É bem extensa, ótima para caminhadas em qualquer maré, com densidade demográfica bem baixa.
Vale saber que a praia de Santo André é ponto de desova de tartarugas marinhas, por isso à noite as pousadas desligam as luzes viradas para a praia, para não desorientar os animais.
Especialmente na maré baixa, é possível ver o recife Boqueirão a uma certa distância da areia, onde os praticantes de pesca esportiva se encontram para a pesca de marlim azul. A região é considerada uma das melhores do mundo para essa prática, e dá para contratar passeios de barco para pescar.
Praia de Jacumã
Espremida entre as mais famosas praias de Santo André e Tartarugas, Jacumã passa praticamente despercebida nos roteiros. Por não ser tão conhecida, é uma das praias mais preservadas e pouco visitadas da vila.
Você praticamente não encontra pousadas por lá; na alta estação, alguns moradores montam barracas de apoio, com acarajé e outros petiscos baianos.
Praia das Tartarugas
Saindo da nossa pousada na praia de Santo André, foram cerca de 1,5 km de caminhada pela areia até a praia das Tartarugas (também conhecida como praia de Itacimirim), nome que também tem relação com as tartarugas marinhas que procuram essa faixa de areia para desovar.
Recomendo visitar na maré baixa, quando se formam piscinas naturais perto do Recife de Itacimirim: dá para ver peixinhos e se refrescar em águas mornas e calmas.
No canto esquerdo da praia existe um grande pedaço de mangue, que delimita o fim da faixa de areia. Especialmente na maré baixa, é possível cruzar esse mangue por uma trilha de areia e seguir caminhando para conhecer mais praias. A gente testou!
Praia das Conchas
Do outro lado do mangue, encontramos as praias mais pitorescas (e que achamos mais lindas) de Santo André. A primeira é a Praia das Conchas, praticamente deserta e pouco conhecida dos turistas.
O recife de coral fica ainda mais pronunciado nessa parte, formando várias piscinas naturais.
Com a maré baixa, logo notamos uma característica marcante: pela proximidade do coral, é muito fácil encontrar conchas de várias cores e tamanhos na areia.
Ponta de Santo Antônio
Depois de cerca de 5 km de caminhada, chegamos na Ponta de Santo Antônio, uma praia deserta onde você caminha quilômetros sem encontrar ninguém. Apenas algumas casas de temporada e condomínios aparecem aqui e ali; fora isso, é só a beleza da natureza.
Talvez por ser tão isolada, essa é uma das praias mais bonitas de Santo André.
É na altura dessa praia que fica o Parque Marinho da Coroa Alta, com passeios saindo de Santa Cruz Cabrália e Porto Seguro para conhecer o recife e sua biodiversidade (também é possível contratar barcos direto de Santo André).
A praia é delimitada pela foz do rio Santo Antônio, e foi aqui que encerramos nossa caminhada, com mais de 5 km pela areia desde a Praia de Santo André. Esse passeio a pé é lindo, mas combina mais com quem tem alma “andarilha”.
Se programe, leve água e lembre que é preciso fazer o caminho de volta. Caso prefira visitar essas praias de carro, todas têm entrada pela estrada; basta ficar atento e usar o GPS.
Praia de Santo Antônio
É preciso atravessar a ponte de Santo Antônio na BA-001 para seguir conhecendo as outras praias; a partir daqui, o roteiro já segue de carro. Ao cruzar a ponte, você encontra mais um pedaço de vila, com casas de moradores locais e algumas pousadas e restaurantes.
Praia do Guaiú
A praia do Guaiú fica a 13 km da vila de Santo André, pela estrada asfaltada BA-001 até o povoado de mesmo nome, seguido de 1 km de estrada de areia. Além do banho de mar, o lugar proporciona também o banho de rio, já que a foz do rio Guaiú fica bem perto.
💡 Dica da Lila: quando estivemos lá, o restaurante à beira-mar mais tradicional de Guaiú era conduzido pessoalmente pela cozinheira que dá nome à casa, e o clima intimista e caseiro era metade da experiência.
Hoje o negócio passou para uma nova gestão, então talvez você não encontre mais esse contato direto com quem criou o lugar.
Ainda assim, o prato símbolo, o arroz de polvo, segue sendo servido, e a estrutura pé na areia continua funcionando (mais detalhes na seção de restaurantes).
Belmonte: bate e volta pela história do cacau
Seguindo mais ao norte pela BA-001, em menos de 50 km você chega a Belmonte. De um lado as margens do rio Jequitinhonha, do outro o mar: a cidade viveu seu auge na época áurea dos barões de cacau, que chegou a representar 80% da economia local, com casarões em estilo neoclássico e art nouveau.
Com o declínio do cacau, muitas construções foram abandonadas, algumas viraram ruínas. Um movimento de restauração cresceu na cidade, e hoje muitos casarões estão recuperados, dando à visita um quê de viagem no tempo.
Vale visitar o Museu das Cadeiras Brasileiras (MUCA), instalado na casa onde nasceu o arquiteto e designer Zanine Caldas, com um acervo de móveis assinados por nomes como Irmãos Campana e Sergio Rodrigues.
O museu abre de quarta a sexta, das 9h às 12h e das 14h às 17h; aos sábados e domingos, só com agendamento prévio.
A dica para quem vai visitar Belmonte é ir de manhã, e na volta parar para almoçar em um dos restaurantes no caminho de volta para Santo André.
Travessia a Canavieiras: bônus para quem visita Belmonte
Se o horário da maré for favorável, dá para incluir no mesmo passeio a travessia a Canavieiras, cruzando o delta do Rio Jequitinhonha, um emaranhado de canais entre ilhotas de manguezal viçoso.
Existem duas formas de fazer o trajeto: o transporte regular de passageiros (voadeiras que saem de acordo com a maré alta, cobrando por volta de R$ 30 por pessoa) ou um passeio turístico contratado, em que o barqueiro escolhe o caminho mais bonito, passando por canais mais estreitos e parando para banho.
💡 Dica da Lila: como o horário depende inteiramente da maré, ligue com antecedência para agendar com um barqueiro local, e confirme o valor atualizado antes de ir.
Canavieiras é uma espécie de “prima rica” de Belmonte: comércio mais ativo e casarões à beira-rio ainda mais conservados. Vale a voltinha se o tempo permitir.
Passeios de barco
Escunas e chalanas levam grupos maiores partindo do cais de Santa Cruz Cabrália, mas quem está hospedado na vila pode fretar um barco privativo direto com a pousada, ou negociar diretamente com barqueiros locais.
No mar, dá para escolher entre os corais de Coroa Alta ou do Araripe, ideais para mergulho na maré baixa. O Rio João de Tiba também é lindo de percorrer, tanto de dia quanto ao pôr do sol, com parada possível para um almoço caseiro à beira-rio.
Passeio de jipe pelas praias
Uma boa alternativa para quem não quer caminhar todo o litoral é o passeio de jipe, que percorre boa parte dos mais de 40 km de praias da região entre Santo André e arredores.
Costuma ser oferecido por empresas de turismo que atuam na rua principal da vila; vale perguntar na sua pousada, já que os contatos mudam com frequência.
Pesca oceânica de marlim azul
Santo André é considerado um dos melhores lugares do mundo para a pesca esportiva de marlim azul, especialmente na temporada de verão. Se esse é seu tipo de passeio, sua pousada tem os contatos de guias e embarcações da região.
Ioga em Santo André
A vila tem muitos moradores praticantes de yoga, e costuma receber encontros e workshops com nomes nacionais e internacionais. Vale perguntar na sua pousada sobre a agenda do momento.
Bônus: Reserva da Jaqueira, em Porto Seguro
Se o seu roteiro incluir um dia extra em Porto Seguro antes ou depois de Santo André, vale conhecer a Reserva da Jaqueira, um território pataxó de mais de 800 hectares de mata atlântica preservada, a poucos quilômetros do centro.
A comunidade vive do turismo e recebe visitantes todas as manhãs para um programa de imersão que inclui história contada pelas próprias lideranças pataxó, arco e flecha, pintura corporal e degustação de peixe assado à maneira tradicional.
É considerado um dos modelos mais reconhecidos de etnoturismo comunitário do país.
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Onde comer em Santo André, Bahia
A gastronomia é um dos grandes trunfos de Santo André, mesmo sendo uma vila tão pequena. Entre restaurantes na Beira Rio, nas praias e no cais histórico de Santa Cruz Cabrália, a qualidade das experiências vai te surpreender.
| Restaurante | Onde fica | Perfil |
|---|---|---|
| Maroca Praia | Praia de Santo Antônio | Bom custo-benefício. Premiado como Melhor Moqueca da Bahia. Nosso favorito. |
| Restaurante do Guaiú (arroz de polvo) | Praia do Guaiú | Bom custo-benefício. Prato símbolo da região, hoje sob nova gestão. |
| Gaivota | Beira Rio, Santo André | Econômico. Melhor varanda para o pôr do sol. |
| Cafeteria e Brigadeiro Luz de Minas | Beira Rio, Santo André | Econômico. Brigadeiro de colher imperdível. |
| Restaurante da Vila Araticum | Praia de Santo André | Bom custo-benefício. Pratos tradicionais, bem servidos. |
| Seu Beira-Mar | Centro Histórico, Santa Cruz Cabrália | Alto padrão. Casarão do século 19, alta gastronomia. |
| Novo Trigo | Cabrália | Bom custo-benefício. Massas artesanais feitas na hora. |
Maroca Praia
No texto original, já contamos que a comida no Maroca Praia estava deliciosa (os pratos são individuais e bem servidos), e a estrutura é muito boa, com mesas externas, salão coberto e apoio na praia. Dá pra passar uma tarde ou o dia inteiro por lá.
Recomendo muito o baião de dois de frutos do mar e os dadinhos de tapioca com camarões flambados na cachaça.
A carta de vinhos da casa também merece uma conferida! De lá para cá, o Maroca só ficou mais forte na cena gastronômica da região, sendo premiado como Melhor Moqueca da Bahia num concurso estadual.
Eu Aqui Maria Nilza: o famoso arroz de polvo do Guaiú
Separe um dia inteiro (ou pelo menos o almoço e boa parte da tarde) para conhecer a praia do Guaiú e comer um arroz de polvo inesquecível neste restaurante à beira-mar do povoado.
Quando estivemos lá, o lugar tinha muita personalidade: uma barraca de praia com espreguiçadeiras decoradas com almofadas coloridas e um banheiro pra lá de inusitado, com vasos sanitários dispostos ao ar livre, para fazer xixi com vista.
Tudo refletia a personalidade cativante da Maria Nilza, cozinheira que criou o lugar e dava nome à casa, sempre circulando pelas mesas, batendo papo e contando histórias. Chegamos a conhecê-la, conversar um bocado com ela, uma pessoa ímpar.
Mas Nilza se aposentou e vendeu o restaurante. Embora tenha mudado de gestão, ele manteve o mesmo nome e o prato mais recomendado continua sendo o arroz de polvo, preparado no forno a lenha (a barraca não tem luz elétrica nem wi-fi).
Além disso, a experiência de banho de mar e de rio, que corre bem ao lado do restaurante, segue valendo muito a pena.
Restaurantes em Santo André e Cabrália
Já citamos nossos favoritos, mas vale reforçar: o Gaivota, especialmente para um fim de tarde na Beira Rio, com cardápio de moquecas e peixe fresco.
O restaurante da pousada Vila Araticum também atendeu bem numa noite em que estávamos cansados demais de praia e sol e preferimos comer na pousada mesmo. Os pratos de comida brasileira tinham porções eram bem servidas e saborosas. O bar da praia serve ótimos petiscos e drinks.
Recomendo também a Cafeteria e Brigadeiro Luz de Minas, com atendimento mais que simpático e um brigadeiro de colher de lamber os beiços. Eles também servem pratos e outros quitutes, numa casinha com decoração afetiva e varanda com vista para o rio e o mar.
Ficamos devendo uma visita ao restaurante do Camp Bahia, muito bem recomendado, e também ao restaurante da Pousada Victor Hugo, indicado pelos drinks.
Se o seu roteiro passar por Santa Cruz Cabrália, dois endereços recentes valem a pena: o Seu Beira-Mar, instalado num casarão histórico do século XIX na praça do cais, com cardápio de alta gastronomia; e o Novo Trigo, especialista em massas artesanais feitas na hora, há mais de uma década na região.
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Seguro viagem para Santo André, Bahia
Mesmo em viagens dentro do Brasil, contratar um seguro viagem é uma boa prática, principalmente pensando em imprevistos médicos numa região mais isolada como Santo André, onde o acesso a hospitais e farmácias é mais distante.
O que a gente sempre faz é pesquisar preços e coberturas num comparador de seguradoras, que reúne vários planos de uma vez e facilita bastante na hora de escolher.
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Alugue seu carro para explorar a região
Ter carro em Santo André vale muito a pena, especialmente se o seu roteiro incluir Belmonte, Canavieiras ou os passeios pela BA-001. O que a gente sempre faz é comparar preços das locadoras antes de fechar a reserva.
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Perguntas frequentes sobre Santo André, Bahia
O que fazer em Santo André, Bahia?
As praias quase desertas são a principal atração, além de passeios de barco aos corais de Coroa Alta e Araripe, passeio de jipe, pesca oceânica de marlim azul e bate e volta para a histórica Belmonte.
Como chegar em Santo André saindo de Porto Seguro?
O aeroporto de Porto Seguro fica a cerca de 35 km de distância. De lá, é preciso seguir de carro até Santa Cruz Cabrália e atravessar de balsa pelo Rio João de Tiba (cerca de 10 minutos de travessia).
Quanto custa a balsa para Santo André?
O preço muda com frequência; confira o valor atual antes da viagem. Recentemente, o valor para carro de passeio girava entre R$ 25 e R$ 30, com tarifa reduzida para moradores da região.
Quantos dias ficar em Santo André?
Para quem quer só conhecer o essencial, 2 dias já dão uma boa introdução. Para viver a experiência completa de slow travel, vale programar de 3 a 7 dias.
Qual a melhor época para ir a Santo André?
As chuvas são espalhadas ao longo do ano, sem uma estação claramente seca. Programar alguns dias extras de viagem aumenta as chances de pegar sol.
Onde ficar em Santo André, Bahia?
A maioria das pousadas fica na praia de Santo André, mas há opções também em Guaiú e Santo Antônio para quem busca mais isolamento. O Camp Bahia é a opção de alto padrão mais conhecida da região.
Vale a pena comer no restaurante de Guaiú com o famoso arroz de polvo?
Sim, o prato continua sendo o carro-chefe do lugar mesmo após a mudança de gestão do restaurante. É um passeio que combina banho de mar e de rio no mesmo lugar.
É preciso 4×4 para andar pelas estradas de Santo André?
Não necessariamente, mas algumas vias de acesso às praias mais distantes são de terra ou areia. Um carro popular costuma dar conta (nós viajamos por lá com um HB20), mas vale confirmar as condições da estrada na sua pousada.
Dá para visitar Belmonte e Canavieiras no mesmo dia saindo de Santo André?
Sim, Belmonte fica a menos de 50 km, e a travessia a Canavieiras pode ser encaixada no mesmo passeio, desde que o horário da maré favoreça.
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