10 filmes gravados em Paris: para viajar sem sair de casa

Filmes gravados em Paris | A brilhante Torre Eiffel, o luar refletindo o Sena, os cafés clássicos – não há como negar que Paris é peculiar e encantadora.

É uma cidade que inspira o artista que existe em todos e talvez seja por isso que tantos diretores e roteiristas canalizam essa criatividade através do cinema, e há tantos filmes gravados em Paris e falando sobre a cidade.

Paris já foi cenário para incontáveis filmes, desde pequenas criações independentes a grandes musicais de orçamento astronômico. Filmes engraçados, tristes, inspiradores e mágicos.

Reunimos uma lista dos melhores filmes gravados em Paris para alimentar sua ânsia de viajar e explorar a cidade com seus próprios olhos. Ou, quem sabe, matar as saudades de uma viagem antiga, revisitando Paris pela tela do cinema.

Essa lista de filmes gravados em Paris tem espaço para todos os gostos e ocasiões – quase certeza que você vai achar um filme para dar play agora mesmo!

Vamos nessa? Viajar por Paris sem sair de casa!

Filmes gravados em Paris: para ver antes de ir

Piaf – Um Hino ao Amor

O filme que deu a Marion Cotillard nada menos que Oscar e Globo de Ouro (entre outros prêmios) de melhor atriz, Piaf – Um Hino ao Amor (La Vie en Rose no original) é uma ‘cinebiografia musical’ da vida de Edith Piaf, uma das cantoras mais queridas da França.

Piaf é mais famosa por sua música ‘La Vie En Rose‘, frequentemente ouvida sendo tocada em acordeão pelas ruas de Paris. Filha de um artista circense que passava por dificuldades durante a Primeira Guerra Mundial, Piaf passou grande parte de sua infância no caos.

A ascensão de Edith à fama era improvável, o que torna sua história – cheia de dependência de drogas, doenças e abuso – ainda mais comovente.

Mas é claro que, além de conhecer a história da artista, também dá pra aproveitar muito da Cidade Luz através do filme, afinal, é por isso que está aqui nessa lista.

Por exemplo, em um momento de sua vida a cantora morou na ruas de Paris. Em 1935, ela foi vista por Louis Leplée (interpretado no filme por Gérard Depardieu). Ele era gerente do Le Gemmy e propôs à Piaf que ela se apresentasse lá.

O local onde ele a encontra é a Rue du Ranelagh. Outra rua de Paris que aparece em destaque no filme é a Rue Androuet.

Aos 20 anos, Edith Piaf só queria cantar. Ela faz exatamente isso nesta rua do bairro de Belleville, acompanhada por Momone (Sylvie Testud).

Anote outras locações de Paris que ganham destaque no filme: Rue Ravignan, Cemitério de Père-Lachaise, o Teatro Olympia e o Teatro Bobino.

Maria Antonieta

O ilustre Château de Versailles e seus jardins formam o cenário perfeito para esta versão ‘diferenciada’ da vida de Marie Antoinette, a rainha mais controversa da França.

Kirsten Dunst interpreta a austríaca que, aos 14 anos, é enviada para Versalhes e, posteriormente, se casa com o futuro Luís XVI da França.

O filme segue seus primeiros anos de casamento, sua ascensão ao poder e estilo de vida ostensivo, bem como sua derradeira queda da graça.

A história toda se passa no Palácio de Versalhes, e a maior parte do filme foi filmada lá, embora outros locais tenham sido usados: palácios na região de Paris, mansões parisienses e, por vezes, estúdios, principalmente para o pequeno apartamento da rainha.

A diretora Sofia Coppola recebeu autorização para filmar em Versalhes, o que não é dado a todos, e ela foi capaz de filmar uma cena de baile para o casamento de Maria Antonieta e Luís XVI no Salão dos Espelhos, apesar de estar fechado para reforma na época em que o filme foi feito, em 2005.

Também no filme, aparecem a parte externa do Petit Trianon, ‘reino de Maria Antonieta’ e o Hameau de la Reine e suas casas com telhados de colmo – onde ela gostava de brincar de fazendeira.

Paris

Com histórias ligeiramente entrelaçadas e paralelas à la Crash ou Manhattan, Paris conta as várias histórias de pessoas que vivem na capital francesa.

Uma dançarina profissional aposentada com problemas cardíacos interpretada por Romain Duris, sua irmã assistente social interpretada por Juliette Binoche e as várias outras pessoas que eles encontram no dia a dia, como um padeiro, o dono de uma barraca e alguns vizinhos.

Uma história de luta, frustração, amor e, em última análise, a humanidade cotidiana – esse filme faz você retroceder e pensar em nosso tempo finito neste planeta. Que melhor modo de fazer isso do que viajando (ainda que pela TV) por uma cidade tão antiga quanto Paris?

O diretor Cedric Klapisch cria um retrato em camadas e honesto de uma cidade onde a interação de intimidade, desejo e perda está gravada nos locais e no design do filme.

Vidas paralelas às vezes se cruzam, mas na maioria das vezes não, assim como os bairros paradoxalmente se tocam e permanecem separados.

Enquanto alguns cantos dessas múltiplas narrativas se sobrepõem, assim acontece com a cidade e os bairros adjacentes de Paris. Eles existem lado a lado e por vezes se conectam, como parte da paisagem urbana vibrante, melancólica e diversificada.

Antes do pôr-do-sol

Antes do pôr-do-sol é o segundo filme de uma série de três partes que explora as várias épocas de um relacionamento moderno.

O casal na trilogia é o mesmo; Jesse e Celine. Um americano e uma francesa.

Eles se conheceram em um trem, onde Jesse convence Celine a descer com ele em Viena e eles passam uma noite juntos vagando pelas ruas, antes de se separarem.

Eles concordam em se encontrar novamente no mesmo local em 6 meses.

Porém, o casal só volta a se encontrar em Paris, 9 anos depois. Os dois foram em direções diferentes em suas vidas, Jesse é casado e é um autor de livros bem sucedido, Celine é uma defensora do meio ambiente e tem um namorado.

O filme exuberante e realista leva os espectadores a viajar por algumas das famosas paisagens parisienses, enquanto os protagonistas se sentam em um café, dão um rolé em um barco Bateaux Mouche e passeiam por jardins e becos românticos.

Filmado em apenas 15 dias em Paris e recebido com grande aplauso, esse filme é uma aula de fotografia cinematográfica e conta com diálogo crus verdadeiros.

Foi com esse filme (ou melhor, com essa trilogia) que eu aprendi o que é um ‘plano sequência’, aquelas cenas que acontecem sem cortes e que você parece fazer parte da história ao lado dos personagens. Há cenas de cerca de 20 minutos sem um corte sequer.

Eu amo essa trilogia e sempre recomendo pra todo mundo, pois além de serem interessantes como obra cinematográfica, são uma lição de vida e de relacionamentos amorosos.

E pra quem é viajante, uma oportunidade de quase que literalmente passear sem sair do sofá.

Paris, eu te amo

Paris, eu te amo é um filme de projeto de arte / antologia que conta dezoito histórias separadas sobre 18 dos 20 distritos de Paris.

Cada curta-metragem é independente, com seus próprios diretores, escritores, enredo e elenco, mas todos compartilham a mesma linha: Paris.

Esta mistura única de diferentes técnicas mostra a variedade e a beleza das diferentes áreas de Paris.

A produção é repleta de nomes famosos, como os irmãos Coen (diretores/roteiristas), Natalie Portman, Elijah Wood, Steve Buscemi, Nick Nolte, Gerard Depardieu e muito mais.

Ao mesmo tempo engenhoso e charmoso, sentimental e bizarro, engraçado e sombrio; é um filme único, com uma estrutura que tocará no coração de qualquer amante de Paris, independentemente do seu bairro favorito.

O Balão Vermelho

Um clássico infantil de Albert Lamorisse, de 1956.

O Balão Vermelho (Le ballon rouge) conta a história de um menino parisiense que recupera um balão amarrado a um poste de luz, e descobre que ele tem mente e personalidade próprias, seguindo o garoto pelas ruas e formando um laço quase inseparável.

Filmado em uma área chamada Ménilmontant de Paris, o filme mostra um labirinto de ruelas estreitas e de paralelepípedos. A ‘aparência do balão’, por assim dizer, serve como um simbolismo para esperança.

Como se trata de um curta de 1956, dá pra ver tudo no YouTube

O filme rendeu a Lamorisse um Oscar de Melhor Roteiro Original e uma Palma de Ouro de Melhor Curta-Metragem no Festival de Cannes, juntamente com elogios da crítica.

Um clássico, premiado, lúdico e bem curtinho. Merece sua atenção até por mostrar uma área incomum da cidade e por ser tão importante para a cultura francesa, já que muitas crianças o conhecem.

Cinderela em Paris

Um musical estrelado por Audrey Hepburn e Fred Astaire não pode ficar de fora de qualquer lista de recomendações de filmes.

Funny Face conta a história de uma tímida balconista de uma livraria que é descoberta em Greenwich Village (Nova York) e é levada a Paris para ser modelo de uma revista de moda.

Uma comédia romântica, um musical e um enredo clássico, Funny Face (título original) é um exemplo perfeito da era de Hollywood em Paris. Este filme contém alguns dos momentos mais icônicos de Hepburn.

Imagens dela caminhando ao longo do Sena, cantando e dançando na ‘sacada’ da Torre Eiffel são momentos clássicos do filme. E o famoso conjuntinho preto que ela veste enquanto dança em um bar de jazz se transformou em um ícone fashion.

As vívidas locações de Paris mostradas através das lentes fazem a cidade parecer ainda mais brilhante e romântica.

O sempre hipnotizante Fred Astaire, interpretando um fotógrafo de moda inspirado no Richard Avedon da vida real, é um ótimo ‘bônus’.

A Invenção de Hugo Cabret

A Invenção de Hugo Cabret, um filme do mestre Martin Scorsese baseado em um livro infantil, segue a história de um garoto órfão que vive na torre do relógio da estação de trem Gare Montparnasse na década de 30.

Enquanto tenta despertar o interior mecânico de um autômato (robô que se opera de maneira automática), o garoto explora a estação.

O filme é uma celebração do cinema e de Paris – partes mais sombrias da cidade do lado de fora do mostrador do relógio mostram o Sena brilhando à luz da lua e seguindo em direção à distante Torre Eiffel.

Além da estação de trem, que acaba sendo um dos personagens da trama, há alguns outros cenários importantes de Paris estão presentes no filme.

Como por exemplo a Bibliothèque Saint-Geneviève, o Théâtre de l’Athénée Louis-Jouvet e a Universidade Sorbonne.

A Bailarina

A Bailarina é uma animação muito bonitinha que conta a história de Félicie, uma órfã de 11 anos da região da Bretanha (norte da França).

Félicie sonha em se tornar uma dançarina. Ela foge do orfanato com a ajuda de seu melhor amigo, Victor, que quer ser um grande inventor. Juntos, os amigos partem para Paris para perseguir seus sonhos.

É muito interessante assistir um personagem animado perseguindo uma carreira criativa, em vez de, digamos, sair em uma busca com animais piadistas.

Além de ser um filme com uma mensagem importante não só para meninas que sonham ser bailarinas, mas para todas as crianças (e por que não para adultos?), essa animação também mostra belas cenas de Paris.

Não muito como outros aqui citados, até porque a cidade não é exatamente um dos personagens na história, e fora o fato de que, né, é uma animação.

Mas é sempre legal dar uma variada e ver uma nova roupagem pra essa cidade que já foi retratada de tantas maneiras. E ver com a família toda.

Moulin Rouge

E um dos filmes gravados em Paris que ficaram mais famosos mundialmente não poderia ficar de fora da lista.

Situado nas belas ruas de Montmartre (bairro boêmio de Paris) e dentro do grandioso moinho de vento vermelho, Moulin Rouge é a história de um escritor sem dinheiro (Ewan McGregor), que se apaixona por uma atriz esperançosa, a cortesã Satine – interpretada por Nicole Kidman.

Juntamente com um grupo de revolucionários boêmios, eles escrevem um espetacular musical fantástico e elaborado.

Moulin Rouge evoca a famosa boate parisiense no final do Século XX, com visual impressionante e trilha sonora contagiante para atrair o público moderno.

Situada em Paris em 1899, este filme definitivamente te transportará para outro lugar e época, enquanto mostra uma história de amor fantástica, no sentido de psicodélica mesmo.

Moulin Rouge retrata Paris de uma maneira febril, não muito realista, e é exatamente isso que a torna tão atraente e fácil para os olhos.

Bônus: Filmes gravados em Paris que já citamos por aqui

Há dois filmes que tem Paris como cenário e que são muito bons (além de mostrarem bastante a cidade) que são Amèlie Poulain e Meia-Noite em Paris.

Acontece que ambos já foram citados em detalhes em outros textos aqui no blog. Amèlie tem um texto só seu, com um roteiro para você seguir os passos da protagonista em Paris.

Já Meia Noite em Paris está no texto em que citamos filmes para viajar sem sair de casa.

Portanto, não pense que esses filmes não merecem menção, eles simplesmente são tão importantes que merecem destaque duplo, tanto que já tinham aparecido antes, não quisemos nos repetir.

Mais filmes para ver antes de ir a Paris?

Certamente existem muitos outros filmes gravados em Paris e que poderiam estar aqui nessa lista. Tentamos fazer uma lista ampla e colocar filmes de gêneros diferentes e de épocas diferentes, mas certamente muita coisa ficou de fora.

Assim, perguntamos a você: qual filme gravado em Paris não citamos e que poderia estar que nessa lista? Qual outro filme para ver antes de ir a Paris você indica pra gente?

Conta pra gente nos comentários!

Foto em destaque:  Pete Linforth por Pixabay 

Thiago Amaral
Thiago é um professor de Inglês que, apesar dos seus (já) 30 e poucos, ainda vai ser jornalista. Não viaja tanto quanto gostaria, mas também um dia o fará. Por ora, se arrisca escrevendo sobre assuntos aleatórios e eventualmente viaja com sua esposa Marcela e filha Alice. E por isso foi convidado a escrever (eventualmente) neste blog: para dar dicas e contar sobre a experiência de viajar em família e com criança.
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Comentários:
Leo Vidal disse:

Paris é um cenário perfeito para todo tipo de viagem. Romântica, em família… e claro, criar um roteiro inspirado nos filmes gravados em Paris é perfeito. Poder ver tudo que a gente já viu na telona é perfeito. Da lista, o meu preferido é Paris Te Amo.

Klécia disse:

Também sou apaixonada nesse filme <3

Fabricio disse:

Amei essa lista com os filmes gravados em Paris e como eu amo essa cidade. Meu favorito ali é Piaf, tanto que um dos lugares que eu fui em uma das minhas viagens foi o Pere Lachaise, fiquei horas perdido procurando o túmulo dela.