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Museus do Vaticano e Capela Sistina: como aproveitar bem a visita

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O que ver nos Museus do Vaticano | Roma e o Vaticano são um museu a céu aberto. Mas além de todas as obras nas ruas e praças, vale a pena entrar em alguns museus de fato, para apreciar algumas das maiores obras da história, frente a frente.

Para quem viaja a Roma e Vaticano, costumo recomendar 2 museus: a Galleria Borghese (meu museu favorito de Roma) e os Museus do Vaticano, que abrigam o maior e mais incrível acervo de arte que eu já vi na vida.

Eu confesso que, antes de chegar lá, eu não tinha noção que quando falam Museus do Vaticano, estavam falando mesmo de um monte de museus diferentes, reunidos num complexo. Mas é exatamente isso.

Os Museus do Vaticano não é um museu, mas vários. Com temáticas diferentes, e cada um com um acervo imenso. Seriam necessários vários dias (ou uma vida) para visitar todo o acervo do complexo.

Com isso em mente, vale a pena ir preparado. Estudar o que tem pra ver nos Museus do Vaticano e organizar um roteiro com o que é importante para você – assim aumentam as chances de você ter uma boa experiência na visita aos Museus do Vaticano.

Lembre ainda: além de você, milhares de pessoas visitam os Museus do Vaticano diariamente. Alguns lugares são mais concorridos, como a Capela Sistina e a Galeria dos Mapas. Outros museus, menos concorridos, ficam bem vazios.

Isso é mais um motivo para ter um roteiro de visita aos Museus do Vaticano e, literalmente, não ser levado pela multidão. É preciso chegar lá sabendo o que você quer ver nos Museus Vaticano.

E nesse post eu vou ajudar a tomar essa decisão e montar seu roteirinho pelo complexo de museus.

Nesse post você vai encontrar:
– História dos Museus do Vaticano
– Ingresso Museus do Vaticano: como e quando comprar
– Onde ficam os Museus do Vaticano e como chegar
– Mapa dos Museus do Vaticano
– O que ver nos Museus do Vaticano: principais obras e onde encontrar
– Capela Sistina: como chegar lá
– Como combinar a visita aos Museus do Vaticano e Basílica de São Pedro
– Horários e dias de funcionamento dos Museus do Vaticano

Museus do Vaticano: o que você precisa saber antes de ir

Olha o tamanho da minha inocência antes dessa viagem. Quando me falavam em Museus do Vaticano, eu achava que a única grande atração seria a Capela Sistina, no final do percurso.

E muita gente vai até lá só pra isso mesmo: ver os afrescos da pequena capelinha pintados por Michelangelo entre 1508 e 1512.

Tanto é assim que a organização dos Museus do Vaticano estabeleceram dois circuitos para os visitantes: um mais longo, passando por todas as salas, e outro mais curto, que te leva diretamente à Capela Sistina.

Você escolhe como fazer. Tem gente que prefere comprar o ingresso para o primeiro horário do museu, e logo que abrir seguir direto até a Capela Sistina. Depois vem voltando pelo sentido contrário do percurso, ou vê só a Sistina mesmo e já vai embora.

Como eu cheguei bem cedo, mas já encontrei uma multidão (sério, era muita gente) dentro do Museu, desisti da ideia de ir direto até a Sistina – eu não ia conseguir vê-la vazia de jeito nenhum.

Decidi fazer o percurso mais longo pelos Museus do Vaticano e hoje, olhando pra trás, não me arrependo.

Foi muito cansativo, passamos horas andando em salas cheias de gente, às vezes tão apertadas que era difícil sair do lugar.

Apesar de tudo, eu vi coisas tão bonitas e impressionantes que todo o perrengue ficou apenas como uma parte menor das memórias.

O acervo dos Museus do Vaticano é um dos maiores – e mais impressionantes – do mundo. Ele pode, sem medo, ser comparado em importância, com o Louvre, em Paris.

História dos Museus do Vaticano

Dá pra dizer que a Igreja Católica viveu “colecionando” arte ao longo de toda sua história, desde a Idade Média. Mas nesse período ainda não havia o conceito e a organização dos museus.

Mas tantos anos “acumulando” arte por diversos meio resultaram numa tremenda coleção. Um acervo que reunia desde obras de imensurável valor histórico (como peças do Império Romano e Egípcio) até os famosos quadros de artistas do Renascimento.

Mas o conceito de museu só chegou ao Vaticano no século XX. Primeiro foram criados museus etnológicos, históricos e de arte moderna. Depois Pio XI fundou a Pinacoteca, e muitos outros papas deixaram alguma contribuição ampliando salas, criando museus e reorganizando coleções.

Em 1973, foi instalada nos Apartamento Borgia a Coleção de Arte Religiosa Moderna e Contemporânea do Vaticano. Nesse mesmo ano, o Museu Histórico do Vaticano também foi criado.

Em 2000, a entrada dos museus foi unificada, dando enfim esse tom de “complexo de museus” para os Museus do Vaticano.

O itinerário da visita se torna aos Museus Vaticanos se unifica, incluindo também os Palácios Vaticanos, que incluem espaços de grande destaque no percurso, como a Capela Sistina, as Salas de Rafael, a Galeria dos Mapas, a Galeria das Tapeçarias e os Apartamentos Borgia.

Ingresso Museus do Vaticano: como e quando comprar

Como eu já tinha lido bastante sobre as filas monstruosas de Roma, especialmente para quem visita em média e alta estação (de abril a agosto) decidi comprar todos os ingressos das atrações mais concorridas pela internet, antecipado.

Como os Museus do Vaticano são uma das atrações mais disputadas pelos turistas em Roma, é essencial viajar já com seu ingresso garantido. Evite filas e não perda tempo da sua viagem.

Você pode comprar os ingressos direto no site oficial dos Museus do Vaticano (www.museivaticani.va). Cada ingresso custa €17, mais €4 cobrados como taxa de conveniência.

Vale dizer que o site dos Museus do Vaticano é muito confuso, e eu levei um bom tempo para conseguir comprar os tais ingressos por lá.

Outra opção é comprar o ingresso com uma das empresas que fazem revenda oficial, como a Ticketbar.

O ingresso sai um pouco mais caro, mas você não paga taxa de conveniência, ganha um audio-guia em português para ajudar na visita e faz a compra num site bem mais amigável e fácil de navegar.

Compre seu ingresso Museus do Vaticano + Capela Sistina com a Ticketbar

O ingresso Museus do Vaticano é vendido com hora marcada. Você tem horário para entrar, mas não para sair. O ideal é comprar para seu bilhete para o horário mais cedo possível (9h) para encontrar o museu com menos gente.

Dicas importantes sobre os ingressos Museus do Vaticano:

– Leve o ingresso impresso no dia da sua visita.
– Seja pontual.
– Procure chegar um pouco antes do horário marcado, para se encontrar nas filas.
– Procure a fila de quem já tem ingresso com hora marcada. Existem diversas outras filas (de quem ainda vai comprar, de quem está com grupos de turismo, etc), então cuidado para não se perder.
– Em dias e horários em que os Museus do Vaticano estão muito cheios, essas filas ficam lado a lado e muitas vezes se misturam. Então, tenha muita atenção para não perder tempo na fila errada!
– Existe um acesso que comunica a Capela Sistina diretamente à Basílica de São Pedro, exclusivo para quem compra ingresso de tour guiado. É um baita poupa-tempo, porque você não perde tempo tendo que sair do museu para entrar na fila da Basílica, na Praça São Pedro.

Onde ficam os Museus do Vaticano e como chegar

Para chegar no Vaticano, você vai desembarcar na estação de metrô Ottaviano – San Pietro – Musei Vaticani, da linha A do metrô de Roma. Chegando lá, procure o acesso dos Museus do Vaticano.

Ou você pode fazer como eu, que fui caminhando mesmo de Roma até o Vaticano. Dependendo de onde você está hospedado em Roma, não fica muito longe.

Durante a minha primeira vez em Roma, num mês de abril, eu reservei um dia inteiro para visitar o Vaticano. E foi exatamente nesse dia no Vaticano, que coloquei no roteiro a visita aos Museus do Vaticano.

Mas preciso confessar que achei a sinalização das ruas bem fracas e tive um certo trabalho até encontrar a entrada dos Museus do Vaticano.

E enquanto eu procurava, sempre aparecia um guia freelancer na rua, oferecendo para acompanhar a visita e me mostrar o caminho até o museu. Eu fico muito insegura de contratar essas coisas de última hora, por isso sempre recusei.

Se você quiser um guia, o melhor a fazer é contratar previamente, via internet. Evite golpes na rua.

Para facilitar a vida de todo mundo, com esse mapa você vai achar os Museus do Vaticano rapidinho! Se prepare para caminhar entre 12-15 minutos, desde o começo da Praça de São Pedro até a entrada dos Museus do Vaticano.

Resumindo o caminho para chegar nos Museus Vaticano: vindo do centro de Roma, provavelmente você vai chegar em frente à Praça São Pedro pela Via della Concilliazione.

Você deve ir circundando a praça, seguindo pela Via di Porta Angelica. Você vai começar a margear um muro enorme. Daí em diante, é só seguir pelo muro. Passe pela Piazza del Risorgimento e Vialle Vaticano, até encontrar a entrada dos Museus Vaticano.

Antes de encontrar a entrada, provavelmente você vai encontrar as filas! Vá até a porta do museu e pergunte onde fica a fila para quem já tem ingresso.

Mapa dos Museus do Vaticano

Na entrada, pegue um folder com o mapa do museu. Ele vai ajudar muito a você se localizar e entender como funcionam os dois circuitos de visitação: o curto (Percurso Breve) e o longo (Percurso Completo).

O Percurso Completo dos Museus do Vaticano é o que passa por todas as salas de exposição, em todos os museus.

O Percurso Breve te leva direto à Capela Sistina, passando por algumas poucas salas de exposição no caminho. Grande parte das pessoas escolhe o percurso breve, para chegar logo na parte mais famosa e badalada dos Museus do Vaticano.

Na entrada, também há a possibilidade de alugar áudio-guias, uma boa opção para quem quer aprender mais sobre as salas.

Lembrando que se você comprou o ingresso da Ticketbar, o áudio-guia já está incluído no seu bilhete.

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O que ver nos Museus do Vaticano: principais obras e onde encontrar

A primeira impressão que tive ao entrar nos Museus Vaticano: que lugar enorme!

É impossível pensar em visitar todo o complexo em um dia! Sério! Imagina então em uma manhã, que era o que eu planejava. Honestamente, é humanamente impossível.

Então planeje bem seu roteiro para não deixar nenhuma obra importante de fora:

O que você vai ser se seguir o Percurso Completo dos Museus do Vaticano?

Museo Chiaramonti e Braccio Nuovo: 

Nomeado em homenagem ao Papa Pio VII Chiaramonti. O museu foi organizado de forma a expor em conjunto as “três artes irmãs”: escultura, arquitetura e pintura.

Também houve o cuidado de misturar obras-primas com obras de menor valor artístico.

Isso ocorreu por influência das ideias de Quatremère de Quincy, que argumentava que obras de arte só podiam ser realmente compreendidas se fossem exibidas no local onde foram projetadas, e em conjunto com outros trabalhos de qualidade mais baixa.

O Museu Chiaramonti possui mais de mil exemplares de esculturas antigas em exibição. É uma das mais importantes coleções de bustos de retratos romanos do mundo.

O Braccio Nuovo é uma sessão deste museu, dedicada à escultura clássica. É uma das galerias mais lindas, em minha opinião. São 68 metros de comprimento, coberta com lindas claraboias. 

Ao longo dos muros da galeria estão 28 nichos, que possuem estátuas maiores que o tamanho natural, que retratam imperadores e réplicas romanas de estátuas gregas famosas.

Os bustos exibidos nos corbéis e meia colunas representam uma galeria de nomes famosos da antiguidade. 

As linhas arquitetônicas, os mármores coloridos das paredes e as lajes de mármore formando mosaicos romanos no chão, compõem um espaço idealizado para recriar o ambiente no qual as esculturas foram vistas originalmente.  

Museo Gregoriano-Etrusco:

Também fundado pelo papa Gregório XVI, o museu abriga peças encontradas em uma série de escavações desenvolvidas a partir de 1828 em cidades antigas da Etrúria, que na época pertencia aos Estados Pontifícios.

Posteriormente, doações vieram complementar a coleção. São 22 salas onde estão expostas cerâmicas, bronzes, objetos em ouro e prata, peças romanas e vasos gregos e italiotas (cidades helenísticas do sul da Itália).

Museo Gregoriano-Egizio:

Foi fundado pelo papa Gregório XVI, sendo dedicado a monumentos e artefatos do Egito Antigo, muitos encontrados em escavações na própria Itália, além de coleções privadas adquiridos no século XIX.  

São nove salas e um terraço com estátuas, além de uma ala com peças da Mesopotâmia, Síria e Palestina.

Museo Pio-Clementino:

O museu é chamado de Pio Clementino em homenagem aos dois papas que supervisionaram sua fundação, o papa Clemente XIV e Pio VI. No total, são 54 salas de exposição apenas neste museu (!!!). 

O museu é dedicado a esculturas antigas, tanto romanas quanto gregas, bem como peças da época do Renascimento. Muitas peças antigas tiveram partes faltantes restauradas.

Sala della Biga: 

Esta sala possui uma monumental carruagem de mármore que ocupa o centro da área – de uma biga, hehe.

Além disso, há estátuas e sarcófagos que descrevem cenas de competições de atletismo e jogos circenses, que incluem o lançamento de discos e as corridas de carros. 

Galleria dei Candelabri:

Seu nome se deve ao enorme candelabro de mármore que, juntamente com as colunas de mármore colorido, divide a área de exposição em seis seções.

A sala foi organizada pelo papa Pio VI e completamente renovada durante o pontificado do Papa Leão XIII.

As obras foram organizadas como mobiliário, seguindo critérios simétricos compatíveis com a arquitetura da galeria, para a qual se obtém acesso através de portões de bronze monumentais, ainda existentes hoje.

Galleria degli Arazzi:

A Galeria das Tapeçarias, que possui tapeçarias flamengas produzidas em Bruxelas pela oficina de Pieter van Aelst durante o papado de Clemente VII (1523-1534).

Elas foram exibidas pela primeira vez na Capela Sistina em 1531, e preparadas para a exposição nesta galeria em 1838. Neste momento do passeio, a galeria começou a ficar muito lotado.

Tão lotado que ficou até meio angustiante, permanecendo assim até o fim da próxima galeria.

Galleria delle Carte Geografiche:

A Galeria dos Mapas possui 40 mapas pintados, expostos nas paredes. São retratadas as regiões italianas e as posses da Igreja durante o papado de Gregório XIII (1572-1585). Um teto inesquecivelmente lindo!

Appartamento di San Pio V:

Inclui uma galeria, duas salas pequenas e uma capela. Foi construído pelo Papa Pio V (1566-1572) e merecem destaque os afrescos de Giorgio Vasari e Federico Zuccari.

Estão em exibição também tapeçarias flamengas dos séculos XV e XVI, cerâmicas medievais e renascentistas e alguns mosaicos romanos.

Sala Sobieski e Sala dell’Immacolata:

A Sala Sobieski tem esse nome por conta da grande tela do pintor polonês Jean Matejko (1838-1893), que representa a vitória do rei polonês Jan III Sobieski sobre os turcos em Viena, em 1683.

As outras pinturas no quarto são do século XIX, bem como as pinturas da Sala dell’Imacolata, idealizadas após a proclamação dos dogmas da Imaculada Conceição por Pio IX, em 8 de Dezembro de 1854.

As cenas desta sala fazem alusão às virtudes da Virgem e aos eventos relacionados com a proclamação dos dogmas.

Stanze di Raffaello:

Esta área constituía o espaço reservado aos apartamentos do Papa Giulio II (1503-1513), que não quis viver nos aposentos utilizados por seu antecessor, Alexander VI.

Os afrescos dessa área foram, em grande parte, pintados por ninguém menos que o próprio Raffaello Sanzio.

Somente as salas desse aposento merecem um post único, para discutir cada pedaço da obra completa e as particularidades do conjunto, como a cronologia e significado das pinturas.

Appartamento Borgia e Collezione Arte Contemporânea: 

O Appartamento Borgia é a ala privada que foi construída pelo Papa Alexandre VI (1492-1503) e decorada por Bernardino di Betto, o Pinturicchio.

Com a morte do pontífice, os apartamentos foram abandonados. Somente no final do século XIX foram reabertos ao público. Atualmente, a maioria dos quartos abrigam a Coleção de Arte Religiosa Moderna, inaugurada por Paulo VI em 1973.

São cerca de seiscentas obras (pintura, escultura e gráfica). Em seguida, seguem salas de exposição de arte contemporânea. Como nessa parte do passeio eu já estava exausta fisica e mentalmente, me demorei bem pouco nesses ambientes.

Cappella Sistina:

O ponto alto da visita aos Museus do Vaticano. A primeira surpresa é que a Capela é bem pequena, bem menor do que eu imaginava.

A segunda surpresa é que é proibido tirar fotos de qualquer maneira, fazer muito barulho ou sentar/deitar no chão para olhar o teto com mais cuidado.

A terceira surpresa é que, apesar disso, vai haver muito barulho e muita gente tentando tirar fotos (alguns mais tímidos, outros nem tanto. Isso gera um certo estresse entre os guardas e os visitantes.

Mesmo assim, gaste bons momentos olhando todos os lados, cantos, e principalmente o teto e a parede frontal. Faça isso até seu pescoço doer e pedir pra você baixar a cabeça.

Aproveite o momento de estar frente a frente com uma das maiores obras da humanidade!

A Capela Sistina é nomeada após seu patrono, o Papa Sisto IV (1471-1484). O belo mosaico no chão, construído em modelo medieval, permanece intacto até os dias de hoje, e remonta aos anos 1400.

Trabalharam na capela os pintores florentinos Botticelli, Ghirlandaio, Cosimo Rosselli e Signorelli e artistas da Úmbria, como Perugino e Pinturicchio.

Eles decoraram as paredes laterais, divididas horizontalmente por três faixas horizontais e verticalmente por pilastras elegantes.

No fundo da capela, originalmente pendiam tapeçarias, algumas das quais foram executadas por Rafaello. Hoje, essas peças estão expostos na Pinacoteca do Vaticano. São de perder o fôlego de tão lindas!

O afresco do teto da capela, como visto hoje, foi executado por Michelangelo Buonarroti (1475-1564), um artista já famoso em Florença. O trabalho foi realizado em quatro anos de trabalho (1508-1512) e tem como tema a história da humanidade no período que antecede a vinda de Cristo. 

A pintura de parede da frente da Capela, o “O Juízo Final”, foi também realizada pelo artista, entre 1536 e 1541. Ela representa o destino inevitável que paira sobre todos os homens, que tem em Deus o Juiz Absoluto.

A Capela está cheia, o tempo todo e todos os dias. A visita não é um momento relaxado e de contemplação. Tem muita pressa, muito “No pictures, Silence” dos guardas.

Muita gente indo e vindo, tentando achar um lugar pra admirar a obra. Uma boa quantidade de pessoas compra a entrada das 9h, e faz o percurso curto para pegar a Sistina mais vazia. Acredito que seja uma boa estratégia, mas eu não quis experimentar.

Tem gente que ainda volta e começa a ver o museu ‘de trás pra frente”. Honestamente, não acredito que seja uma boa ideia estar no contra-fluxo da multidão, especialmente em alguns locais onde ficou bem apertado, como na Sala dos Mapas.

Pelo sim e pelo não, preferi ir vendo o museu no Percurso Completo. Cheguei super cansada na Sistina, depois de horas andando, lendo e observando lindas obras – e outras nem tão interessantes pra mim.

Mas não acho que eu abriria mão de ver todo o resto e ir embora conhecendo só a Sistina. Mas isso é minha opinião, a loka dos museus.

Quem segue pelo acesso privado dos grupos guiados, daqui segue para a Basílica de São Pedro.

Aí, quando você pensa que acabou, tem mais. Muito mais. Mas aqui eu juro que já não estava vendo mais nada, só passando pelas salas. Seguem: a Cappella di San Pietro Martire, a Sala degli Indirizzi, a Sala delle Nozze Aldobrandine e a Sala dei Papiri.

Alguns lindos afrescos e relíquias dessas salas ainda me prenderam por alguns minutos. Existe ainda beleza aqui, mas provavelmente isso possa ser mais apreciado por olhos menos cansados. 🙂

Ao longo dessas salas finais, há vários quiosques da Lojinha do Museu, vendendo os mais diversos tipos de souvenir. As coisas em geral são caras e podem ser encontradas em versões genéricas nos comércios ao redor do Vaticano.

Como queria a significância de ter comprado no Vaticano, escolhi alguns brindes para familiares. Mas não compre nas pequenas lojas do percurso. No final, há uma grande loja que reune todos os produtos, o que facilita a pesquisa e a escolha.

Por último, temos as exposições: Museo Cristiano, Pinacoteca, Museo Missionario Etnologico, Padiglione delle Carrozze, Museo Pio Cristiano, Museo Gregoriano ProfanoMuseo Filatelico e Numismatico, apresentadas no mapa como a última parte dos Museus do Vaticano a serem visitadas.

Minha última dica: quebre o protocolo e comece a visita aos Museus pela Pinacoteca. É uma parte muito impressionante, com peças lindas como as tapeçarias de Rafaello.

A pinacoteca não merece uma visita de uma pessoa cansada e apressada, louca pra ir embora. Você pode até “pular” as demais exposições dessa área, mas visite a Pinacoteca do Vaticano!

Almoço nos Museus do Vaticano

Terminamos a visita por volta das 14h, exaustos e com muita fome. Decidimos almoçar na Praça de Alimentação dentro dos Museus. Foi uma boa opção, com preço em conta e várias opções de alimentação.

Há vários tipos de restaurantes, como saladas, pizza, massas, sanduíches… A comida não é excepcional mas estava saborosa. O preço foi justo, levando em consideração que estávamos dentro de um museu.

Jardins dos Museus do Vaticano

Os Museus do Vaticano ainda possuem uma enorme área de Jardins, com tantas coisas a ver que renderiam mais umas boas horas por lá. Eu passeei bem pouco por essa área, primeiro por já estar exausta. Segundo, eu ainda queria combinar a visita à Basílica de São Pedro no mesmo dia. Então deixei para desvendar as belezas dos jardins em outra visita 😉

Museus do Vaticano

Endereço: Viale Vaticano, 00165 Roma – Estação de metrô Ottaviano, linha A.
Site: http://www.museivaticani.va
Horários: Segunda a sábado, 9h às 16h.
Ingressos: 16 euros, mais 2 euros de taxa de conveniência.

Os Museus do Vaticano são um dos maiores clássicos italianos! Mas o país tem muitos outros museus interessantes. A Ana, do Espiando pelo Mundo, tem um relato incrível de um dos melhores museus de Florença:

+ Um dos CLÁSSICOS de Florença: a Galleria degli UFFIZI

Em Roma, nós falamos sobre a Galleria Borghese, outro museu italiano que a gente ama!

+ Meu museu favorito de Roma: 5 motivos para amar a Galleria Borghese

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