Pontos turísticos de Lisboa: com mapa! Atualizado 2026
Para explorar os pontos turísticos de Lisboa, coloque seu calçado mais confortável e se prepare para percorrer séculos de história pelas ladeiras de pedra portuguesa.
Organizei este guia com os principais lugares que você pode visitar na cidade, com base nas minhas vivências na capital portuguesa, e espero que essas informações te ajudem a montar um roteiro prático e com a sua cara.

Aqui você encontra informações atualizadas para brasileiros que desejam planejar um roteiro em Lisboa sem perder tempo.
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O que fazer em Lisboa: as 10 atrações imperdíveis
Saber o que visitar numa cidade depende sempre do seu tempo disponível, mas há algumas experiências que considero fundamentais para quem está montando um roteiro em Lisboa.
A cidade mistura monumentos que são Patrimônio Mundial da UNESCO com bairros boêmios que ganham vida ao entardecer. Os principais pontos turísticos de Lisboa que recomendo que entrem no seu roteiro são:
- Mosteiro dos Jerónimos: obra-prima da arquitetura manuelina para conhecer em Belém.
- Torre de Belém: antiga fortaleza às margens do rio Tejo. Como o nome indica, também fica em Belém.
- Castelo de São Jorge: ruínas históricas localizados em uma colina no centro (então a visita ainda oferece uma bela vista da cidade!).
- Bairro de Alfama: ruelas medievais perfeitas para se perder e ouvir Fado e visitar miradouros com vistas espetaculares da cidade.
- Praça do Comércio (Terreiro do Paço): a praça mais fotografada da cidade, em frente ao rio Tejo.
- Elevador de Santa Justa: estrutura de ferro centenária que liga a Baixa ao ao Largo do Carmo, no Chiado. Ocasionalmente fecha para obras, mas vale a visita nem que seja para ver por fora.
- Oceanário de Lisboa: um dos maiores e mais modernos aquários do mundo.
- Casa dos Bicos e Fundação José Saramago: um dos edifícios com mais história da cidade, e que ainda abriga um museu riquíssimo dedicado ao escritor português José Saramago.
- Mercado da Ribeira (Time Out Market): um dos maiores polos gastronômicos de Lisboa, muito badalado e com ótimas opções para comer e beber muito bem.
- LX Factory: complexo industrial criativo com arte urbana e gastronomia.
Para economizar tempo e dinheiro, adquira o Lisboa Card. Este passe oferece transporte ilimitado e entrada gratuita em diversas atrações, como o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém.
E como primeiro passeio na capital portuguesa, recomendo reservar um tour gratuito em Lisboa. Você caminha pela cidade acompanhado de um guia local para entender a história e se situar geograficamente. É um passeio econômico, pois não tem valor fixo; ao final, você entrega ao guia uma gorjeta voluntária.
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Mapa de Lisboa – principais pontos turísticos
Para te ajudar a se localizar na cidade de Lisboa, e ver o que fica perto do que, montamos esse mapa apontando onde ficam os principais pontos turísticos de Lisboa.
Principais pontos turísticos de Lisboa por bairro
Lisboa é uma cidade de relevo acidentado e cada bairro possui identidade e história próprias. Agrupar as visitas por proximidade facilita a logística e evita deslocamentos desnecessários, otimizando seu tempo.
Clique para ir direto para o bairro que te interessa:
Belém: o que fazer
O bairro de Belém concentra os monumentos que celebram a época das grandes navegações. É uma área plana e aberta, localizada às margens do rio Tejo, um pouco afastada do centro histórico.

Reserve pelo menos um turno inteiro para explorar as atrações desta região. Você pode fazer por conta própria, ou se juntar a um tour guiado gratuito na região.
Para chegar, utilize o Eléctrico 15 (bonde moderno), que parte da Praça da Figueira ou da Praça do Comércio. O trajeto leva cerca de 20 a 30 minutos. Evite ir de carro, pois o estacionamento na região é limitado e disputado.
Mosteiro dos Jerónimos
Esta obra-prima da arquitetura manuelina é o monumento mais visitado de Portugal e reflete a riqueza da época dos descobrimentos.

O claustro do Mosteiro dos Jerónimos é o ponto alto da visita, apresentando o característico estilo manuelino, com colunas e abóbadas com detalhes esculpidos em pedra que remetem a elementos marítimos e religiosos.


A entrada na Igreja de Santa Maria de Belém, onde estão os túmulos de Vasco da Gama e Luís de Camões, é gratuita.
No entanto, para acessar os corredores do mosteiro e o claustro, é necessário adquirir o ingresso específico, que costuma ter filas consideráveis se não for comprado com antecedência.
- Endereço: Praça do Império, 1400-206.
- Reserve aqui seu ingresso para o Mosteiro dos Jerónimos
Torre de Belém
Construída originalmente como uma fortaleza militar no meio do rio Tejo, a Torre de Belém servia como estrutura de defesa e porta de entrada para os navegadores.
Com o tempo e o recuo das águas, ela passou a ficar junto à margem, tornando-se um cartão-postal de Lisboa. A arquitetura externa, com suas guaritas em estilo mourisco, é um dos cenários mais fotografados do país.

Se você tiver o Lisboa Card, a entrada está incluída no benefício. Vale ressaltar que a fila para subir os degraus estreitos da torre costuma ser lenta devido ao controle de fluxo, por isso priorize esta visita nas primeiras horas da manhã.
- Endereço: Av. Brasília, 1400-038.
- Garanta seu ingresso usando o Lisboa Card
Padrão dos Descobrimentos
Acredito que este seja o monumento que mais chamou minha atenção quando caminhava por Belém.
É uma estrutura enorme, em formato de caravela, que foi erguido para homenagear as figuras históricas da época das grandes navegações de Portugal, como o Infante D. Henrique e Fernão de Magalhães.

Você pode pagar entrada (compra direto no local) e visitar o interior do monumento. Há um mirante no topo, de onde você tem uma visão privilegiada da rosa dos ventos desenhada no chão da praça, do rio Tejo e da Ponte 25 de Abril.
- Endereço: Av. Brasília, 1400-038.
- Ingressos a venda no local.
Pastéis de Belém
Nenhuma visita a Belém termina sem provar o doce original na confeitaria mais famosa do bairro, fundada em 1837.
A receita é mantida em segredo, e apenas os doces produzidos aqui podem ser realmente chamados de Pastéis de Belém. Todos os demais, produzidos em outros lugares, são apenas pastéis de nata.

Normalmente se formam duas filas, uma para quem quer comprar no balcão (para levar) e outra para quem quer sentar em um dos salões internos, decorados com azulejos azuis e brancos.

A fila para levar costuma andar rápido, mas a minha sugestão é que, se tiver tempo, você entre e saboreie o seu pastel de Belém ali na casa, ainda quente, polvilhado com canela e açúcar de confeiteiro.
- Endereço: R. de Belém 84 92, 1300-085.
- O pastel de Belém custa 1,50 € por unidade.
Pasteis de Cerveja
Embora Belém seja mundialmente famosa pelos seus pastéis de nata, existe uma iguaria menos óbvia que merece a atenção de quem aprecia a cultura cervejeira: o Pastel de Cerveja.

A receita foi criada por um pasteleiro da Confeitaria Nacional, em 1943. Diferente do doce conventual cremoso, o pastel de cerveja é bem menos doce, e mais seco. A massa é fina e o quebradiça, e o recheio leva amêndoas, cerveja e ovo.
Em Belém, há uma loja onde você pode degustar a iguaria, que fica na mesma rua dos pastéis de Belém, a poucos metros uma da outra.

Eu confesso que não me apaixonei, achei o Pastel de Belém bem mais saboroso, mas se você também é curioso vale a pena provar!
- Endereço: R. de Belém 13, 1300-082
Para você que se animou a visitar o bairro de Belém em Lisboa, deixo aqui a dica para visitar o blog o Berço do Mundo, escrito pela portuguesa Ruthia.
Alfama, Graça e Castelo: o que fazer
Alfama é o bairro mais antigo de Lisboa e sobreviveu ao grande terremoto de 1755. É por isso que, até hoje, podemos caminhar por suas ruelas estreitas e becos da época medieval.
É uma região de ladeiras íngremes, por isso é importante ter estratégia para planejar a visita: suba até o ponto mais alto utilizando o transporte público e depois desça caminhando pelas ruelas.
Recomendo que, para subir, pegue o autocarro 737, que parte da Praça da Figueira e deixa você na porta do castelo. Outra opção clássica é o Elétrico 28, embora ele costume estar sempre lotado de turistas.
Se preferir caminhar, utilize os elevadores públicos gratuitos localizados na Rua dos Fanqueiros, que conectam a Baixa ao Castelo, poupando boa parte da subida.

Caminhe sem pressa e se surpreenda com os achados, fotografe os cenários, se encante com uma região onde o tempo parou, com roupas estendidas nas janelas, balançando ao som do fado.
Miradouro da Senhora do Monte
Localizado no bairro da Graça, este é o ponto mais alto de Lisboa. Fica fora da rota de muitos turistas, mais afastado dos demais pontos turísticos de Lisboa.
Mas se você busca entender a geografia da cidade em um único olhar, este é o lugar. Vale a pena subir mais um pouco para apreciar a vista panorâmica, que incluiu o Castelo de São Jorge, o casario da Baixa e o Rio Tejo no horizonte.
Para chegar até lá, use o elétrico 28, e desça na parada Graça. Após desembarcar, caminhe cerca de 5 a 10 minutos por uma subida íngreme seguindo as placas para o miradouro.
- Endereço: Largo do Monte, 1170-107.
Castelo de São Jorge
Esse é um dos mais importantes castelos de Portugal. A fortificação foi construída no século XI, pelos árabes, em uma posição estratégica para a defesa da região: na colina mais alta do centro histórico de Lisboa.
Posteriormente, foi paço imperial na época da unificação de Portugal e depois serviu como fortaleza militar.

A entrada é paga, e embora boa parte do castelo hoje esteja em ruínas, lá dentro você pode subir nas onze torres preservadas, caminhar pelas muralhas antigas e apreciar a vista para Lisboa e o estuário do Tejo.


Além da estrutura militar, o local abriga um núcleo arqueológico com vestígios da ocupação islâmica, o que ajuda a contar um pouco do passado de Lisboa. Se você gosta de história, vale a pena investir em um passeio guiado.
- Endereço: Rua de Santa Cruz do Castelo, 1100-129.
- Compre aqui seu ingresso do castelo e evite filas
Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau – Castelo
Bem ao lado da entrada do castelo, há uma unidade dessa loja que divide opiniões entre os brasileiros. Já vi quem ama, já vi quem odeia.
Trata-se de uma tradição portuguesa, na qual você pode provar o famoso bolinho de bacalhau, recheado com queijo da Serra da Estrela.

O petisco salgado pode ser degustado sozinho ou harmonizado com um vinho do Porto, bem licoroso.
Prove, e depois me conte nos comentários se você entrou pro time dos que amam essa iguaria portuguesa.
Bairro de Alfama
Ao sair do castelo de São Jorge, é hora de caminhar um pouco pela região, descobrindo as belezas e o charme do bairro de Alfama. Pense que você estará caminhando pelo bairro mais antigo de Lisboa!
Ruelas apertadas, escadarias e murais coloridos, músicos de rua, casas de fado, roupas penduradas nas janelas, miradouros e mais miradouros.
O negócio aqui é caminhar sem destino, ir se perdendo intencionalmente pelo labirinto de ruas de Alfama. Vá caminhando de volta para a parte baixa da cidade, a caminho do rio Tejo. Mas vá sem pressa, o passeio vale a pena.
Aqui vou listar alguns lugares que você pode conhecer enquanto caminha pelo bairro:
- Miradouro Portas do Sol (falarei mais dele abaixo, pois é meu favorito);
- Miradouro de Santa Luzia
- Igreja de Santo Antônio (o santo mais querido dos lisboetas)
E mais um punhado de lugares, famosos ou desconhecidos, que rendem bons momentos. Esse bairro é realmente uma joia a ser explorada!
Outra forma de conhecer o bairro é fazer um passeio de tuk tuk em Lisboa, no bairro da Alfama (dica do blog Vamos por Aí).
Miradouro das Portas do Sol
Lisboa tem várias colinas, e como não poderia deixar de ser em uma cidade de relevo acidentado, o que não faltam são mirantes (ou miradouros, em português de Portugal).
E o terraço conhecido como Miradouro das Portas do Sol é, na minha opinião, um dos melhores lugares para observar a arquitetura típica de Alfama.

É o local ideal para entender a geografia do bairro e notar como as casas foram construídas umas sobre as outras ao longo dos séculos, como um labirinto de telhados vermelhos.
O mirante é público e gratuito, e está sempre movimentado, com artistas e quiosques onde você pode tomar um café enquanto aprecia o movimento dos elétricos passando.
É o lugar perfeito para relaxar um pouco no seu caminho de descida entre o castelo e o rio.
- Endereço: Largo Portas do Sol, 1100-411.
- Gratuito.
Sé de Lisboa (Catedral)
Já no sopé da colina, você pode conhecer a Sé de Lisboa, também conhecida como a Catedral da Sé de Lisboa ou Catedral de Santa Maria Maior.
É a igreja mais antiga da capital, com uma fachada enorme e torres que lembram uma fortaleza medieval, e podem ser vistas de muito longe.

Sua construção começou no século XII, logo após a reconquista de Lisboa pelos cristãoes, e mistura os estilos românico, gótico e barroco.
Para visitar seu interior, é preciso comprar ingresso, que permite visitar o claustro, com escavações que revelaram pedaços da história romana e árabe, e além de ver relíquias religiosas.
- Endereço: Largo da Sé, 1100-585.
- Compre ingresso para visitar o interior da Sé de Lisboa aqui
Casa dos Bicos e Fundação José Saramago
Esse é um ponto turístico de Lisboa que vai interessar muito a quem quer fazer um roteiro literário em Lisboa, bem como a amantes de história e arquitetura.

A fachada da Casa dos Bicos destaca-se na paisagem, por ser composta por mais de mil pedras talhadas em formato de pirâmide.
Inspirado no Palácio dos Diamantes de Ferrara, na Itália, o edifício do século XVI é um dos poucos sobreviventes ao terremoto de 1755 na zona baixa da cidade.
O nome curioso nasceu da interpretação popular da época: onde os arquitetos viam diamantes, os lisboetas enxergavam apenas “bicos”, batizando o prédio de forma definitiva.
No piso térreo, você encontra um núcleo arqueológico, onde você pode conferir as fundações de uma antiga muralha medieval e objetos que ajudam a reconstruir o cotidiano da Lisboa antiga.
Um dos maiores destaques são as cetárias, antigos tanques usados pelos romanos para a salga de peixe e produção de garum.
Nos pisos superiores, funciona hoje a sede da Fundação José Saramago, dedicada à preservação da vida e obra do Nobel de Literatura português.

O museu apresenta manuscritos, edições raras e objetos pessoais que narram a trajetória do escritor.
Do lado de fora, em frente à fachada, repousam as cinzas de Saramago sob uma oliveira trazida de sua aldeia natal, Azinhaga.

Ali, um banco de mármore e o epitáfio “Mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia” convidam a uma pausa silenciosa para leitura de frente para o Rio Tejo.
- Endereço: Rua dos Bacalhoeiros 10, 1100-135.
- Gratuito.
Museu do Fado
Já no sopé da colina, pertinho do rio, este museu é o lugar para ir se você quer para compreender a alma da música portuguesa.
O acervo utiliza recursos audiovisuais modernos para contar a evolução do fado, desde suas origens populares até o reconhecimento como Patrimônio Imaterial da Humanidade.
Você terá acesso a partituras, instrumentos históricos e figurinos de grandes fadistas como Amália Rodrigues. Se você pretende assistir a um espetáculo em uma das casas de fado à noite, essa visita pode ser uma ótima introdução!
O Museu do Fado em Lisboa funciona de terça a domingo, das 10h às 18h.
- Endereço: Largo do Chafariz de Dentro 1, 1100-139.
- Ingresso: 5,00€ (comprar no local).
Cervejaria Ramiro
Razoavelmente perto do miradouro da Senhora do Monte, está esse lugar onde você pode provar comida tradicional de Portugal de muita qualidade!
Para chegar no restaurante, a melhor forma é usando o metrô (Linha Verde – Estação Intendente).
Embora o nome sugira cerveja, o foco aqui são as mariscarias tradicionais. O Ramiro é uma instituição lisboeta onde os frutos do mar são escolhidos e preparados na hora.
Foi lá que provamos o lingueirão, uma iguaria tradicional da casa, servida com pão com manteiga. Pedimos também alguns lagostins, que estavam deliciosos.


A fila costuma ser grande, mas a espera é compensada pelo serviço de chope (imperial) na varanda.
O camarão-tigre é a estrela da casa. É uma experiência gastronômica rica e barulhenta, típica da hospitalidade portuguesa mais autêntica.
- Endereço: Avenida Almirante Reis 1, 1150-007.
Baixa e Chiado: o que fazer
A Baixa Pombalina e o Chiado são bairros que foram muito afetados pelo terremoto que atingiu Lisboa em 1755, mas com a reconstrução essas áreas puderam se firmar como o principal polo de vida cultural e boêmia de Lisboa.
No entanto, os contrastes entre os bairros é marcante: enquanto a Baixa é plana, geométrica e repleta de lojas tradicionais, o Chiado sobe a encosta com seus cafés históricos, livrarias e teatros.
Para transitar entre as duas áreas sem enfrentar as ladeiras íngremes, utilize a logística dos elevadores e escadas rolantes públicos. Essa conexão entre a parte baixa e o Chiado economiza fôlego e tempo.
Existem duas opções principais de acesso gratuito:
- as escadas rolantes do Metro Baixa-Chiado (entrada pela Rua do Crucifixo), que levam diretamente ao Largo do Chiado, e
- o elevador localizado dentro da loja H&M, que conecta a Rua do Carmo à Rua Garrett.
Ambas as alternativas facilitam o trânsito entre os bairros, evitando a subida a pé pela Rua do Alecrim ou pela Calçada do Sacramento.
Praça do Rossio e Praça da Figueira
O nome oficial é Praça Pedro IV (nosso D. Pedro I no Brasil), mas ela é conhecida pelos locais apenas como Praça do Rossio.


A calçada de pedra portuguesa tem um padrão ondulado que você talvez reconheça por ter visto em alguns lugares do Brasil, como no calçadão de Copacabana, no Rio de Janeiro.
Nesta praça também está o edifício neoclássico do Teatro Nacional Dona Maria II.


Logo ao lado fica a Praça da Figueira, de onde partem os elétricos para Belém. Ali você encontra a estátua de D. João I e o Mercado da Baixa, um espaço coberto onde produtores locais vendem queijos, enchidos e vinhos.
- Endereço: Praça de D. Pedro IV, 1100-200.
Ginjinha sem Rival
Eu gosto de histórias. Viajo pra descobrir esses pequenos segredos de cada lugar. A Ginjinha sem Rival é um dos melhores “segredos” de Lisboa.
A loja foi fundada em 1890 para vender o tradicional licor de ginja, uma simpática frutinha bem típica de Portugal.
Com o tempo e a qualidade do produto, a portinha discreta na rua das Portas de Santo Antão (entre a praça do Rossio e da Figueira) virou ponto de encontro dos lisboetas que buscavam uma dose e uma prosa.

A receita de família ainda é a original e essa ginja nunca precisou provar que era mesmo boa. A fama veio do boca a boca e até hoje o rótulo abriga a máxima ‘Esta casa nunca concorreu a nenhuma exposição nacional nem estrangeira’.
A tradição diz que o licor deve ser servido sempre deixando com que duas frutinhas caiam no copinho para completar a experiência de degustação.
O negócio já está na quarta geração da família e vale puxar um papo com o atendente, que é bem capaz de ser o proprietário.
O balcão é pequeno e enche rapidamente de locais e turistas, que vem e vão em fluxo. Também dá pra comprar garrafinhas de vários tamanhos para trazer a experiência da ginja para os familiares que ficaram em casa.
- Endereço: R. das Portas de Santo Antão 7, 1150-264 Lisboa
Cervejaria Trindade
Para os amantes de gastronomia e história, este restaurante instalado dentro de um antigo mosteiro, com salões decorados com painéis de azulejos que preservam o ambiente dos claustros, é uma experiência e tanto.
Curiosamente, os empregados vestem-se com trajes que remetem aos monges, tornando a experiência gastronômica única. É um mergulho na tradição portuguesa dentro de um dos espaços mais bonitos do Chiado.
- Endereço: Rua Nova da Trindade 20 C, 1200-303.
Elevador de Santa Justa
Projetado por um discípulo de Gustave Eiffel, este elevador de ferro fundido é uma obra-prima da engenharia do século XX. Ele cumpre a função de ligar a Baixa ao Largo do Carmo, poupando os visitantes da subida a pé.

Devido à alta procura, as filas costumam ser grandes; a dica é chegar nos primeiros horários do dia.
Se a fila estiver impraticável, você pode acessar apenas o mirante superior entrando por trás das ruínas do Convento do Carmo. Lá de cima, você pode ver o Castelo de São Jorge e o Rio Tejo em um ângulo privilegiado.
- Endereço: R. do Ouro, 1150-060.
- Adquira o Lisboa Card para incluir o acesso ao elevador
Convento do Carmo
As ruínas da Igreja do Convento do Carmo são a lembrança mais nítida do terremoto de 1755. O teto da nave principal desabou e nunca foi reconstruído, deixando os arcos góticos expostos ao céu.


Hoje, o espaço abriga o Museu Arqueológico do Carmo, com um acervo que inclui túmulos medievais e múmias.
Recomendo verificar a agenda cultural local: nós assistimos um lindo espetáculo imersivo de luz e som nas ruínas do Convento, foi muito emocionante!
- Endereço: Largo do Carmo, 1200-092.
Largo do Chiado e Praça Luís de Camões
Este é um ponto de encontro queridinho dos lisboetas e o coração cultural da cidade. No Largo do Chiado, você encontra a estátua de bronze de António Ribeiro, o poeta satírico conhecido como “O Chiado”, que dá nome ao bairro.

Cruzando a rua, chega-se à Praça Luís de Camões, onde a estátua do autor de Os Lusíadas observa o movimento entre o Chiado e o Bairro Alto do topo de sua coluna.
Nesta praça fica também o Consulado do Brasil, que funciona em um edifício histórico lindo: o Palácio Bramão.
Café A Brasileira e Fernando Pessoa
A poucos metros das praças, na Rua Garrett, está o famoso Café A Brasileira, fundado em 1905. O local preserva a decoração original em estilo Art Déco e ficou conhecido por ser ponto de encontro de intelectuais durante décadas.


Na esplanada em frente, a estátua de Fernando Pessoa sentada à mesa é, sem dúvida, um dos pontos mais fotografados de Portugal. Vale a pena a parada para um café rápido ou apenas para registrar a presença ao lado do escritor português.
- Endereço: Praça Luís de Camões, 1200-243
Basílica de Nossa Senhora dos Mártires
A poucos metros dali, está a primeira igreja construída em Lisboa depois da reconquista cristã da cidade. O edifício atual da Basílica de Nossa Senhora dos Mártires substitui a estrutura original, fundada em 1147.

Internamente, a igreja apresenta uma das expressões mais refinadas do estilo barroco e pombalino tardio, com um toque de opulência que veio com a reconstrução após o terremoto de 1755.
O teto foi o que me chamou mais atenção, com pinturas detalhadas, e os retábulos em talha dourada e mármores coloridos.
- Endereço: R. Serpa Pinto 10D, 1200-445
Livraria Bertrand
Ainda nos arredores da Praça, seguindo pela vibrante Rua Garrett, vale entrar na Livraria Bertrand, a livraria mais antiga do mundo ainda em funcionamento.

Falou livraria, claro que entraria na minha lista de principais pontos turísticos de Lisboa! O lugar é um paraíso para amantes dos livros e confesso que passei mais tempo do que planejei por lá.
Comprando um livro, você ainda pode pedir para que carimbem seu exemplar! Você vai voltar pra casa com um souvenir cheio de significado!
- Endereço: R. Garrett 73 75, 1200-203 Lisboa
Delirium Café Lisboa
Se você gosta de cervejas, pode ficar feliz em saber que nessa região há um bar da famosa marca belga dos elefantes cor-de-rosa. Fizemos uma parada por lá pra tomar uma cervejinha e relaxar do calor!

A casa dispõe de várias torneiras de cerveja artesanal, alternando entre clássicos belgas da Delirium e alguns rótulos portugueses.
O menu de comida foca-se em petiscos que acompanham bem a bebida, como hambúrgueres, batatas fritas e opções de queijos e enchidos.
- Endereço: Calçada Nova de São Francisco 2A, 1200-289
Arco da Rua Augusta e Praça do Comércio
A Rua Augusta é a principal via de pedestres da cidade, ligando o Rossio ao Rio Tejo. O caminho termina no Arco da Rua Augusta, um portal triunfal que simboliza o renascimento da cidade.

Você pode comprar o ingresso para subir ao topo do arco. Lá de cima, vai apreciar a vista da Praça do Comércio.
Até hoje, essa praça é chamada por muitos lisboetas pelo seu nome antigo: Terreiro do Paço. O nome faz referência ao Paço da Ribeira, o palácio real que ocupou este espaço por mais de 200 anos até ser completamente destruído pelo terremoto de 1755.

O que vemos hoje é o resultado do plano de reconstrução do Marquês de Pombal. Ele desenhou a praça em formato de “U”, aberta para o Rio Tejo, simbolizando a nova ordem comercial e política de Lisboa.

Os edifícios amarelos que cercam o pátio central abrigavam, originalmente, as alfândegas e os gabinetes administrativos que controlavam o comércio com as colônias.
Em um deles funciona o Martinho da Arcada, um café histórico frequentado por Saramago.
Na beira do rio, os degraus de mármore que descem até a água formam o Cais das Colunas. Durante séculos, esta foi a entrada oficial de Lisboa: era por aqui que desembarcavam chefes de estado e figuras da nobreza.


Eu amei ficar ali, sentindo a brisa do Tejo no final da tarde. Pra mim, o por do sol no Cais das Colunas é um dos mais bonitos que você pode ver em Lisboa.
- Endereço: R. Augusta 2, 1100-053.
- Reserve aqui seu ingresso para o Mirante do Arco
Cais do Sodré
Seguindo pela Avenida Ribeira das Naus, uma orla revitalizada e perfeita para caminhar ao pôr do sol, você chega ao Cais do Sodré.

Esta área tornou-se um dos polos de lazer mais deliciosos de Lisboa. Curtir a vista, a brisa do rio, relaxar ao som da múscia de artistas se apresentando ao ar livre. Uma delícia tudo por aqui.
Mercado da Ribeira (Time Out Market)
O destaque dessa região é o Mercado da Ribeira, que abriga o Time Out Market. O conceito reúne quiosques de alguns dos melhores chefs de Portugal em um espaço compartilhado.


O local é sempre movimentado; a estratégia para comer ali é garantir primeiro o lugar nas mesas coletivas. Não saia sem provar o pastel de nata da Manteigaria, que para muitos compete diretamente com o de Belém.
- Endereço: Av. 24 de Julho s/n, 1200-479.
Rua Rosa (Pink Street)
Localizada no Cais do Sodré, a Rua Nova do Carvalho é mundialmente famosa pelo seu asfalto pintado de rosa vibrante.
Antigamente uma zona degradada de marinheiros, hoje é o ponto mais concorrido da noite lisboeta. Repleta de bares e casas de festa, a rua ganha vida depois que o sol se põe e a diversão se estende pela madrugada.
- Endereço: Rua Nova do Carvalho, 1200-371.
Elevador da Glória
O Elevador da Glória é um dos funiculares mais famosos de Lisboa, ligando a Praça dos Restauradores, na Baixa, ao o Miradouro de São Pedro de Alcântara, no Bairro Alto, subindo a íngreme ladeira da Glória.
Inaugurado em 1885, este transporte foi inicialmente movido por contrapeso de água, passando depois para o vapor e, finalmente, para a tração elétrica em 1915, sendo classificado como Monumento Nacional desde 2002.
A sua principal característica são os bondes amarelos, frequentemente decorados com arte urbana, enquanto o interior se mantém clássico, com madeira e latão, assim como eram no começo do século XX.

O elevador funciona diariamente com intervalos curtos, sendo uma alternativa prática às escadas e uma experiência turística que oferece ângulos interessantes.
Bairro Alto e Alcântara: o que fazer
O Bairro Alto de Lisboa transforma-se completamente quando o sol se põe. O que durante o dia é um labirinto de ruas silenciosas torna-se o epicentro da diversão em Lisboa.
Se busca uma experiência descolada e artística, siga em direção a Alcântara, onde o passado industrial deu lugar ao design.
Miradouro de Santa Catarina
O Miradouro de Santa Catarina, carinhosamente apelidado de Adamastor devido à estátua do gigante mítico que guarda o local, é frequentemente apontado por locais e viajantes como o dono da vista mais arrebatadora de Lisboa.
Estrategicamente posicionado em uma das colinas do Bairro Alto, ele oferece um ângulo aberto para a Ponte 25 de Abril, o Cristo Rei e toda a movimentação das embarcações no Tejo.
Perto do pôr do sol, a atmosfera do lugar se transforma. O gramado e o quiosque ficam repletos de pessoas que se reúnem para assistir ao espetáculo da luz dourada refletindo nas águas do rio.
Arrisco dizer que este é o programa definitivo para você voltar para casa completamente apaixonado pela capital portuguesa.
- Endereço: Rua de Santa Catarina, 1200-401.
Elevador da Bica
A poucos passos do miradouro de Santa Catarina, você encontra o Elevador da Bica, possivelmente o plano inclinado mais fotografado de Lisboa.
Inaugurado em 1892, este funicular amarelo desce a íngreme Rua da Bica de Duarte Belo, emoldurado por casas coloridas com roupas estendidas nas varandas e o Rio Tejo ao fundo.
Mesmo que você não utilize o transporte para descer, vale a pena parar no topo da rua para registrar essa que é uma das imagens mais conhecidas de Lisboa.
Se optar por descer no bondinho, o ingresso está incluído no Lisboa Card. Você sairá na Rua de São Paulo, a poucos minutos de caminhada do Mercado da Ribeira e do Cais do Sodré, fechando o ciclo entre a cidade alta e a beira-rio com perfeição.
- Endereço: Rua de São Paulo, 234, 1200-109.
LX Factory
Este complexo é possivelmente um dos lugares mais interessantes de Lisboa, ocupando o espaço de uma antiga companhia de fiação de 1846.


O ambiente é provocativo e cult, reunindo murais de arte urbana, estúdios de design e barzinhos.
Não deixe de visitar a livraria Ler Devagar, instalada numa antiga tipografia, que combina milhares de livros com engenhocas inventivas.


Com toda essa efervescência cultural, o LX Factory é o local ideal para um happy hour ou um final de tarde descolado em Lisboa.
- Endereço: Rua Rodrigues de Faria 103, 1300-501.
Eixo monumental
Esta região representa a expansão de Lisboa para além do centro histórico, que aconteceu entre os séculos XIX e XX.
A Avenida da Liberdade é a rua mais luxuosa da capital, inspirada nos boulevards parisienses, repleta de árvores centenárias, hotéis de alto padrão e calçadas largas.
É o caminho que conecta a Baixa ao topo da cidade, culminando na Praça Marquês de Pombal.
Avenida da Liberdade e Parque Eduardo VII
Localizado no alto da Praça Marquês de Pombal, este é o maior parque central de Lisboa e oferece uma baita vista da capital.

Inaugurado em meados do século XX, os seus 25 hectares são marcados por um paisagismo geométrico ladeado por calçada portuguesa.
A subida pelo gramado leva até ao miradouro no topo, onde um enorme mastro ostenta a maior bandeira de Portugal.
- Endereço: Alameda Cardeal Cerejeira, 1070-051.
Entre os diversos bairros de Lisboa onde você pode se hospedar, eu escolhi ficar nessa região, e tive uma ótima experiência. É uma região tranquila, com muito comércio no entorno, e fácil acesso ao transporte para ir a toda parte da cidade.
Parque das Nações: o que fazer
O Parque das Nações representa a face mais moderna de Lisboa. Esta zona era um antigo polo industrial que foi completamente revitalizado para acolher a Exposição Mundial de 1998 (Expo 98).

Hoje, o bairro é um exemplo de arquitetura contemporânea e urbanismo, oferecendo amplos espaços de lazer à beira-rio e museus interativos.
Estação Oriente
Para chegar a esta região, a forma mais eficiente é utilizar o metro até à Estação Oriente.
Projetada pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava, a estação é uma obra de arte por si só, com a sua estrutura de aço e vidro que remete para uma floresta metálica.

É um dos principais centros de transporte de Portugal, ligando comboios, autocarros e metro.
Oceanário de Lisboa
Considerado um dos melhores e mais modernos aquários do mundo, o Oceanário de Lisboa é a grande estrela do Parque das Nações e um passeio bem legal para fazer em Lisboa com crianças.
O edifício, que parece flutuar no rio Tejo, possui um tanque central gigantesco onde convivem tubarões, raias e cardumes de peixes de diversas espécies. A exposição está dividida por habitats que representam os diferentes oceanos, permitindo observar desde pinguins e lontras até corais tropicais.
É uma experiência educativa e visualmente impressionante que exige, pelo menos, duas horas de visita.
- Endereço: Esplanada Dom Carlos I, 1990-005.
- Reserve aqui o seu ingresso para o Oceanário de Lisboa
Teleférico de Lisboa (Teleférico das Nações)
Para ter uma visão panorâmica de toda a intervenção urbanística da Expo 98, o teleférico é a escolha ideal. O trajeto percorre a margem do rio Tejo, ligando o Oceanário à Torre Vasco da Gama.

Durante o passeio, é possível avistar a imensidão da Ponte Vasco da Gama, uma das mais longas da Europa, os jardins do parque e os pavilhões da exposição.
- Endereço: Passeio das Tágides, 1990-280.
- Compre aqui o seu bilhete para o Teleférico
Pavilhão do Conhecimento e Centro Comercial Vasco da Gama
O Parque das Nações oferece ainda outras atrações interessantes, como o Pavilhão do Conhecimento, um museu de ciência interativo com exposições interativas.
Se o objetivo for compras ou uma refeição rápida, vale visitar o Centro Comercial Vasco da Gama; a sua arquitetura de vidro e a cobertura com água que escorre pelas laterais mantêm o tema marítimo de toda essa área.

Não deixe de caminhar pelo corredor das bandeiras, onde as insígnias de todos os países participantes na feira mundial continuam hasteadas, simbolizando o espírito de união do evento que transformou esta parte de Lisboa.
- Endereço: Alameda dos Oceanos, 1990-223.
Outras atrações em Lisboa fora do roteiro principal
Lisboa guarda tesouros que exigem pequenos desvios do eixo principal, mas que recompensam o visitante com arquitetura grandiosa e experiências autênticas de bairro.
Panteão Nacional e Feira da Ladra
Localizado na zona histórica de Santa Clara, o Panteão Nacional ocupa a antiga Igreja de Santa Engrácia, cuja construção levou quase 400 anos para ser concluída.
O edifício barroco é coroado por uma cúpula branca que se destaca no horizonte. No interior, repousam figuras ilustres como Amália Rodrigues e ex-presidentes.
Se visitar às terças ou sábados, aproveite para explorar a Feira da Ladra logo ao lado, o mercado de rua mais antigo e tradicional da cidade, onde se encontra de tudo, desde antiguidades a raridades vintage.
- Endereço: Campo de Santa Clara, 1100-471.
Aqueduto das Águas Livres
Esta obra de engenharia do século XVIII sobreviveu ao terremoto de 1755 e continua a ser um dos monumentos mais impactantes de Lisboa.
Construído para abastecer a capital com água doce, o aqueduto impressiona pelos seus arcos gigantescos que cruzam o Vale de Alcântara.
É possível caminhar sobre a estrutura e visitar o seu interior, uma experiência que oferece uma perspectiva monumental e histórica pouco explorada pela maioria dos turistas.
- Endereço: Calçada da Quintinha 6, 1070-225.
Estádio da Luz
Para os apaixonados por futebol, o Estádio da Luz é o templo do desporto em Portugal. Sendo o estádio mais famoso do país, oferece visitas guiadas que passam pelo museu do Benfica, balneários e relvado.
É uma parada recomendada para quem quer entender a paixão nacional pelo futebol.
- Endereço: Avenida Eusébio da Silva Ferreira, 1500-313.
Almada: o que fazer do outro lado do rio Tejo
Atravessar a Ponte 25 de Abril revela uma vista privilegiada de Lisboa, muitas vezes comparada à relação entre o Rio de Janeiro e Niterói.
Santuário do Cristo Rei e Restaurante Ponto Final
Em Almada, o monumento do Cristo Rei abençoa a capital com os braços abertos. Do seu miradouro, tem-se a melhor vista da Ponte 25 de Abril e da malha urbana de Lisboa.
Após a visita, desça até ao Cais do Ginjal para encontrar o Restaurante Ponto Final.

Com mesas amarelas dispostas literalmente à beira do rio, é o lugar perfeito para uma despedida de Lisboa, saboreando sardinhas e peixe fresco enquanto o sol se põe sobre o Tejo.
- Endereço: Cais do Ginjal 72, 2800-285 Almada.
Vídeo no canal sobre Lisboa, Portugal
E se você gosta de consumir conteúdo em vídeo, aqui tem algumas dicas de pontos turísticos para conhecer no centro de Lisboa, vale a pela conferir – e aproveita e já segue o nosso canal do Youtube!
Dicas extras para planejar seu roteiro em Lisboa
O que fazer em Lisboa de graça?
Lisboa é uma cidade generosa com o orçamento dos viajantes. Além de caminhar pelas ruas históricas, você pode aproveitar:
- Miradouros: A maioria das vistas mais bonitas da cidade, como Santa Luzia e Portas do Sol, não custa um centavo.
- Feira da Ladra: Explore o mercado de rua mais antigo de Lisboa no Campo de Santa Clara (terças e sábados). É um passeio cultural riquíssimo e gratuito.
- Free Walking Tours: Uma excelente forma de conhecer a história local com guias apaixonados. Lembre-se apenas de reservar o valor da gorjeta ao final.
- Núcleos arqueológicos: Como vimos na Casa dos Bicos, muitos edifícios oferecem acesso gratuito ao piso térreo com ruínas históricas.
Quer um guia completo apenas com passeios gratuitos em Lisboa? Deixe um comentário aqui embaixo para eu saber se esse assunto interessa a você!
O que fazer em Lisboa à noite?
A capital portuguesa não dorme cedo. Se você está em dúvida sobre o que fazer quando o sol se põe, aqui está o resumo das melhores regiões:
- Bairro Alto e Rua Rosa: Para quem busca agitação, bares de rua e baladas que avançam pela madrugada. É o coração da vida noturna.
- Chiado e Cais do Sodré: Oferecem uma variedade imensa de restaurantes e bares com conceitos mais modernos e gastronômicos.
- LX Factory: A escolha ideal para um final de tarde descolado que emenda em um jantar artístico ou drinks com música ambiente.
- Casas de Fado em Alfama: Uma experiência obrigatória. Assim como o tango em Buenos Aires, o Fado é a alma de Portugal. Reserve uma noite para jantar em uma casa tradicional e ouvir o ritmo mais português de todos no bairro onde ele nasceu.
Lisboa Card: vale a pena?
O Lisboa Card é o passe oficial de turismo da cidade e funciona como um fator decisivo para quem pretende visitar as principais atrações.
Ele oferece transporte público ilimitado (autocarros, elétricos, metrô e os elevadores históricos da Carris) e entrada gratuita em monumentos como o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém.
Além das entradas gratuitas, o cartão concede descontos em diversos museus e no acesso a locais como o Panteão Nacional.
Recomendo adquirir o passe se você planeja concentrar as visitas pagas em um ou dois dias, garantindo economia e a conveniência de não precisar comprar bilhetes individuais para cada deslocamento.
➤ Garanta aqui o seu Lisboa Card
Quando ir a Lisboa? Melhores épocas do ano
A primavera (abril a junho) e o outono (setembro a outubro) são as melhores épocas para visitar Lisboa. As temperaturas são amenas, ideais para caminhar pelas ladeiras, e a luz da cidade está no seu auge, proporcionando pores do sol inesquecíveis nos miradouros.
O verão (julho e agosto) traz calor intenso e a cidade fica extremamente lotada devido às férias europeias. Se viajar neste período, hidrate-se constantemente e priorize as atrações em locais fechados ou com brisa marítima nas horas de sol a pino.
O inverno (novembro a março) é a estação das chuvas, embora o sol apareça com frequência. É a época mais barata para viajar e encontrar a cidade mais vazia, mas esteja preparado para dias mais curtos e ventos frios vindos do Atlântico ao caminhar pela orla do Tejo.
Quanto tempo para visitar Lisboa?
Para visitar os principais pontos turísticos de Lisboa, recomendo que você separe pelo menos 3 dias inteiros.
A cidade é grande e merece ser explorada com olhos atentos, barriga faminta e sem nenhuma pressa.
Com mais tempo, você já pode começar a pensar em conhecer cidades perto de Lisboa, no estilo bate e volta. Cidades como Cascais, Sintra e até o Santuário de Fátima ficam a uma distância relativamente curta e são opções.
Quer dica de um roteiro pronto?
Aqui no blog temos nosso roteiro de carro de 10 dias por Portugal, viajando de carro de Lisboa até o Porto, conhecendo várias cidades no caminho.
Outra opção é esse roteiro de 5 dias em Lisboa (blog Destinos Notáveis).
O que visitar nos arredores de Lisboa
Tem mais dias em Lisboa e quer aproveitar para conhecer mais a fundo a região? Hora de pegar a estrada e combinar a capital com as cidades vizinhas de Lisboa, com os famosos passeios bate e volta.
Minha favorita? Cascais, com seu charme de cidadezinha a beira-mar, combinado com praias repletas de estrutura e centro histórico multi-colorido.
Se prefere história, belezas naturais e arquitetura, recomendo Sintra. Fica um pouco mais distante mas reúne alguns clássicos de Portugal, como o Palácio Nacional da Pena, o Parque Nacional de Sintra e o charmoso centro histórico.
Recomendo apenas que você evite o final de semana, quando a cidade fica super lotada e o trânsito na serra fica uma loucura.
No blog Vontade de Viajar tem uma dica bem legal de como ir de Lisboa a Sintra pelo caminho mais bonito.

Outra opção interessante é, em um dia, combinar Alcobaça e Batalha (cada uma com um mosteiro que entrou pra lista de maravilhas de Portugal).
Em um dia, também dá pra visitar a cidade medieval de Óbidos OU o Santuário de Fátima, mais ao centro do país.

Para esses destinos, a viagem fica um pouco mais esticada mas ainda assim cabe em um dia, e você vai ver alguns dos maiores tesouros portugueses.
Você também pode descobrir o que fazer em Évora nesse post do blog Vamos por Aí, outro bate e volta possível de Lisboa. Não visitamos a cidade, mas confesso que fiquei curiosa e quero incluir numa próxima viagem ao país.
Finalize o planejamento da sua viagem a Portugal
Planejar os detalhes logísticos com antecedência é o que separa uma experiência cheia de imprevistos de uma viagem fluida e inesquecível.

Portugal está mais procurado do que nunca, e garantir as reservas certas ainda no Brasil é o primeiro passo para aproveitar cada minuto sem estresse.
Aproveite os recursos abaixo para organizar o restante do seu roteiro:
Garanta seus ingressos (e fuja das filas!)
As filas para os monumentos mais famosos podem levar horas. O segredo é comprar o ingresso antecipado com horário marcado. Estes são os itens essenciais que recomendo garantir agora:
- Lisboa Card (24h, 48h ou 72h): Este é o passe oficial que inclui transporte público ilimitado e entrada gratuita em 39 museus e monumentos, incluindo o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém. Garanta o seu aqui
- Palácio e Parque da Pena (Sintra): Essencial para evitar as filas monumentais na serra. Lembre-se de avisar que o horário escolhido é para a entrada no palácio, não no parque. Compre o bilhete com horário marcado
- Oceanário de Lisboa: Frequentemente eleito o melhor do mundo, este ingresso garante acesso à exposição permanente e às temporárias, evitando a bilheteria física. Garanta seu ingresso aqui
- Miradouro e Arco da Rua Augusta: Um acesso rápido para ter a vista panorâmica da Praça do Comércio e do Rio Tejo. Compre o ingresso antecipado aqui

Chegue com conforto: transfer em Lisboa e deslocamentos
Depois de um voo longo, lidar com malas pesadas no transporte público ou enfrentar filas de táxi pode ser exaustivo. Um transfer privativo do aeroporto até o seu hotel é a maneira mais rápida de começar a viagem com o pé direito.
➤ Reserve aqui seu transfer com conforto em Portugal
Se o seu plano é circular entre Lisboa, Porto e outras regiões sem dirigir, o comboio (trem) e o autocarro (ônibus) funcionam muito bem.
Eu utilizo o site da Omio para comparar preços e horários de diferentes operadoras em um só lugar.
➤ Pesquise trajetos de trem e ônibus em Portugal
Continue explorando nossos guias de Portugal
Complemente sua leitura com estes artigos detalhados para montar o roteiro perfeito:
- Onde ficar em Lisboa (os melhores bairros e hotéis).
- Aluguel de carro em Portugal (tudo o que você precisa saber).
- Cidades perto de Lisboa para bate-volta (cidades lindas para ir de trem).
- O que fazer no Porto (roteiro completo pela Cidade Invicta).
- Cidades para visitar perto do Porto, Portugal
- Grutas de Mira de Aire
- Guimarães, Portugal, o que fazer por lá
- Cidades para visitar em Portugal
- O que fazer em Coimbra, Portugal
Para facilitar seu deslocamento em Lisboa, indico ler o post sobre o transporte público de Lisboa, do blog Destinos Notáveis.
FAQ: Principais perguntas sobre Lisboa
Para visitar o centro histórico (Baixa, Chiado e Alfama), Belém e o Parque das Nações com calma, o ideal é reservar pelo menos 3 dias inteiros. Se você pretende incluir um bate-volta a Sintra ou Cascais, considere estender a viagem para 4 ou 5 dias.
Lisboa é uma cidade excelente para caminhar, mas as colinas podem ser desafiadoras. O Metropolitano de Lisboa cobre bem as áreas modernas e o centro. Para Belém, utilize os elétricos (como o 15E). Para evitar as subidas íngremes no Chiado, aproveite os elevadores públicos e escadas rolantes gratuitas dentro das estações de metro ou lojas como a H&M.
Sim, especialmente se você planeja visitar mais de dois monumentos pagos no mesmo dia. Ele oferece transporte ilimitado e entrada gratuita em ícones como o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém, além de evitar que você precise comprar bilhetes individuais a cada trajeto.
Para atrações muito populares, como o Palácio da Pena (Sintra), o Oceanário de Lisboa e o Mosteiro dos Jerónimos, a reserva antecipada é altamente recomendada. Isso garante seu horário de entrada e evita filas que podem passar de uma hora nos meses de alta temporada.
Muitos monumentos nacionais e museus (como a Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerónimos) fecham às segundas-feiras. No entanto, locais como o Oceanário, o Castelo de São Jorge e os miradouros permanecem abertos todos os dias. Sempre verifique o calendário específico antes de sair.
O Miradouro de Santa Catarina (Adamastor) é o favorito dos locais pela atmosfera boêmia e vista para a Ponte 25 de Abril. O Miradouro da Senhora do Monte oferece a vista mais alta e panorâmica da cidade, enquanto o Miradouro de Santa Luzia é o mais fotogênico, com seus azulejos e jardins.
Os Pastéis de Belém são os mais tradicionais e detêm a receita original. Contudo, se quiser evitar as filas imensas, a Manteigaria (com unidades no Chiado e no Mercado da Ribeira) é considerada por muitos como a melhor da cidade atualmente.
Resolva sua viagem
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Amei conhecer todos esses lugares com vocês.
Lugares incríveis!
Encantada com tudo, em Lisboa!